{"id":109095,"date":"2016-01-28T02:18:28","date_gmt":"2016-01-28T05:18:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=109095"},"modified":"2016-01-28T02:18:28","modified_gmt":"2016-01-28T05:18:28","slug":"el-nino-deve-persistir-e-agreste-e-sertao-do-estado-terao-reducao-de-45-nas-chuvas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/el-nino-deve-persistir-e-agreste-e-sertao-do-estado-terao-reducao-de-45-nas-chuvas\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o deve persistir, e Agreste e Sert\u00e3o do Estado ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de 45% nas chuvas"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"titNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<h4 class=\"gravataNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><em>Um fator que preocupa diz respeito ao abastecimento de \u00e1gua para essas regi\u00f5es, j\u00e1 castigadas<\/em><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/chove-forte-em-juazeiro\/petrolina-chuva\/\" rel=\"attachment wp-att-107313\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-107313 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petrolina-chuva.jpg\" alt=\"petrolina chuva\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petrolina-chuva.jpg 960w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petrolina-chuva-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petrolina-chuva-768x432.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/petrolina-chuva-620x349.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<h4 class=\"gravataNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"dataAutor\">Marc\u00edlio Albuquerque<\/span><\/h4>\n<div id=\"content\" class=\"outro outro2\">\n<div class=\"textoNoticia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano tem in\u00edcio com chuvas abaixo da m\u00e9dia no Agreste e Sert\u00e3o do Estado. A previs\u00e3o desanimadora \u00e9 feita por meteorologistas, que apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 45% nos \u00edndices pluviom\u00e9tricos, para o per\u00edodo de fevereiro a abril. A persist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno El Nino \u00e9 o elemento principal identificado, decorrente do aquecimento da temperatura do oceano e o enfraquecimento dos ventos. Um fator que preocupa diz respeito ao abastecimento de \u00e1gua para essas regi\u00f5es, j\u00e1 historicamente castigadas. De acordo com a Compesa, o baixo volume da barragem de Jucazinho j\u00e1 compromete 23 munic\u00edpios, estando 15 deles em situa\u00e7\u00e3o emergencial. Como se n\u00e3o bastasse, o aperto nas torneiras ainda exige mais aten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 sa\u00fade. O mosquito Aedes aegypti segue como um grande vil\u00e3o, se aproveitando de baldes e demais reservat\u00f3rios para se reproduzir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos vivendo uma situa\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria que j\u00e1 assinala tr\u00eas anos. Todo o semi\u00e1rido nordestino acaba na linha de frente dos ventos enfraquecidos, que no ver\u00e3o se movem em dire\u00e7\u00e3o ao continente. Apesar das chuvas registradas desde a primeira quinzena de janeiro, os dados mostram baixa umidade para o per\u00edodo seguinte\u201d, explicou o meteorologista Fabiano Prestrelo, da Ag\u00eancia Pernambucana de \u00c1guas e Clima (Apac). \u201cA base \u00e9 em torno de 800 mil\u00edmetros de chuva no ano para o Sert\u00e3o e trabalhamos com um estimativa de pelo menos a metade disso. A chuva dar\u00e1 sinal, mas de natureza escassa e irregular\u201d, refor\u00e7ou. Ao longo de 2015, a precipita\u00e7\u00e3o do Sert\u00e3o foi de 307,5 mil\u00edmetros, enquanto que a m\u00e9dia \u00e9 de 559 mil\u00edmetros. Neste panorama, choveu 45% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta semana, meteorologistas discutiram na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), em Bras\u00edlia, o cen\u00e1rio clim\u00e1tico para todo o Pa\u00eds. Pernambuco aparece como quadro de alerta, sobretudo no comprometimento a agricultura. \u201cEste \u00e9 um ano de atua\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o no Oceano Pac\u00edfico, o que torna o sistema V\u00f3rtice Cicl\u00f4nico de Altos N\u00edveis (Vcan) ainda mais forte. No ano passado, o Agreste assinalou apenas 33% da m\u00e9dia hist\u00f3rica\u201d, comentou o Wanderson Santos, do Laborat\u00f3rio de Meteorologia de Pernambuco (Lamep). O panorama mais favor\u00e1vel \u00e9 previsto para a zona leste, compreendida pela Regi\u00e3o Metropolitana e Zona da Mata. \u201cO indicativo \u00e9 de normalidade. J\u00e1 registramos um aumento superior a 200% nas chuvas no Grande Recife\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o do presidente da Compesa, Roberto Tavares, a situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica \u00e9 a do Agreste, j\u00e1 que o Sert\u00e3o ainda conta com canais abastecidos pelas \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco. A barragem de Jucazinho, localizada no munic\u00edpio de Surubim, atingiu o menor n\u00edvel de capacidade em mais de 15 anos, marcando pouco mais de 1,5% de sua totalidade. O volume morto j\u00e1 ultrapassou a marca de colapso. \u201cAs chuvas de ver\u00e3o s\u00e3o bem vindas, mas n\u00e3o s\u00e3o animadoras. Os alertas implicam em quadros de seca para os pr\u00f3ximos meses. A nossa torcida \u00e9 para que as previs\u00f5es n\u00e3o se confirmem\u201d, disse o gestor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, uma reuni\u00e3o na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, busca destravar os recursos para a constru\u00e7\u00e3o da adutora do Agreste, avaliada, apenas na primeira etapa, em R$ 1,3 bilh\u00e3o. A nova fase da Adutora do Sirigi, localizada na cidade de S\u00e3o Vicente F\u00e9rrer, pretende ofertar 300 litros de \u00e1gua por segundo. O sistema tamb\u00e9m beneficia as cidades de Machados, Macaparana, Alian\u00e7a, Condado, Itaquitinga, Buenos Aires e Vic\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BARONESAS<\/strong><br \/>\nO aumento das chuvas no Recife trouxe \u00e1guas barrentas e a presen\u00e7a de baronesas, mudando a paisagem do rio Capibaribe. Tamb\u00e9m conhecidas como \u00e1gua-p\u00e9s e rainha-dos-lagos, a concentra\u00e7\u00e3o verde se alimenta de mat\u00e9ria org\u00e2nica. De acordo com especialistas, apesar de servir de filtro, \u00e9 um sinal de que a polui\u00e7\u00e3o atingiu n\u00edveis mais altos. Os detritos presentes nos rios, assim como a chuva, podem favorecer a propaga\u00e7\u00e3o desses vegetais. Esse efeito torna-se um elemento preocupante, pois reduz a oxigena\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e impede a fotoss\u00edntese de esp\u00e9cies vegetais aqu\u00e1ticas, com repercuss\u00e3o negativa no ecossistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: FolhaPE<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano tem in\u00edcio com chuvas abaixo da m\u00e9dia no Agreste e Sert\u00e3o do Estado. A previs\u00e3o desanimadora \u00e9 feita por meteorologistas, que apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 45% nos \u00edndices pluviom\u00e9tricos, para o per\u00edodo de fevereiro a abril. 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