{"id":105485,"date":"2016-01-08T03:29:37","date_gmt":"2016-01-08T06:29:37","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=105485"},"modified":"2016-01-08T03:29:37","modified_gmt":"2016-01-08T06:29:37","slug":"delator-repassou-r-12-mi-para-empresa-da-mafia-do-iss-aponta-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/delator-repassou-r-12-mi-para-empresa-da-mafia-do-iss-aponta-relatorio\/","title":{"rendered":"Delator repassou R$ 1,2 mi para empresa da m\u00e1fia do ISS, aponta relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"t24 mg_titulo\"><\/h2>\n<h2 class=\"t14 mg_sutia c999\"><em>Executivo j\u00e1 participou de licita\u00e7\u00f5es sob suspeita de cartel do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo<\/em><\/h2>\n<div id=\"noticia_dataautor\">\n<h4 class=\"c999\"><\/h4>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendon\u00e7a para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef (foto) \/ Foto: Marcos Santos\/ USP Imagens\" src=\"http:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2016\/01\/07\/normal\/7f411b6add424a414a8552004dd8987c.jpg\" alt=\"O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendon\u00e7a para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef (foto) \/ Foto: Marcos Santos\/ USP Imagens\" width=\"470\" height=\"230\" \/><\/p>\n<h4>O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendon\u00e7a para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef<\/h4>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p>Relat\u00f3rio de movimenta\u00e7\u00e3o financeira das empresas do executivo e delator da Lava Jato, Augusto Ribeiro Mendon\u00e7a Neto, mostra que o executivo, que j\u00e1 participou de licita\u00e7\u00f5es sob suspeita de cartel do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo repassou em 2013 R$ 1,2 milh\u00e3o para a empresa LZG Consulting de Marco Aur\u00e9lio Garcia, r\u00e9u por suspeita de envolvimento na M\u00e1fia do ISS, esquema de desvio de dinheiro na Prefeitura de S\u00e3o Paulo desde, pelo menos, 2006.<\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio \u00e9 irm\u00e3o do Secret\u00e1rio de Habita\u00e7\u00e3o do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Garcia (DEM). O caso foi revelado pelos jornalistas F\u00e1bio Diamante e F\u00e1bio Serapi\u00e3o, do Jornal do SBT. O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendon\u00e7a para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef e para a Gr\u00e1fica Atitude, ligada ao sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, com o objetivo de quitar a propina no esquema de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras, conforme admitiu o pr\u00f3prio delator \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Investigada na Lava Jato, a Setec, bem como outras empresas de Mendon\u00e7a, fez acordo de leni\u00eancia com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e admitiu as irregularidades. Os recursos foram destinados \u00e0 LZG Consulting, que antes se chamava LCG, de Marco Aur\u00e9lio Garcia. Ela \u00e9 apontada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo como uma das empresas utilizadas pela M\u00e1fia do ISS para lavagem de dinheiro do esquema de propinas a fiscais do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo em troca do abatimento do tributo e concess\u00e3o de Habite-se para obras de construtoras e incorporadoras.<\/p>\n<p>Descoberto em 2013, o esquema teria desfalcado a cidade em at\u00e9 R$ 500 milh\u00f5es. Al\u00e9m disso, Marco Aur\u00e9lio havia sido relacionado inicialmente \u00e0 m\u00e1fia por ser o locat\u00e1rio da sala comercial no Largo da Miseric\u00f3rdia, no centro da capital, que era usado como base do grupo. Em escutas telef\u00f4nicas, os integrantes do esquema chamam o local de &#8220;ninho&#8221;.<\/p>\n<p>Seu irm\u00e3o Rodrigo Garcia foi um dos principais aliados pol\u00edticos do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), atual ministro das Cidades Eles chegaram a fazer campanhas eleitorais juntos, compartilhando at\u00e9 o mesmo jingle. Rodrigo Garcia foi indicado para a Habita\u00e7\u00e3o por Geraldo Alckmin (PSDB).