Sem política armamentista de Bolsonaro, Brasil teria quase seis mortes a menos por dia, mostra estudo

A cada 1% de aumento de armas nas ruas, a taxa de homicídio cresce 1,1% e a taxa de latrocínio 1,2%, mostra o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

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(Foto: Reuters)

Se não fosse a política armamentista de Jair Bolsonaro (PL), que flexibilizou regras para colocar mais armas de fogo e munições em circulação nas ruas brasileiras, o país teria registrado 6.379 homicídios a menos entre 2019 e 2021, revela um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado pelo jornal O Globo.

Desde 2017, quando o Brasil atingiu o pico de mortes violentas, o índice mantém uma tendência de queda. O estudo mostra, no entanto, que sem a liberação de armas pelo governo Bolsonaro, a queda seria ainda maior.

“O país está diante de uma mudança de padrão de violência e de criminalidade”, diz a cientista social e diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, que explica que os efeitos da flexibilização de armas de fogo podem ser ainda maiores. “Arrisco dizer que muitas dessas vidas poupadas decorrem de acidentes domésticos e conflitos interpessoais, como brigas políticas, entre vizinhos e feminicídios. (…) Quando essas armas forem para a ilegalidade, a tendência é que sejam mais do que seis vidas poupadas por dia. Esse número já é significativo, são mais de 6 mil famílias chorando seus mortos por uma irresponsabilidade de uma legislação que não tem razão de ser”.

O estudo, portanto, desmonta o principal argumento daqueles que defendem a política armamentista, já que comprova que armas nas ruas não garantem maior proteção da população. A cada 1% de aumento de armas, a taxa de homicídio cresce 1,1% e a taxa de latrocínio 1,2%, mostra o estudo.

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