Ciro entra na guerra contra o impeachment de Dilma

ciro_gomes_foto_jose_cruz_abr

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) decidiu entrar na luta política para tentar impedir que Dilma Rousseff seja afastada do governo por um processo de impeachment.

Depois de chamar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “maior picareta da República” e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) de “capitão do golpe”, Ciro recebeu convite da presidente Dilma Rousseff para jantar em companhia dela no Palácio da Alvorada na última quinta-feira.

À saída, ele disse que está fazendo tudo que está ao seu alcance para garantir o mandato de Dilma, mas dentro do PDT. O ex-ministro continua dizendo que confia na honestidade da presidente da República, embora considere o atual governo um desastre, sobretudo do ponto de vista da economia.

“Impeachment não é remédio para governo de que a gente não gosta”, declarou o ex-ministro, acrescentando que “a presidente Dilma foi muitas vezes advertida por muitos amigos, entre eles eu, de que era uma imprudência colocar o PMDB na linha da sucessão (Eduardo Cunha é o terceiro na linha sucessória)”.

E concluiu: “Tenho muitas afinidades com a presidente Dilma, mas não é por elas que eu estou falando o que estou falando. Eu estou convencido de que um golpe nesse instante introduz no Brasil uma instabilidade para 20 anos e introduz entre nós a violência na política”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *