{"id":104824,"date":"2016-01-05T03:51:08","date_gmt":"2016-01-05T06:51:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=104824"},"modified":"2016-01-05T03:51:08","modified_gmt":"2016-01-05T06:51:08","slug":"ser-aluno-na-mare-educacao-marcada-por-violencia-e-dias-perdidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ser-aluno-na-mare-educacao-marcada-por-violencia-e-dias-perdidos\/","title":{"rendered":"Ser aluno na Mar\u00e9: educa\u00e7\u00e3o marcada por viol\u00eancia e dias perdidos"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">J\u00falia Dias Carneiro<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">Os g\u00eameos Samir e Samira t\u00eam apenas 11 anos mas j\u00e1 sabem com clareza o que gostariam de ser no futuro. Samira quer ser dentista; Samir adora bichos e sonha em ser veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas para chegar l\u00e1, os irm\u00e3os ter\u00e3o um caminho dif\u00edcil imposto pelo contexto em que crescem. A viol\u00eancia e pobreza que os circundam nas favelas do Complexo da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro, t\u00eam impacto direto sobre sua educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ano, os g\u00eameos perderam v\u00e1rios dias de aula devido a tiroteios ou conflitos iminentes nas favelas da Mar\u00e9, margeadas pela Linha Vermelha, a via expressa que conecta o aeroporto internacional do Rio ao Centro e aos bairros mais abastados da zona sul carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles est\u00e3o longe de serem os \u00fanicos a terem o ensino comprometido pelo contexto de viol\u00eancia em \u00e1reas conflagradas do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, 129 mil estudantes da rede municipal tiveram aulas canceladas pelo menos uma vez entre janeiro e outubro passados devido \u00e0 viol\u00eancia que circunda suas escolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa situa\u00e7\u00e3o afetou 310 das 1.463 escolas da rede municipal carioca, quase 20%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c0s vezes n\u00e3o tem aula porque d\u00e1 tiroteio. A\u00ed gente fica sem estudar. \u00c0s vezes fica dois dias, tr\u00eas dias&#8230; A gente tem que ficar em casa, vai fazer o qu\u00ea? N\u00e3o pode sair na rua&#8221;, diz Samir dando de ombros com naturalidade, na pequena casa que divide com a m\u00e3e, a av\u00f3 e as duas irm\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dias com aulas canceladas ou interrompidas viram tempo ocioso em casa, sem poder sair na rua para brincar. Os g\u00eameos tamb\u00e9m j\u00e1 ficaram presos na escola, sem poder sair devido a tiroteios nos arredores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aqui onde a gente mora n\u00e3o tem seguran\u00e7a, e quando entra a pol\u00edcia d\u00e1 tiroteio&#8221;, explica Samira. &#8220;Em todo lugar que a gente passa tem gente com arma.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/30\/151230110935_mare_rio_640x360_bbc_nocredit.jpg\" alt=\"BBC\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Quando h\u00e1 tiroteios, Samira e Samir ficam em casa, brincando na laje de casa com a cachorra Princesa<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Complexo da Mar\u00e9 foi ocupado em mar\u00e7o do ano passado por for\u00e7as de seguran\u00e7a do Rio como parte do programa de pacifica\u00e7\u00e3o do governo estadual, \u00e0s v\u00e9speras da Copa do Mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da opera\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea passou um ano ocupada por homens das For\u00e7as Armadas. As tropas come\u00e7aram a ser retiradas do conjunto de favelas em abril deste ano, mas o processo de pacifica\u00e7\u00e3o permanece inconcluso e o governo do estado n\u00e3o considera que as comunidades da Mar\u00e9 &#8211; onde vivem cerca de 140 mil pessoas &#8211; estejam pacificadas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">&#8216;Tens\u00e3o maior&#8217;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a do tr\u00e1fico de drogas ainda \u00e9 ostensiva no complexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na visita para encontrar os g\u00eameos, a reportagem da BBC Brasil se deparou com jovens vendendo drogas a c\u00e9u aberto em uma barraca ao lado de estandes de frutas e legumes na rua principal de com\u00e9rcio na comunidade Nova Holanda.