“Há um golpe em marcha e cabe a nós, jornalistas, denunciá-lo”, diz Florestan Fernandes Júnior

A imprensa corporativa, segundo Florestan, ‘chocou o ovo da serpente’ e levou Bolsonaro ao poder. Cabe a ela, agora, conter o ímpeto golpista do chefe do governo

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(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Marcelo Horn/GovRJ | Isac Nóbrega/PR)

Em participação no Bom Dia 247, da TV 247, neste domingo (26), o jornalista Florestan Fernandes Júnior afirmou que a imprensa tem o dever de mostrar à sociedade brasileira o risco real de um golpe de Estado no Brasil que pode ser promovido por Jair Bolsonaro (PL) em caso de derrota na eleição presidencial deste ano. Para ele, o jornalismo precisa escancarar esta possibilidade e explicar o quão violenta seria uma ditadura bolsonarista.

Florestan fez um retrospecto desde 2010 para mostrar a responsabilidade da direita e da mídia tradicional pela situação atual do país. No anseio de tirar o PT do poder, partidos de direita, aliados à imprensa corporativa, ‘chocaram o ovo da serpente’, chamado Bolsonaro, explicou.

Agora, cabe ao jornalismo, inclusive aos jornalões que levaram Bolsonaro ao poder, evitar que um golpe se consolide. “Tem um projeto de um golpe de Estado, e ele está em marcha. Cabe a nós, jornalistas, falarmos sobre isso. O Bolsonaro é uma ameaça, sim, concreta à nossa democracia. Cabe a nós mostrar o que seria uma ditadura com a dinastia Bolsonaro. Mostrar o que acontece nos outros países, o que está acontecendo. Muita gente está achando que tudo isso é uma brincadeira. Não é uma brincadeira. É muito sério o que está acontecendo no país. Muito sério”. .

Não basta, segundo Florestan, o ex-presidente Lula (PT) vencer a eleição, porque os bolsonaristas não acatarão o resultado das urnas. “O presidente Lula tem todas as condições de ganhar a eleição, abriu uma diferença enorme [nas pesquisas], mas esses caras não estão raciocinando dessa maneira. E cabe a nós, e inclusive a essa mídia corporativa, que chocou esse ovo, mostrar para população do que se trata. Tudo é sigilo de 100 anos, nada é investigado e [há] o controle das polícias”.

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