Simone Tebet critica política ambiental “desastrosa” do governo Bolsonaro

Pré-candidata à Presidência pelo MDB fez duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro e alertou para falta de cuidado com questão ambiental, prejudicial também, segundo ela, ao agronegócio

Raphael Felice

 

 (crédito: Assessoria MDB/Divulgação)
(crédito: Assessoria MDB/Divulgação)

A senadora Simone Tebet criticou a política ambiental do governo do presidente Jair Bolsonaro durante o evento que oficializou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, em um hotel na Asa Sul, área central de Brasília, nesta quarta-feria (8/12). A parlamentar disse em seu discurso que a leniência com relação ao meio ambiente é prejudicial também ao agronegócio.

“Nós temos uma política ambiental desastrosa, leniente, com a grilagem, de destruição da nossa biodiversidade. Essa leniência não queima apenas nossa mata biodiversidade, ela queima a credibilidade do nosso agronegócio, que alimenta o Brasil e mundo. É preciso acabar com essa dicotomia. O país não tem prioridades, é um governo que não tem projeto, não tem plano nacional e nem regional de desenvolvimento”, disse Simone.

A senadora que ganhou destaque em sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 criticou o governo atual também por seu discurso de ódio, pelo desemprego no país e por “promover a discórdia e a polarização”.

“O governo não tem dinheiro, apesar de sermos um dos povos que mais paga impostos. Sem prioridade e planejamento não consegue aplicar o dinheiro onde necessariamente precisa. Aí falta para o mais básico e obras de logística. Sucateia nossos parques industriais, faz com que o comércio tenha portas fechadas e impede que nossos trabalhadores de serviços poderem estar ganhando seu pão. O governo que aí está cria crises artificiais, mas é mais grave do que isso. Promove a discórdia e a polarização. Numa única palavra quer aniquilar as minorias. As minorias são hoje vítimas do gabinete do ódio que, numa estratégia muito bem preparada, tenta impedir o pensamento crítico, a oposição e a imprensa livre. Não vão conseguir”, destacou.

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