{"id":103614,"date":"2015-12-28T17:12:19","date_gmt":"2015-12-28T20:12:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=103614"},"modified":"2015-12-28T17:12:19","modified_gmt":"2015-12-28T20:12:19","slug":"em-mais-um-faroeste-quentin-tarantino-brinca-com-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-mais-um-faroeste-quentin-tarantino-brinca-com-a-violencia\/","title":{"rendered":"Em mais um faroeste, Quentin Tarantino brinca com a viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\"><em><strong>&#8216;Os Oito Odiados&#8217; chega a pelo menos 400 salas brasileiras a partir do dia 7 de janeiro<\/strong><\/em><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-meta\">\n<div class=\"meta-author\">\n<div class=\"meta-author-name\">Roberto Midlej<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-text\">\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ok, nada se compara \u00e0 expectativa que foi criada para a estreia de O Despertar da For\u00e7a, s\u00e9timo cap\u00edtulo da saga Star Wars, que chegou aos cinemas no dia 17. Mas um <a class=\"external-link-new-window\" title=\"Opens external link in new window\" href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/detalhe\/noticia\/quentin-tarantino-visitara-o-brasil-para-divulgar-novo-filme\/?cHash=750d427eb520495ef3f5eaefa315198a\" target=\"_blank\">novo filme de Quentin Tarantino<\/a>, 52 anos, \u00e9 sempre muito esperado. Afinal, trata-se de um dos diretores contempor\u00e2neos que melhor concilia o cinema autoral com um grande potencial de bilheteria.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ent\u00e3o, no pr\u00f3ximo dia 7 de janeiro, as aten\u00e7\u00f5es de cr\u00edticos e cin\u00e9filos v\u00e3o se voltar para o oitavo longa-metragem do cineasta, o faroeste Os Oito Odiados, que chega a pelo menos 400 salas brasileiras. \u00c9 uma nova aposta da Weinstein Company, que, com o filme anterior de Tarantino, Django Livre (2012), faturou no mundo mais de US$ 420 milh\u00f5es, maior bilheteria da hist\u00f3ria da produtora.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A investida no novo filme \u00e9 t\u00e3o grande que o diretor americano voltou ao Brasil depois de 23 anos e come\u00e7ou por aqui a turn\u00ea de divulga\u00e7\u00e3o do filme. Tarantino havia estado no Brasil somente uma vez, em 1992, na Mostra Internacional de S\u00e3o Paulo, para divulgar C\u00e3es de Aluguel.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e-c3.sttc.net.br\/uploads\/RTEmagicC_quentin2812.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"343\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Faroeste<br \/>\nO oitavo filme do diretor \u00e9 um retorno ao faroeste, g\u00eanero que ele j\u00e1 havia visitado em Django Livre (2013). A nova produ\u00e7\u00e3o marca mais um trabalho com Samuel L. Jackson, um dos atores que mais frequentemente atua com o cineasta: at\u00e9 aqui, j\u00e1 foram seis trabalhos juntos. Na visita a S\u00e3o Paulo, Quentin Tarantino esteve acompanhado do ator Tim Roth, que j\u00e1 havia sido dirigido pelo cineasta em C\u00e3es de Aluguel e Pulp Fiction (1994) e est\u00e1 de volta em Os Oito Odiados.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O novo filme de Tarantino tem ainda Jennifer Jason Leigh como uma das protagonistas. A atriz despertou a aten\u00e7\u00e3o do diretor, que justificou a escolha para o papel de Daisy Domergue: \u201cN\u00e3o sabia quem iria interpret\u00e1-la, mas eu queria algu\u00e9m dos anos 90. Vi v\u00e1rios filmes dela, como A Morte Pede Carona, Rush &#8211; Uma Viagem ao Inferno e O Anjo Assassino. Ela era uma vers\u00e3o feminina de Sean Penn e muitos filmes eram pensados nela\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Daisy, a personagem de Leigh, \u00e9 uma criminosa muito procurada e que est\u00e1 sendo conduzida por um ca\u00e7ador de recompensas num g\u00e9lido deserto. O personagem que a tem como prisioneira \u00e9 John Ruth, um irreconhec\u00edvel Kurt Russell, estrela de filmes como Fuga de Nova York (1982).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No meio da caminhada, em uma carro\u00e7a, Ruth resolve parar numa casa para descansar e \u00e9 l\u00e1 que vai se desenrolar praticamente todo o restante do filme, onde os \u201coito odiados\u201d do t\u00edtulo v\u00e3o se encontrar. \u00c9 na sala daquela casa que ocorrem os di\u00e1logos e o banho de sangue que marcam a filmografia de Tarantino.