{"id":109624,"date":"2016-01-31T12:24:02","date_gmt":"2016-01-31T15:24:02","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=109624"},"modified":"2016-01-31T12:24:02","modified_gmt":"2016-01-31T15:24:02","slug":"zeca-pagodinho-arlindo-cruz-beth-carvalho-e-martinho-da-vila-se-reunem-para-festejar-os-100-anos-de-samba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/zeca-pagodinho-arlindo-cruz-beth-carvalho-e-martinho-da-vila-se-reunem-para-festejar-os-100-anos-de-samba\/","title":{"rendered":"Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho e Martinho da Vila se re\u00fanem para festejar os 100 anos de samba"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"story\">\n<div class=\"header\">\n<figure class=\"vertical_inline\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564293-719-60a\/w448h673-PROP\/201601142053538985.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"673\" \/><figcaption>Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Martinho da Vila na casa de Beth Carvalho\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"header\">\n<div class=\"credits info\"><span class=\"author\">Leonardo Bruno e Ramiro Costa<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Cerca de 15km separam a Pra\u00e7a Onze, bairro que abrigou o terreiro de Tia Ciata, e S\u00e3o Conrado, onde fica o apartamento de Beth Carvalho. O que une esses dois lares t\u00e3o distintos, claro, \u00e9 o samba. Enquanto uma das mais famosas m\u00e3es de santo do pa\u00eds abriu suas portas para Pixinguinha, Heitor dos Prazeres e Sinh\u00f4 no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, a mangueirense foi anfitri\u00e3 de um encontro tamb\u00e9m hist\u00f3rico: a convite da Canal Extra, ela, Martinho da Vila, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho se reuniram para festejar os cem anos do samba. O marco inicial do g\u00eanero foi o registro de \u201cPelo telefone\u201d, de autoria de Donga, em 1916. Desde ent\u00e3o, o Brasil nunca mais parou de esquentar nossos pandeiros \u2014 e essa gente bronzeada finalmente mostrou todo seu valor.<\/p>\n<p>No sof\u00e1 de Beth, o quarteto n\u00e3o conversou sobre a autoria controversa de \u201cPelo telefone\u201d, nem discutiu se o ritmo \u00e9 carioca ou baiano (veja no fim desta reportagem um v\u00eddeo com a linha do tempo do centen\u00e1rio do samba). A ideia do bate-papo era falar sobre as hist\u00f3rias deles, que se tornaram alguns dos grandes expoentes de nossa maior riqueza cultural, e t\u00eam lugar garantido em qualquer antologia da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564429-0cf-f6b\/w448\/201601151744049996.jpg\" alt=\"Martinho da Vila se apresenta na Quinta da Boa Vista no show de anivers\u00e1rio da R\u00e1dio Globo\" \/><figcaption>Martinho da Vila se apresenta na Quinta da Boa Vista no show de anivers\u00e1rio da R\u00e1dio Globo Foto: Rubens Seixas \/ 06.02.1970<\/figcaption><\/figure>\n<p>Martinho da Vila \u00e9 o capit\u00e3o desse time. Foi o primeiro sambista a fazer sucesso popular, vendendo milh\u00f5es de c\u00f3pias. Como a pr\u00f3pria Beth diz, ele \u201cabriu os caminhos\u201d. Em meados dos anos 60, quando a juventude estava dividida entre o rock, a bossa nova e a MPB, o g\u00eanio da Vila resgatou o partido-alto e botou o pa\u00eds para cantar \u201cMenina mo\u00e7a\u201d, no 3\u00b0 Festival da Record, em 1967.