{"id":105541,"date":"2016-01-08T09:38:11","date_gmt":"2016-01-08T12:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=105541"},"modified":"2016-01-08T09:38:11","modified_gmt":"2016-01-08T12:38:11","slug":"biologos-encontram-cardumes-em-rio-poluido-pela-lama-da-samarco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/biologos-encontram-cardumes-em-rio-poluido-pela-lama-da-samarco\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logos encontram cardumes em rio polu\u00eddo pela lama da Samarco"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"news-tit margin-top-0 margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h3 class=\"news-subtit margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\"><em>Dados dos locais onde os animais foram flagrados est\u00e3o armazenados em um aparelho GPS<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pescadores-artesanais-beneficiados-pela-codevasf-fazem-primeira-despesca-de-tilapia-em-ibo-no-sertao-pernambucano\/peixe-4\/\" rel=\"attachment wp-att-59301\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-59301\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/peixe.jpg\" alt=\"peixe\" width=\"240\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/peixe.jpg 240w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/peixe-160x106.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"details margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"small margin-bottom-0\"><i class=\"spr __iat margin-right-10\"><\/i> <a href=\"mailto:\">Paulo Henrique Lobato\u00a0<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"HOTWordsTxt\" class=\"js-body-news body-news clearfix margin-bottom-25\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"news__image left\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Arte EM\" src=\"http:\/\/imgsapp.em.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2016\/01\/08\/723095\/20160108075544405348a.jpg\" alt=\"Arte EM\" \/><figcaption class=\"content-desc-gallery\">(foto: Arte EM)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Sessenta e cinco dias depois do rompimento da Barragem do Fund\u00e3o, em Mariana, surge a primeira boa not\u00edcia para o Rio Doce. Uma equipe de bi\u00f3logos pesquisou 215 pontos da calha e constatou significativa quantidade de cardumes ao longo do maior curso d\u2019\u00e1gua exclusivamente do Sudeste brasileiro, com 670 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, do munic\u00edpio de Rio Doce, na Zona da Mata mineira, \u00e0 foz, em Linhares (ES).<\/p>\n<p>&#8220;Estancado o vazamento e chovendo tr\u00eas anos em condi\u00e7\u00f5es normais, o rio dever\u00e1 ter fauna parecida \u00e0 de antes&#8221;, projeta o bi\u00f3logo F\u00e1bio Veieira, com mestrado e doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a Bacia do Doce. O especialista estuda a ictofauna do Doce h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas e se surpreendeu com a quantidade de peixes localizados.<\/p>\n<p>&#8220;Encontramos muitos deles no reservat\u00f3rio de Baguari, entre Governador Valadares e Naque, e (no lago) de Candonga (na cidade de Rio Doce)&#8221;. Ali\u00e1s, a usina hidrel\u00e9trica de Candonga, a cerca de 15 quil\u00f4metros do in\u00edcio do Doce, teve grande participa\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o dos peixes, uma vez que o pared\u00e3o de concreto segurou boa parte dos 55 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos de min\u00e9rio que vazaram da barragem da Samarco, em 5 de novembro. Nessa etapa, os bi\u00f3logos percorreram o rio, de 3 a 11 de dezembro, numa embarca\u00e7\u00e3o com motor de popa e um sonar acoplado ao casco. O aparelho emite vibra\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fundo da calha. No retorno das ondas, os peixes s\u00e3o denunciados por um sinal enviado a outro aparelho, na parte superior do barco.<\/p>\n<p>Os dados dos locais onde os animais foram flagrados pelo sonar est\u00e3o armazenados num GPS. Muitos foram detectados longe dos tribut\u00e1rios do Rio Doce. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de grande import\u00e2ncia tanto para os bi\u00f3logos quanto para a comunidade ribeirinha.<\/p>\n<p>Quem explica \u00e9 o pr\u00f3prio especialista na ictiofauna do Doce: \u201cNa pior hip\u00f3tese poss\u00edvel, se toda a vida tivesse morrido ao longo dos 670 quil\u00f4metros do rio, todos os peixes detectados teriam de ter chegado \u00e0 calha via afluentes. Ocorre que n\u00e3o acredito nesse caminho, pois peixes foram localizados em pontos distantes dos tribut\u00e1rios. Portanto, se observamos animais em pontos distantes dos afluentes, a possibilidade \u00e9 de que eles (estavam na calha antes da chegada da lama e) permaneceram no rio\u201d.<\/p>\n<p>O sonar, contudo, n\u00e3o identifica as esp\u00e9cies flagradas. Essa ser\u00e1 a segunda fase do levantamento. Nos pr\u00f3ximos dias, diante dos dados com a localiza\u00e7\u00e3o dos cardumes, redes ser\u00e3o jogadas no leito. Os animais capturados ser\u00e3o analisados e servir\u00e3o como base para estimar a popula\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas \u00e0 bacia, como o dourado, e das end\u00eamicas.<\/p>\n<p>J\u00e1 an\u00e1lises posteriores, com base na mesma t\u00e9cnica, v\u00e3o fornecer elementos para estudos sobre o processo de recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas devastadas pela lama de rejeitos de min\u00e9rio. O levantamento foi feito pela Acqua Consultoria, empresa que tem F\u00e1bio Vieira como dono.<\/p>\n<p>A pesquisa foi financiada pela Samarco como uma das exig\u00eancias do poder p\u00fablico para que a mineradora, controlada pela brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, apresente planos de recupera\u00e7\u00e3o da natureza destru\u00edda pelo estouro da barragem.<\/p>\n<p><strong>Fapemig vai financiar projetos de recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) lan\u00e7ou ontem editais para financiar projetos de estudo para o desenvolvimento de tecnologias necess\u00e1rias \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas afetadas pelo rompimento da Barragem do Fund\u00e3o. As propostas devem seguir quatro linhas: recupera\u00e7\u00e3o do solo, da \u00e1gua, da biodiversidade e tecnologias sociais.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a Fapemig espera por propostas que sugiram, por exemplo, como usar a lama que vazou da represa ou mecanismos que podem despoluir o leito dos cursos d\u2019\u00e1gua. Essas pesquisas est\u00e3o or\u00e7adas em R$ 4 milh\u00f5es, sendo o m\u00e1ximo de R$ 200 mil por proposta. O prazo m\u00e1ximo de execu\u00e7\u00e3o dos projetos contratados ser\u00e1 de 24 meses. As propostas podem ser submetidas at\u00e9 7 de mar\u00e7o de 2016.<\/p>\n<p>\u201cO que precisamos \u00e9 de congregar a intelig\u00eancia dos nossos pesquisadores para adicionar conhecimento e criatividade na busca por tecnologias para a recupera\u00e7\u00e3o da Bacia do Rio Doce\u201d, disse o diretor de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o da Fapemig, Paulo S\u00e9rgio Lacerda Beir\u00e3o. (PHL)<\/p><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"col-xs-12 margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Estado de Minas<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados dos locais onde os animais foram flagrados est\u00e3o armazenados em um aparelho GPS<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":59301,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-105541","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/peixe.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105541"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105541\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}