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O diretor reconhece a viol\u00eancia como uma de suas marcas, mas ressalta que \u00e9 um elemento que aparece com certo humor, com uma boa dose de caricatura em suas cria\u00e7\u00f5es: \u201cO tom do sangue, est\u00e1 na minha paleta. O sangue na vida real \u00e9 assustador. Mas nos filmes \u00e9 feito de xarope de framboesa e o gosto \u00e9 ate bom\u201d, brincou, durante a entrevista coletiva, num hotel de S\u00e3o Paulo. \u201cNuma das cenas, um homem j\u00e1 morto leva mais um tiro. \u00c9 s\u00f3 pra dar humor\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Carpenter<br \/>\nJ\u00e1 h\u00e1 alguns sites comparando Os Oito Odiados a cl\u00e1ssicos como Sete Homens e um Destino (1960) e Os Doze Condenados (1967), mas o diretor nega qualquer semelhan\u00e7a: \u201cNestes dois filmes, existe uma &#8216;equipe&#8217; que une os personagens. Mas isso n\u00e3o ocorre em Os Oito Odiados. Pra mim, \u00e9 uma vers\u00e3o de O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter. O enredo se parece e a paranoia passa de um personagem para o outro\u201d. Durante a entrevista,Tarantino citou o diretor italiano Sergio Corbucci (1927-1990) como uma de suas maiores influ\u00eancias. Corbucci, junto com Sergio Leone (1929-1989), \u00e9 considerado um dos mais importantes diretores do western spaghetti.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m da viol\u00eancia, que \u00e9 uma assinatura do diretor, est\u00e3o em Os Oito Odiados alguns divertidos di\u00e1logos sobre assuntos banais, que tamb\u00e9m marcam seus filmes. Quem se esquece da conversa de Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) sobre um sandu\u00edche em Pulp Fiction (1995)?<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O texto \u00e9 novamente um dos pontos fortes de Tarantino, que diz ter amadurecido desde seu primeiro roteiro: \u201cDesde Kill Bill meu texto ficou mais teatral, liter\u00e1rio e po\u00e9tico. Acho que o filme funcionaria bem no teatro. Tenho funcionado melhor com as palavras\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Enio Morricone<br \/>\nO longa-metragem traz uma novidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s produ\u00e7\u00f5es anteriores do diretor: pela primeira vez, o cineasta usa uma trilha sonora original e in\u00e9dita. Desta vez, ele convidou o seu compositor favorito, o veterano italiano Enio Morricone, 87 anos, para compor a trilha. O m\u00fasico \u00e9 conhecido por compor para cineastas como Sergio Leone, Pasolini e (1922-1975) e Bernardo Bertolucci.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cGosto mais de Morricone que de Chopin ou Beethoven. \u00c9 o meu compositor favorito. Usar composi\u00e7\u00f5es originais ajuda a &#8216;criar um clima&#8217; para o filme\u201d. Tarantino diz que conheceu o m\u00fasico em Roma, na It\u00e1lia, quando o convidou para compor. Inicialmente, o italiano recusou, pois achava que n\u00e3o teria espa\u00e7o na agenda.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cMas ele leu o roteiro e disse que havia tido uma ideia. Depois, disse que ia fazer mais umas coisas e acabou compondo mais de 35 minutos\u201d. O trabalho de Morricone n\u00e3o se restringiu ao tema principal do filme: \u201cEle n\u00e3o fez a m\u00fasica para uma cena em particular. Comp\u00f4s e eu escolhi os trechos que usaria e em que partes usaria\u201d. Morricone \u00e9 indicado ao Globo de Ouro de trilha nonora. Tarantino ganhou uma indica\u00e7\u00e3o como roteirista e Jason Leigh \u00e9 candidata a melhor atriz coadjuvante. A premia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 entregue em 10 de janeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Bem-humorado, Tarantino, provocado por um jornalista durante a coletiva, aproveitou para dar uma cutucada em um velho desafeto, Spike Lee, que j\u00e1 o acusou de racismo em Django Livre.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O rep\u00f3rter perguntou se Tarantino j\u00e1 havia pensado em trabalhar com o colega. \u201cQuando eu trabalhar com ele, ser\u00e1 o dia mais feliz da vida desse cara\u201d, disse, antes de dar mais uma mostra de sua pouca mod\u00e9stia: \u201cVou parar em meu d\u00e9cimo filme. Quero manter essa mitologia em torno do meu trabalho\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">*O rep\u00f3rter viajou a convite da Diamond Filmes<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Assista ao trailer:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gnRbXn4-Yis\" width=\"620\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo filme de Tarantino tem ainda Jennifer Jason Leigh como uma das protagonistas. A atriz despertou a aten\u00e7\u00e3o do diretor, que justificou a escolha para o papel de Daisy Domergue: \u201cN\u00e3o sabia quem iria interpret\u00e1-la, mas eu queria algu\u00e9m dos anos 90. 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