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/30\/151230110959_mare_rio_624x351_bbc_nocredit.jpg\" alt=\"BBC\" width=\"624\" height=\"351\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Irm\u00e3os passam o tempo jogando no computador ou assistindo \u00e0 TV<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era o in\u00edcio da tarde, e jovens armados faziam vig\u00edlia em uma esquina a tr\u00eas quarteir\u00f5es da entrada de fundos do 22\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar. Por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, foi imposs\u00edvel fazer qualquer filmagem nas ruas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e3e dos g\u00eameos, Sirlene da Silva, de 46 anos, diz que o processo de pacifica\u00e7\u00e3o aumentou a tens\u00e3o na \u00e1rea, tornando os confrontos ainda mais frequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vivemos no fogo cruzado. Tem viol\u00eancia dos bandidos e viol\u00eancia dos policiais&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando a pol\u00edcia chega, eles atiram para depois perguntar. Quando tem tiroteio, as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam aula, os professores n\u00e3o conseguem chegar \u00e0 escola e a gente n\u00e3o consegue sair para trabalhar.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sirlene trabalha na ONG Redes da Mar\u00e9 e sustenta a fam\u00edlia com um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas. N\u00e3o tem recursos para colocar os filhos em uma escola particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O \u00edndice de aprendizado j\u00e1 \u00e9 ruim para quem estuda em escola p\u00fablica no Brasil. Pior ainda para quem mora em comunidade, que \u00e9 o resto do resto, como a gente aprende. A\u00ed as crian\u00e7as ficam sem aula, o conte\u00fado vai se acumulando e os alunos passam de ano muitas vezes sem saber nada&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os confrontos na Mar\u00e9 foram t\u00e3o intensos neste ano que o hor\u00e1rio letivo nas escolas municipais no complexo foi modificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para reduzir o risco de a rotina escolar ser prejudicada por trocas de tiros entre fac\u00e7\u00f5es rivais ou entre policiais e criminosos, as aulas passaram a come\u00e7ar mais tarde, \u00e0s 8h (antes as crian\u00e7as entravam \u00e0s 7h15m); e terminar mais cedo, \u00e0s 11h30 em vez de meio-dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O risco \u00e0s 7h \u00e9 maior porque policiais trocam de turno, ent\u00e3o \u00e9 quando os tiroteios come\u00e7am. Est\u00e3o antecipando os momentos de uma viol\u00eancia j\u00e1 anunciada&#8221;, afirma Glauce Arzua, coordenadora de campanhas da ActionAid, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental que trabalha com ONGs locais para defender os direitos de moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo hor\u00e1rio significa que estudantes perdem 75 minutos de aula por dia. &#8220;Imagina a viol\u00eancia para uma crian\u00e7a em fase de desenvolvimento ficar fora da escola todo esse tempo, todos os dias&#8221;, afirma ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As secretarias municipais e estaduais de Educa\u00e7\u00e3o do Rio afirmam que alunos de escolas em \u00e1reas conflagradas n\u00e3o s\u00e3o prejudicadas porque as aulas s\u00e3o repostas para compensar pelos dias perdidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com as assessorias de comunica\u00e7\u00e3o de ambas as secretarias, todas as escolas da rede p\u00fablica cumprem igualmente a carga de 200 dias letivos por ano.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Efeitos psicol\u00f3gicos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o problema vai al\u00e9m das horas de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 oito anos a professora Roberta de Sousa, de 38 anos, d\u00e1 aulas de portugu\u00eas e literatura numa escola estadual na Mar\u00e9, o Ciep Professor C\u00e9sar Pernetta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/30\/151230111020_mare_rio_624x351_bbc_nocredit.jpg\" alt=\"BBC\" width=\"624\" height=\"351\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Roberta de Sousa ensina alunos maneiras de se proteger diante de tiroteios<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela diz que epis\u00f3dios frequentes de viol\u00eancia afetam seriamente n\u00e3o apenas o desempenho, como tamb\u00e9m a autoestima dos alunos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eles v\u00e3o para a escola esperando que aquilo seja o caminho para uma vida melhor, mas a viol\u00eancia invade os muros. E acabam sentindo que ali, tamb\u00e9m, s\u00e3o abandonados como cidad\u00e3os, e n\u00e3o t\u00eam acesso aos direitos mais b\u00e1sicos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberta diz