Microbacias do rio Abaeté em MG recebem 5º repovoamento da Codevasf com espécies nativas

Cerca de 15 mil alevinos das espécies nativas Curimatã-pacu e Matrinxã foram inseridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no quinto peixamento realizado pela Companhia em microbacias do rio Abaeté, integrante da bacia do rio São Francisco em Minas Gerais. Os peixamentos foram realizados no dia 06 de abril nos córregos Bauzinho e Areado, afluentes do rio Abaeté.

Para o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Marco Câmara, as ações de repovoamento possuem dois objetivos estratégicos em termos de execução de política pública de Desenvolvimento Regional para o estado.

Esse é um trabalho científico, tecnológico e ambiental que busca atingir dois objetivos quando falamos em desenvolvimento regional. O primeiro é o aumento da quantidade e da variabilidade de espécies nativas nas microbacias que formam o São Francisco em Minas Gerais, o que irá impactar no equilíbrio ecológico do ecossistema. Com isso, atendemos a outro objetivo que é estruturar em termos ambientais a atividade de pesca tanto como atividade econômica, quanto uma atividade que traz segurança alimentar a milhares de famílias mineiras”, definiu Marco Câmara.

Segundo Julimar Santos, chefe do Centro Integrado de Aquicultura e Recursos Pesqueiros da Codevasf em Três Marias (MG), centro tecnológico e científico da Companhia que produziu os alevinos para ações de repovoamento, essa é uma ação continuada que reintroduziu essas duas espécies nativas nos cursos de água da região.

Os peixamentos nessas microbacias mineiras do São Francisco foram iniciados em 2019 fruto de solicitação da ONG S.O.S Rio Areado, da Secretária Municipal de Meio Ambiente de Patos de Minas e do Coletivo Ambiental Colmeia e passou a integrar o nosso calendário anual de ações de repovoamento. Esse é o quinto peixamento, pois já realizamos outros dois em 2019 e mais dois peixamentos em 2020. Além desse no primeiro semestre, iremos fazer outro repovoamento para reintroduzir a Curimatã-pacu, a Matrinxã e o Pacamã na região com previsão para o final ano”, explicou o chefe do centro de aquicultura da Codevasf em Minas Gerais.

O peixamento contou com a participação de representantes das instituições parcerias das ações de repovoamento da Codevasf, entre elas Polícia Militar Ambiental de Minas Gerais, Defesa Civil, ONG S.O.S Rio Areado, Coletivo Ambiental Colmeia, Secretária Municipal de Meio Ambiente de Patos de Minas, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Copasa, entre outros.

Ainda de acordo com o chefe do Centro de Aquicultura da Codevasf em Migas Gerais, os peixamentos já se refletem na disponibilização das espécies para pesca após o período natural de crescimento. “Antes dos peixamentos, os pescadores relatavam extrema escassez das espécies Matrinxã e Curimatã. Porém, desde o início de 2020, os pescadores passaram a relatar o reaparecimento das espécies e, pelo tamanho que estão sendo capturadas, é prova de que é fruto dos nossos peixamentos”, revelou.

Somente em 2021, já foram introduzidos 30 mil juvenis, sendo 20 mil da espécie Curimatã-pacu e 10 mil da espécie Matrinxã. Até o final deste mês, a Codevasf deverá introduzir mais 103 mil alevinos das espécies Curimatã-pacu, Matrinxã e Pacamã, todas nativas da bacia hidrográfica do rio São Francisco.

Já estão programados pela Codevasf a realização de peixamentos nos municípios de Três Marias, Esmeraldas, Piumhi, São João da Lagoa, Janaúba, Nova Porteirinha, Monte Azul e São Francisco.

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