<\/p>\n<p>\u2014 Na \u00e9poca, ningu\u00e9m sabia tocar partido-alto. Gravaram um disco com as can\u00e7\u00f5es do festival e \u201cMenina mo\u00e7a\u201d parecia outra m\u00fasica, porque eles n\u00e3o acertavam a batida \u2014 lembra Martinho.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 verdade. E a grande sacada de Jo\u00e3o Gilberto foi pegar o ritmo do partido-alto pra criar a bossa nova. Ele faz a batida do pandeiro no viol\u00e3o \u2014 acrescenta Beth.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564576-387-ba5\/w448\/201601151744119997.jpg\" alt=\"Martinho da Vila no desfile de 1975 de sua escola de cora\u00e7\u00e3o\" \/><figcaption>Martinho da Vila no desfile de 1975 de sua escola de cora\u00e7\u00e3o Foto: Arquivo \/ 10.02.1975 \/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p>O som de Martinho fez tanto sucesso que chegaram a dizer que ele havia inventado o partido-alto. Logo em seguida, surgiu a proposta para gravar um disco. Mas quem disse que Martinho desejava ser cantor?<\/p>\n<p>\u2014 A gravadora RCA me deu um est\u00fadio para eu gravar minhas m\u00fasicas e mostrar para outros artistas. Quando eles ouviram, resolveram lan\u00e7ar e o disco estourou. Nunca quis cantar, n\u00e3o tinha esse sonho. Na \u00e9poca, precisava ter voz grave para ser cantor.<\/p>\n<p>\u2014 Samba n\u00e3o pode ser cantado, tem que ser interpretado. Quando se metem a cantar o samba, colocando aqueles \u201ctrinados\u201d, estragam a m\u00fasica \u2014 decreta Zeca.<\/p>\n<p><strong>Arlindo, Beth, Martinho e Zeca cantam &#8220;Pelo telefone&#8221;<\/strong><\/p>\n<div class=\"video-wrapper\">\n<div class=\"video center embedvideo-4774284 embed-video-done\" data-provider=\"globo\" data-id=\"4774284\">\n<div id=\"wp3-player-0\" class=\"clappr-player\" tabindex=\"9999\" data-player=\"\">\n<div class=\"dfp-ad-overlay dfp-overlay-mode dfp-poster-mode\" data-ad-overlay=\"\"><\/div>\n<div class=\"container master-container\" data-container=\"\" data-pip=\"\">\n<div class=\"player-poster\" data-poster=\"\"><\/div>\n<div class=\"player-spinner hidden\" data-spinner=\"\"><\/div>\n<div id=\"c16\" data-id-playback=\"\"><video src=\"http:\/\/voddownload.globo.com\/black.mp4\" poster=\"http:\/\/extra.globo.com\/tv-e-lazer\/zeca-pagodinho-arlindo-cruz-beth-carvalho-martinho-da-vila-se-reunem-para-festejar-os-100-anos-de-samba-18564294.html\" preload=\"metadata\" width=\"300\" height=\"150\" data-html5-video=\"\"><\/video><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A sorte de Martinho \u00e9 que ele mesmo interpretou \u201cMenina mo\u00e7a\u201d, diferentemente do que estava previsto, arrebatando o p\u00fablico. E os festivais, embora tenham ficado marcados pela MPB e pelas m\u00fasicas de protesto, tamb\u00e9m escreveram seu nome na hist\u00f3ria do samba. Em 1968, Beth Carvalho ficou em terceiro lugar no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, com \u201cAndan\u00e7a\u201d. Foi o batismo da estrela que anos depois se tornaria madrinha de boa parte dos sambistas.<\/p>\n<p>\u2014 Eu era da Zona Sul, tinha uma identidade forte com a bossa nova. Mas sempre gostei de samba de raiz. Quando ouvi Clementina de Jesus no show \u201cRosa de ouro\u201d, decidi ser sambista. Aquilo me emocionou de uma forma que eu pensei: \u201c\u00c9 isso que eu quero pra mim\u201d \u2014 conta Beth, que n\u00e3o sentiu resist\u00eancia no sub\u00farbio por ser de Ipanema: \u2014 A Zona Sul \u00e9 que ficou chateada! Os sambistas me receberam muito bem. Eles reconhecem pelo olho quem \u00e9 apaixonado pelo ritmo.