que muitas vezes j\u00e1 deu meia volta para retornar para casa a caminho da escola, avisada que havia tiroteio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E j\u00e1 passou por momentos tensos em sala de aula, como ter que buscar ref\u00fagio com os alunos no corredor &#8211; com medo de que tiros entrassem na sala. Ou ter que manter a os alunos tranquilos enquanto da janela se viam homens armados, e pais preocupados mandavam mensagens pelo WhatsApp perguntando pela seguran\u00e7a das crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Imagina no meio de uma situa\u00e7\u00e3o como esta dar uma aula de literatura sobre arcadismo. N\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. Mas em situa\u00e7\u00f5es assim temos que ficar calmos e manter as crian\u00e7as sob controle.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberta \u00e9 uma das professoras treinadas num programa para reduzir o impacto da viol\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o feito em parceria entre o governo do Estado do Rio e o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Di\u00e1logo sem tabus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2009, o programa vem treinando professores da rede estadual para lidar com os efeitos pr\u00e1ticos e psicol\u00f3gicos da viol\u00eancia nas crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso inclui desde exerc\u00edcios sobre como se proteger durante tiroteios a uma s\u00e9rie de debates levados para a sala de aula para tematizar problemas com os quais as crian\u00e7as de comunidades podem conviver, como a presen\u00e7a do tr\u00e1fico, viol\u00eancia dom\u00e9stica e ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/12\/31\/151231094455_rio_640x360_getty_nocredit.jpg\" alt=\"Getty\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Complexo de favelas da Mar\u00e9 \u00e9 uma das regi\u00f5es mais violentas do Rio<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As crian\u00e7as n\u00e3o falam abertamente sobre viol\u00eancia com medo de serem punidas&#8221;, disse Patr\u00edcia Tinoco, subsecret\u00e1ria de Gest\u00e3o de Ensino da Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estabelecemos espa\u00e7os para o di\u00e1logo, e isso ajuda as crian\u00e7as a lidar com o medo e entender melhor a realidade ao seu redor.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patr\u00edcia diz que desempenho dos alunos em \u00e1reas conflagradas \u00e9 abaixo da m\u00e9dia, mas o programa trouxe avan\u00e7os importantes nas escolas onde j\u00e1 foi estabelecido. O plano agora \u00e9 de levar o modelo para todas as escolas estaduais at\u00e9 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, Samira e Samir sonham n\u00e3o apenas em ter as profiss\u00f5es que j\u00e1 acalentam para o futuro, como tamb\u00e9m em deixar a Mar\u00e9 &#8211; e morar em um lugar mais seguro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro lugar que mencionam \u00e9 Copacabana; ou quem sabe Nova York, ou Inglaterra. A primeira justificativa \u00e9 por serem lugares bonitos que j\u00e1 viram na TV; mas depois deixam claro que \u00e9 a paz que procuram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ah, eu queria morar em outro lugar, porque aqui \u00e9 muito ruim, n\u00e3o d\u00e1&#8221;, diz Samir. &#8220;Se tirasse todo mundo que faz bagunca, tipo, os bandidos&#8230; Tinha que tirar. Se puder tirar, a favela ia ficar boa. Mas s\u00f3 que como tem eles, fica tudo mau.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e3e, Sirlene, espera que as defasagens na educa\u00e7\u00e3o dos filhos n\u00e3o prejudique suas chances no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu n\u00e3o posso dar aos meus filhos a educa\u00e7\u00e3o que eles merecem&#8221;, lamenta ela. &#8220;\u00c9 realmente uma grande desvantagem que eles t\u00eam de sa\u00edda. Mas tenho esperan\u00e7a de que a situa\u00e7\u00e3o melhore. Se eu n\u00e3o tiver esperan\u00e7a, n\u00e3o tem mais sentido.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: BBC Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Ah, eu queria morar em outro lugar, porque aqui \u00e9 muito ruim, n\u00e3o d\u00e1&#8221;, diz Samir. &#8220;Se tirasse todo mundo que faz bagunca, tipo, os bandidos&#8230; Tinha que tirar.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":104825,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175],"tags":[],"class_list":["post-104824","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/meninos-e-cachorro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104824\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}