{"id":106631,"date":"2016-01-14T02:58:15","date_gmt":"2016-01-14T05:58:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=106631"},"modified":"2016-01-14T03:00:59","modified_gmt":"2016-01-14T06:00:59","slug":"numa-tarde-de-julho-a-ultima-entrevista-do-velho-liba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/numa-tarde-de-julho-a-ultima-entrevista-do-velho-liba\/","title":{"rendered":"Numa tarde de julho, a \u00faltima entrevista do velho Liba"},"content":{"rendered":"<div class=\"top-meta\"><\/div>\n<div class=\"post-content\">\n<div id=\"attachment_228247\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/blogdafolha\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-228247\" title=\"liberato\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/blogdafolha\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato1.jpg\" alt=\"\" width=\"588\" height=\"391\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">(Foto: Aguinaldo Leonel\/CMR)<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>M\u00e1rcio Didier<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFui amigo do Recife, no trato da coisa p\u00fablica. Como prefeito, vereador e deputado estadual\u201d. Com essa frase, quase uma despedida, Liberato Costa Junior encerrou, contra a vontade, uma longa entrevista que derivou para uma conversa sobre seus dois amores: a pol\u00edtica e o Recife.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/numa-tarde-de-julho-a-ultima-entrevista-do-velho-liba\/liberato-geraldo1\/\" rel=\"attachment wp-att-106635\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-106635 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato.geraldo1.jpg\" alt=\"liberato.geraldo1\" width=\"588\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato.geraldo1.jpg 588w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato.geraldo1-300x199.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato.geraldo1-462x307.jpg 462w\" sizes=\"auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conversa foi na tarde de 13 de julho do ano passado. Tinha completado 99 anos tr\u00eas meses antes, em 11 de abril, e fazia planos para o futuro. Afirmava que quando o governador Paulo C\u00e2mara o visitasse novamente, iria conversar sobre a crise h\u00eddrica do Estado. Mostrava-se muito preocupado com isso. \u201c\u00c1gua \u00e9 tudo na vida\u201d, divagou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/numa-tarde-de-julho-a-ultima-entrevista-do-velho-liba\/liberato-e-politico-novos\/\" rel=\"attachment wp-att-106636\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-106636 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato-e-politico-novos.jpg\" alt=\"liberato e politico novos\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato-e-politico-novos.jpg 580w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato-e-politico-novos-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/liberato-e-politico-novos-460x307.jpg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Debilitado, com cabelos desgrenhados e barba por fazer, teve em seu quarto cheio de aparelhos para auxiliar a respira\u00e7\u00e3o e medicamentos seu ref\u00fagio at\u00e9 a morte. Mas guardava um desejo de se manter informado. E, num mundo tomado pelos celulares, era por um telefone sem fio, que estava sempre ao seu lado, que ele buscava as not\u00edcias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante boa parte da entrevista, naquele 13 de julho, concedeu sentado na cama, apoiado em uma almofada. Depois de duas horas de conversa, pediu para deitar. O esfor\u00e7o para falar s\u00f3 n\u00e3o era maior do que o de espichar a visita. Relutava em voltar \u00e0 solid\u00e3o do quarto. Em todas as vezes que tentava encerrar a conversa, ele levantava outro tema. \u201cSabe que seis ou oito governadores me ouviam?\u201d, indagava, para conversar um pouco mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por v\u00e1rias vezes, externou a sua admira\u00e7\u00e3o pelo ex-professor de geografia do Gin\u00e1sio Pernambucano Agamenon Magalh\u00e3es \u2013 que mais tarde se tornou governador \u2013, a quem classificou \u201co pol\u00edtico mais s\u00e1bio do Nordeste, criador de frases c\u00e9lebres\u201d. Uma delas, repetiu por mais de uma vez: \u201cNingu\u00e9m governa o governador\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m falou com saudades de Miguel Arraes e do ex-governador Eduardo Campos. \u201cEu t\u00f4 \u00f3rf\u00e3o. Perdi (Miguel) Arraes, que era meu amigo pessoal. E perdi Eduardo (Campos), que era o reflexo da minha amizade por Arraes. Fiquei \u00f3rf\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, em pouco mais de tr\u00eas horas, a conversa foi desde a primeira vez que disputou um mandato \u2013 \u201cem 1951, eu perdi. S\u00f3 fui eleito em 1955\u201d \u2013; o novo comando do PMDB \u2013 \u201cRaul Henry \u00e9 um fidalgo\u201d \u2013; e a viagem de zepellin na d\u00e9cada de 1930 \u2013 \u201cconheci o Recife de cima\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas semanas depois, outro encontro, para levar o material j\u00e1 editado. Ele queria l\u00ea-lo. Na verdade, um pretexto usado por Liberato para uma hora a mais de conversa, regada a bolo de milho \u2013 \u201co melhor do Recife\u201d \u2013 e um caf\u00e9 forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a \u00faltima entrevista do maior municipalista do Pa\u00eds. O homem que se autoentitulava \u201co referencial do Recife\u201d. O cidad\u00e3o que emprestou o nome ao levantamento mais preciso sobre a disputa pela C\u00e2mara do Recife, o Dataliba, em que ele enumerava de 80 a 90 candidatos ao legislativo municipal. A margem de erro, obviamente, pequena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Liberato se foi, o decano da C\u00e2mara \u2013 mesmo n\u00e3o fazendo mais parte dela \u2013 descansou. \u201cGratid\u00e3o \u00e9 d\u00edvida que n\u00e3o prescreve\u201d, diz a sua mais c\u00e9lebre frase. E essa d\u00edvida ao ex-vereador, ex-deputado e ex-prefeito, o Recife, dentro do poss\u00edvel, soube retribuir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: FolhaPE<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFui amigo do Recife, no trato da coisa p\u00fablica. Como prefeito, vereador e deputado estadual\u201d. 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