Governos latino-americanos repudiam ataques dos EUA ao Irã
México, Cuba, Venezuela, Chile e Colômbia condenam bombardeios contra usinas nucleares iranianas e alertam para o risco de uma crise global

De acordo com a Telesur, os governos de Cuba, México, Venezuela, Colômbia e Chile condenaram unanimemente os bombardeios, apontando que a escalada bélica representa uma ameaça à paz e à estabilidade global, além de infringir a Carta das Nações Unidas e os tratados sobre não proliferação de armas nucleares.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel foi categórico: “Esta agressão arrasta a humanidade para uma crise com consequências irreversíveis”. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reforçou a posição do país, qualificando os bombardeios como “um ato criminoso e irresponsável” que fere o regime internacional de segurança nuclear.
A Venezuela também repudiou a ofensiva militar. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou a ação como “um ato de agressão ilegal, injustificável e extremamente perigoso”, alertando para o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e suas repercussões sobre a ordem internacional.
O presidente chileno Gabriel Boric criticou duramente o ataque às usinas nucleares, destacando que esse tipo de ação é proibido pelo direito internacional. Em mensagem publicada em suas redes sociais, Boric escreveu: “Defenderemos o respeito ao direito internacional humanitário em todos os momentos. Ter poder não autoriza você a usá-lo em violação às regras que nos impusemos como humanidade. Mesmo que você seja os Estados Unidos”.
Já o governo colombiano, por meio do Ministério das Relações Exteriores, manifestou “profunda preocupação com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã”. A chancelaria colombiana defendeu o retorno imediato à via diplomática como única solução possível e duradoura para o conflito, acrescentando que o país “rejeita o uso unilateral da força, especialmente quando contraria os princípios fundamentais consagrados na Carta das Nações Unidas e põe em perigo a paz e a estabilidade internacionais”.
Em declarações anteriores, o presidente colombiano Gustavo Petro já havia alertado que o governo Trump não deveria se envolver nem na guerra contra o Irã nem no genocídio em Gaza, mas sim se empenhar para impedi-los.
O México, por sua vez, adotou um tom diplomático, mas firme. O Ministério das Relações Exteriores fez um apelo enfático pela restauração da coexistência pacífica no Oriente Médio. A nota, assinada pelo chanceler Juan Ramón de la Fuente, destacou que “a restauração da coexistência pacífica entre os estados da região é a maior prioridade” e instou todas as partes a abandonarem ações militares em favor de uma solução negociada.
Todos os países latino-americanos que se pronunciaram reforçaram a importância do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e das normas estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que regulam o uso pacífico da energia atômica. Para os governos da região, o bombardeio norte-americano às instalações iranianas representa não apenas uma violação direta dessas salvaguardas, mas também uma ameaça concreta à segurança de toda a humanidade.
A forte reação latino-americana demonstra uma postura comum de defesa do multilateralismo, do direito internacional e da paz, em contraste com a escalada unilateral promovida por Washington.


























