Uma lágrima para Pedro

Um amigo querido. Mestre na arte de fazer rir, um ator de qualidade excepcional, tinha história e sabia contá-la. Gosto de várias, mas dou risada sozinho quando ele estava sendo a título de treinamento sabatinado pelo dono de uma das grandes fábricas de pregos do País. Pedro receberia a franquia para para atuar neste mercado. O dono da fábrica enchia Pedro de defeitos, falhas, pouca resistência do seu produto para que o quase franqueado contra argumentasse e convencesse seu interlocutor de que era o melhor prego do mercado, por isso, por aquilo e por aí vai. A certa altura do ensaio após várias repetições Pedro se dirige ao Rei dos Pregos e diz: meu amigo, chega, eu não quero mais ouvir essa conversa, fique com seus pregos . Se você que é o dono acha que ele não presta, não sou eu que vou convencer ninguém.

Desistiu da ex promissora carreira de distribuidor preferencial de uma grande marca de pregos e regressou à sua boemia, com o violão e a alegria de ser quem era. Uma vez eu te disse ou não disse: porque não fostes com João para o Rio de Janeiro? Seu talento artístico te colocaria diante dos salões de pé ao final de seus espetáculos.

Saudade!

Por: Jaime Badeca

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