Cachorros estão atacando pessoas na orla de Juazeiro

Da Redação

“Ele mordeu minha perna”. “Estou vindo por outra rua porque me pegaram na semana passada”. São esses os relatos de pessoas atacadas e mordidas por cachorros na orla de Juazeiro nos últimos dias.

Há meses que a reportagem do AP vem alertando as autoridades sobre o problema que se agravou no principal cartão postal da cidade com cachorros aterrorizando pessoas que fazem caminhada ou outro tipo de esporte na Vila Bossa Nova (Orla 2). No início da manhã, pessoas de idade se deslocam para o local e são obrigadas a se armarem com pedras, pedaços de madeiras, ou outro tipo de objeto, para se defenderem dos ataques dos animais todos os dias.

Boa parte desses cachorros focam na Vila Bossa Nova

“Eu passava todos os dias com minha bicicleta por este local, depois que fui atacado estou vindo por outra rua até chegar aqui na Marinha para encontrar com os colegas”, informou um senhor com aproximadamente 70 anos de idade.

Outro senhor, conhecido pelo nome de Bragadá, afirmou que também foi vítima. “Na terça-feira fui atacado por vários cachorros próximo ao Vaporzinho. A minha sorte que estava com um pedaço de madeira, mesmo assim escapei por pouco.Eram mais de dez cachorros”.

“Esses grupo de defesas dos animais de Juazeiro não se manifesta contra os ataques desses animais, faz vista grossa, mas quando alguém mate um desses cachorros, aí aparece esse povo no rádio chamando a atenção da polícia, Ministério Público, tudo, fazem o maior carnaval. Quando a pessoa é atacada, ficando internada em um dos hospitais, não aparece uma dessas pessoas para prestar apoio. O prefeito ajeitou a orla, mas não está adiantando de nada porque os cachorros estão atacando e expulsando as pessoas. No início da manhã só anda na orla pessoas de idade, muitas delas hipertensas, pessoas que tomam remédios controlados. Ou se toma providências, ou alguém vai terminar perdendo a cabeça”, alertou o senhor Osvaldo Rodrigues, morador da Flaviano Guimarães.

Ilustração

Eles relataram ainda que todos os dias, quatro mulheres alimentam os animais no incio do dia. “Além de trazerem alimentos em sacolas todos os dias, essas pessoas não imaginam o perigo que estão proporcionando para pessoas que aqui circulam todos os dias. Esses cachorros não são vacinados, muitos estão empesteados de carrapatos, e ainda assim com doenças”, relatou Bragadá.  A reportagem observou que em todo o circuito da orla até o bairro Angary, existe também uma grande quantidade de gatos.

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