<\/p>\n<p>E foi com esse olhar apurado que Beth deu destaque a grandes compositores de nossa m\u00fasica, como Nelson Cavaquinho (com a grava\u00e7\u00e3o, em 1973, de \u201cFolhas secas\u201d) e Cartola (\u201cO mundo \u00e9 um moinho\u201d, em 1977). Com o autor de \u201cAs rosas n\u00e3o falam\u201d, a cantora estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o pra l\u00e1 de especial: \u00e9 dif\u00edcil pensar numa can\u00e7\u00e3o de Cartola sem a voz de Beth. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Madrinha que tem seus \u00edcones no samba. Os quatro bambas reunidos para esta reportagem t\u00eam forte afinidade art\u00edstica com poetas que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s, mas que tiveram import\u00e2ncia fundamental nestes cem anos. O EXTRA, ent\u00e3o, <a href=\"http:\/\/extra.globo.com\/tv-e-lazer\/beth-carvalho-martinho-da-vila-zeca-pagodinho-arlindo-cruz-escrevem-cartas-para-seus-idolos-no-samba-18573304.html\" target=\"_blank\">pediu que cada um deles escrevesse uma carta a um \u00eddolo do passado. <\/a>A emo\u00e7\u00e3o dos textos refletem caracter\u00edsticas marcantes do g\u00eanero: a amizade entre os sambistas e a rever\u00eancia aos mais velhos.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564495-c44-f41\/w448\/201601151749290011.jpg\" alt=\"Guilherme Brito, Beth Carvalho e Nelson Cavaquinho. Atr\u00e1s, Arlindo Criuz\" \/><figcaption>Guilherme Brito, Beth Carvalho e Nelson Cavaquinho. Atr\u00e1s, Arlindo Criuz Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ 1981 \/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Arlindo Cruz, por exemplo, mostrou sua devo\u00e7\u00e3o a Silas de Oliveira, o imperiano que deu ao samba-enredo o status de obra de arte. Seu \u00fanico lamento \u00e9 n\u00e3o ter conhecido o mestre. A faculdade musical de Arlindo foi no Cacique de Ramos, estudando embaixo da tamarineira. Um de seus colegas de turma era Zeca Pagodinho.<\/p>\n<p>\u2014 Mas, antes de conhecer Zeca, conheci Martinho. Foi na casa do Candeia, com quem eu tocava. Eu devia ter uns 16 anos. Martinho j\u00e1 era \u201co cara\u201d, eu ficava olhando para ele de longe \u2014 conta Arlindo.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18574268-f78-bc9\/w448\/20160129-213418.jpg\" alt=\"Na grava\u00e7\u00e3o do especial de Roberto Carlos, Anderson Leonardo, Cl\u00e9ber Augusto, Arlindo, Jovelina, Bira, Almir, Urirany, Sombrinha, Sereno e Zeca\" \/><figcaption>Na grava\u00e7\u00e3o do especial de Roberto Carlos, Anderson Leonardo, Cl\u00e9ber Augusto, Arlindo, Jovelina, Bira, Almir, Urirany, Sombrinha, Sereno e Zeca<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aquele menino envergonhado depois se tornaria parceiro do mestre da Vila: neste carnaval, os dois assinam juntos o samba da Unidos de Vila Isabel, repetindo a dobradinha de 2013, quando a escola foi campe\u00e3.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 com Zeca Pagodinho que Arlindo formou uma das duplas de compositores mais importantes do pa\u00eds, com sucessos como \u201cBaga\u00e7o da laranja\u201d, \u201cCasal sem vergonha\u201d e \u201cCamar\u00e3o que dorme a onda leva\u201d. Essa \u00faltima, assinada tamb\u00e9m por Beto Sem Bra\u00e7o, foi a respons\u00e1vel pela estreia de Zeca num palco. Em 1983, no lan\u00e7amento do disco \u201cSuor no rosto\u201d, no Asa Branca, o rapaz do Iraj\u00e1, que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 gostava de rabiscar seus versos, foi quase for\u00e7ado a pegar o microfone e cantar que \u201choje \u00e9 dia da ca\u00e7a \/ amanh\u00e3 do ca\u00e7ador\u201d.