Justiça demorou, mas não falhou em Pilão Arcado

Da Redação

Até que em fim a justiça foi feita no município de Pilão Arcado quando na noite de ontem (19) quando o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) decidiu afastar dos cargos o prefeito Afonso Mangueira (PSD) e o Vice, Daltro Melo (MDB) por acusação da prática de abuso de poder político e econômico na campanha de 2016. Na época, a reportagem do AP destacou fatos lamentáveis que aconteceram durante a eleição com apreensão de objetos que estavam sendo distribuídos durante a eleição e que ficaram expostos dentro do próprio fórum, e que mesmo assim, os acusados foram inocentados. Mas o que pesou mesmo foi a denúncia de que o antecessor de Afonso, João Ubiratan, teria contratado 500 servidores temporários às vésperas das eleições para ajudar o então candidato à sucessão.

No decorrer dos três anos de mandatos, denuncias graves foram expostas com ações da Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (CGU) e Ministério Público Federal, mas mesmo assim o gestor e seu grupo continuaram à frente da prefeitura.

Uma dupla inseparável

O grupo político ligado ao prefeito cassado, Afonso Mangueira, comandado pelo ex-prefeito João Porfírio, o popular Joãozinho (PP), não escapou ainda do processo relacionado à denuncia sobre os ‘Laranjas do sertão’, considerado o maior escândalo já envolvendo uma prefeitura de pequeno porte no país quando causou um rombo em mais de R$ 20 milhões aos cofres municipais. O fato foi denunciado pelo Ministério Público Federal e destacado pela reportagem da TV Record.  Devido aos inúmeros escândalos, a pobreza e os descasos se alastram pelo município, onde as comunidades rurais são as mais prejudicadas. Pilão Arcado é o município do Vale do São Francisco que mais tem se destacado nas páginas policiais.

A decisão do TSE de ontem, caiu no mesmo dia em que houve a Operação Faroeste quando o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Gesivaldo Britto, mais três desembargadores e dois juízes foram afastados das suas funções por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo da Polícia Federal foi para desarticular um possível esquema criminoso voltado a venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do TJ-BA, além de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.

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