O senador José Serra (PSDB-SP) deixou o Recife na última sexta-feira (11) convencido de que a presidente Dilma Rousseff não concluirá o seu mandato, e que é preciso desde já pensar no “day after” (dia seguinte) com o vice Michel Temer (PMDB) à frente do governo.
“Temos que nos preocupar com o ‘day after’, com o que vem no dia seguinte. A hipótese do vice-presidente Michel Temer assumir o governo é grande e, se isso acontecer, nós todos temos que fazer um esforço para termos uma união nacional, para reconstruir o Brasil, porque a situação que estamos atravessando é gravíssima”, disse o senador tucano.
Essa mesma opinião foi externada em São Paulo pelo senador Aloysio Nunes, que foi o candidato a vice de Aécio Neves nas eleições de 2014.
Serra evitou tecer comentário sobre a possibilidade de ser chamado para ministro da Fazenda do eventual governo de Michel Temer. Ele disse que não é hora de pensar nisso, e sim de juntar forças políticas nos diversos partidos para que o vice possa montar um governo de “união nacional”.
“Não é propriamente você apoiar tal partido, não se trata disso. Trata-se de você apoiar um governo que sucederá um governo muito fraco e que terá uma responsabilidade enorme no futuro de reconstruir o Brasil. As negociações, de participação no governo, devem ser feitas com esse critério: o interesse do país”, disse o senador tucano.
Na véspera, ele participou de uma reunião de cúpula do PSDB em que se decidiu que, a partir de agora, o partido entra oficialmente na defesa do impeachment da presidente da República.


























