Sobrou convicção, mas faltaram nervos de aço

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

A batalha da CCJ que tirou Paulo Guedes do sério foi só o início dos embates a ser travados em cerca de 20 sessões da Comissão Especial e das votações em plenário no caminho da reforma da Previdência na Câmara. É um palco onde o governo mais apanha do que bate e requer nervos de aço, alertam veteranos. A despeito das altercações, o ministro da Economia deixou ao menos uma boa impressão no Centrão: tem total convicção na proposta e na necessidade da reforma. Não é pouco quando o próprio Jair Bolsonaro ainda se mostra claudicante.

Na avaliação de integrantes da CCJ, se Paulo Guedes tivesse um pouco mais de traquejo político, talvez não tivesse caído na provocação final, feita pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR) com a grosseira citação de um malicioso sucesso do funk carioca.

Ainda na linha “entre mortos e feridos”, Guedes foi bem ao demonstrar respeito democrático pela Casa, quando ressaltou que ela dará a palavra final sobre o texto, e mal na ausência de clareza sobre os números.

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