Washington Post: Donald Trump, Steve Bannon e aliados aconselharam Bolsonaro a questionar eleições

De acordo com o jornal norte-americano, o conselho foi dado em encontro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

www.brasil247.com - Da esq. para a dir.: Eduardo Bolsonaro, Steve Bannon e Donald Trump
Da esq. para a dir.: Eduardo Bolsonaro, Steve Bannon e Donald Trump (Foto: ABR)

 O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump teria aconselhado a família Bolsonaro a questionar o resultado da eleição à Presidência no Brasil. Foi o que apontou uma matéria publicada nessa quarta-feira (23) pelo jornal The Washington Post (EUA). De acordo com a reportagem, o conselho foi dado em encontro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro (PL).

O PL enviou nessa terça (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório questionando a segurança das urnas de votação. O presidente do TSE, Alexandre Moraes, não aprovou o pedido do PL para anular o segundo turno das eleições deste ano e condenou o partido de Jair Bolsonaro a pagar uma multa milionária.

Após o segundo turno da eleição no Brasil em 30 de outubro, o parlamentar fez reuniões no resort de luxo Mar-a-Lago, que pertence a Trump, em Palm Beach, na Flórida, Sul dos EUA. Ele também teria conversado com outros aliados políticos por telefone.

Ao jornal norte-americano, o ex-estrategista de Trump e organizador da ultradireita global Steve Bannon confirmou o encontrou com Eduardo Bolsonaro no estado americano do Arizona. Os dois conversaram sobre as eleições no Brasil.

A Justiça dos EUA condenou Bannon em julho após ele se recusar a entregar documentos. Também não quis depor à comissão da Câmara americana que investiga a invasão do Capitólio.

Outro ex-assessor de Trump, Jason Miller,  confirmou ao Washington Post que almoçou com Eduardo Bolsonaro, na Flórida, para debater “censura digital e liberdade de expressão”.

Bolsonaro e as eleições

Nos últimos anos, Jair Bolsonaro tentou passar para a população a mensagem de que o Poder Judiciário atrapalha o governo. O ocupante do Planalto também defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado das eleições. Partidos de oposição denunciaram publicamente a hipótese de ele tentar um golpe.

No dia 30 de outubro, o chefe do Executivo federal teve 49,1% dos votos no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista foi eleito com 50,9%.

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