<\/p>\n<p>Atualmente Marco Aur\u00e9lio \u00e9 r\u00e9u na Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo acusado de lavar dinheiro do esquema. Consultado, o advogado Rog\u00e9rio Cury, que defende Marco Aur\u00e9lio Garcia, disse que o valor foi referente a um servi\u00e7o de consultoria tribut\u00e1ria e financeira para a Setec. Cury destacou que todos os contratos foram registrados e os impostos devidamente pagos. Marco Aur\u00e9lio n\u00e3o \u00e9 investigado no \u00e2mbito da Lava Jato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CARTEL<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que a Lava Jato encontra pagamentos para uma pessoa pr\u00f3xima de Rodrigo Garcia, que j\u00e1 teve o nome citado pelo ex-diretor de Transportes da Siemens e delator no esc\u00e2ndalo do cartel de trens em S\u00e3o Paulo Everton Rheinheimer. A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica abriu inqu\u00e9rito para investig\u00e1-lo, mas por tr\u00eas votos a dois a 1\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento do caso por entender que n\u00e3o haviam ind\u00edcios contra ele.<\/p>\n<p>As empresas de Augusto Mendon\u00e7a tamb\u00e9m j\u00e1 apareceram em licita\u00e7\u00f5es sob suspeita de cartel do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo. Como revelou o jornal O Estado de S.Paulo em julho do ano passado, as empresas de Mendon\u00e7a foram subcontratadas em ocasi\u00f5es que teriam beneficiado a T&#8217;Trans, empresa investigada no esquema do cartel e que teve at\u00e9 2006 Augusto Mendon\u00e7a como um dos s\u00f3cios.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Receita Federal aponta que sua empresa PEM Engenharia, uma das que participou de licita\u00e7\u00f5es do Metr\u00f4 recebeu um total de R$ 1,03 milh\u00e3o da Companhia do Metropolitano de S\u00e3o Paulo em 2006 e 2007. O delator da Lava Jato e suas empresas n\u00e3o s\u00e3o investigadas no cartel, mas a PEM Engenharia foi subcontratada em 2005, um m\u00eas ap\u00f3s o cons\u00f3rcio Linha Verde, composto por Alstom e Siemens, vencer a licita\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de obras nos trechos das esta\u00e7\u00f5es Ana Rosa-Ipiranga e Ana Rosa-Vila Madalena.<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois de assinar o contrato com o Metr\u00f4, a Siemens solicitou a subcontrata\u00e7\u00e3o da PEM para executar parte do contrato e, 15 dias depois, foi a vez da Alstom solicitar a subcontrata\u00e7\u00e3o da mesma empresa, para atuar em outra parte das obras. Os dois pedidos foram acatados pelo Metr\u00f4.<\/p>\n<p>A empresa leniente Siemens encaminhou para as autoridades o contrato de subcontrata\u00e7\u00e3o da PEM Engenharia como sendo uma das provas do cartel e inclusive um de seus funcion\u00e1rios (cujo nome foi mantido em sigilo no acordo de leni\u00eancia com o Cade) afirmou que ela foi subcontratada &#8220;representando&#8221; a T&#8217;Trans.<\/p>\n<p>&#8220;O Cons\u00f3rcio Linha Verde, integrado pela Alstom e Siemens, subcontratou exatamente as mesmas empresas que derrotou (em refer\u00eancia a Bombardier) na licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ou empresas integrantes dos grupos ligados a elas (caso da &#8216;PEM&#8217;), em evidente acordo anticompetitivo&#8221;, aponta o minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo em uma das den\u00fancias do cartel.<\/p>\n<p>A defesa de Augusto Mendon\u00e7a ainda n\u00e3o retornou o contato da reportagem. A T&#8217;Trans vem negando qualquer envolvimento no esquema do cartel de trens. O Metr\u00f4 informou que a PEM Engenharia recebeu pagamentos da Companhia nos anos de 2006 e 2007, referentes aos servi\u00e7os efetivamente prestados de fornecimento e implanta\u00e7\u00e3o de sistemas complementares no empreendimento da Linha 2 &#8211; Verde (trecho Ana Rosa &#8211; Alto do Ipiranga).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendon\u00e7a para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":105486,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-105485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/dinheiro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}