Uribe tem números melhores, mas ‘noves’ do Fla finalizam só uma vez por jogo e dependem de meias

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– Foto: MARCELO THEOBALD / Agência O Globo
Diogo Dantas

O jejum de pelo menos um mês sem gols – oito jogos para Uribe e Lincoln e seis para Dourado – indica que a principal razão para a falta de vitórias (sete nos últimos 17 jogos pós Copa) do Flamengo é a falta de pontaria dos seus centroavantes. A análise das estatísticas dos três jogadores do ataque demonstra claramente o baixo poder de fogo no Brasileiro e na Copa do Brasil, apesar da maior participação do jogador colombiano. Na média, o trio não finaliza mais do que uma vez por jogo.

Titular nas duas últimas partidas, Uribe é quem tem a melhor média. Com 1,25 chutes por partida. Ele também participa mais do jogo, com média de 14,6 troca de passes. O segundo colocado é Dourado, que tem média de 0,97 finalizações e 9,3 passes trocados. Lincoln vem em seguida, com 4,1 passes e 0,8 arremates.

A explicação só fica completa, no entanto quando aliada ao desempenho dos meias. Diego, Éverton Ribeiro e Paquetá são os responsáveis pelas principais finalizações. Lideram o quesito mesmo com boa parte delas acontecendo de média distância ou na bola parada. Eles também produzem as principais chances de gol com os melhores números de assistências para finalizações, segundo dados do “Footstats”.

O site mostra ainda que os meias rubro-negros concentraram o jogo na região central do campo, acionando pouco os centroavantes. Contra o Corinthians, Cuéllar, Paquetá, Diego e Ribeiro trocaram 107 passes entre si, enquanto Uribe, por exemplo, recebeu apenas cinco passes e três cruzamentos vindos deles em sua direção.

– Tivemos cinco chances claras e não soubemos aproveitar – apontou o técnico Maurício Barbieri, que admitiu seguir o rodízio no ataque de acordo com o adversário.

– O nove é uma questão coletiva que temos que ajustar – completou, atribuindo o problema a falta de tempo para treinamento.

Uribe, apesar de ter melhores números que os concorrentes, admitiu dificuldade na adaptação ao time após mais um jogo zerado e vaiado. Do lado dos meias, Diego confessou que o problema também é deles e pediu que os jogadores do setor se apresentem mais na área para buscar o gol.

– Ficamos incomodados em não conseguir a vitória e o gol. Temos que transformar nosso volume em eficiência – afirmou o camisa 10. Para isso, é preciso que o homem mais próximo do gol fique com a bola e acerte a meta.

No último jogo, Uribe teve a bola nos pés apenas 1% do tempo. Nas últimas cinco partidas do rubro-negro, o centroavante escolhido como titular não chegou a 2% de posse de bola.

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