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564465-126-5bf\/w448\/201601151743509994.jpg\" alt=\"Beth Carvalho em show de lan\u00e7amento de seu novo disco, no Asa Branca, em 1983. \u00c0 direita, Zeca Pagodinho\" \/><figcaption>Beth Carvalho em show de lan\u00e7amento de seu novo disco, no Asa Branca, em 1983. \u00c0 direita, Zeca Pagodinho Foto: Antonio Nery \/ 07.11.1983 \/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u2014 Depois disso, nunca mais tive sossego. E tamb\u00e9m nunca mais fiquei pobre \u2014 brinca Zeca, lembrando que a noite de estrela terminou mal: \u2014 Arrumei confus\u00e3o com a minha namorada e fui parar na delegacia. Sorte que o pessoal do Fundo de Quintal foi l\u00e1 me salvar.<\/p>\n<p>Mas salva\u00e7\u00e3o mesmo era gravar com a Madrinha. Beth Carvalho nessa \u00e9poca garimpava sucessos dos compositores no Cacique de Ramos, onde estavam Zeca e Arlindo. A turma toda queria ter m\u00fasica na voz \u201cda mulher\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 Eu ia l\u00e1 toda quarta-feira. Aquilo era uma usina de bons sambas. Eu nem conseguia gravar todos. Mostrei muitas composi\u00e7\u00f5es para artistas como Em\u00edlio Santiago e Alcione \u2014 diz Beth, cuja afinidade musical com os bambas do Cacique n\u00e3o escondia uma pequena diferen\u00e7a, ela n\u00e3o bebia cerveja: \u2014 Eu tomava Coca-Cola. Era uma vergonha. Colocava at\u00e9 a garrafa num cantinho para ningu\u00e9m ver.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/18564518-2bc-79d\/w448\/85-9594-01.jpg\" alt=\"Arlindo Cruz (banjo), Ubirany (tantan) e Bira (pandeiro) no Cacique de Ramos\" \/><figcaption>Arlindo Cruz (banjo), Ubirany (tantan) e Bira (pandeiro) no Cacique de Ramos Foto: Antonio Andrade \/ 19.06.1985<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem nunca passou por isso foi Zeca. O ent\u00e3o morador mais famoso de Xer\u00e9m levou a insepar\u00e1vel cervejinha para muitos lugares.<\/p>\n<p>\u2014 No Teatro F\u00eanix (onde eram gravados diversos programas da TV Globo), n\u00e3o podia entrar cerveja. Eu ficava no botequim esperando a hora da grava\u00e7\u00e3o. At\u00e9 que, um dia, o seguran\u00e7a deixou. Faust\u00e3o dizia que eu era o \u00fanico que bebia l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>A cerveja de Zeca \u00e9 uma mostra curiosa de como o samba foi ganhando seu espa\u00e7o. Mas o cen\u00e1rio nem sempre foi essa maravilha. Pixinguinha, um dos integrantes da Sant\u00edssima Trindade do g\u00eanero (ao lado de Donga e Jo\u00e3o da Baiana), nunca deixou de sofrer preconceito. Um desses epis\u00f3dios marcou Martinho da Vila. Em 1966, ele foi assistir ao \u201cShow do Crioulo Doido\u201d, no Teatro Toneleros. Em determinado momento do espet\u00e1culo, os atores mostravam uma placa da \u201cRua Pixinguinha\u201d, com a explica\u00e7\u00e3o: \u201cMusic\u00f3logo\u201d. \u201cMas Pixinguinha nem sabe o que \u00e9 isso!\u201d, dizia o texto do musical. Martinho, \u00e9 claro, n\u00e3o gostou. E deu sua resposta: lan\u00e7ou o LP \u201c Nem todo crioulo \u00e9 doido\u201d, com v\u00e1rios compositores de escolas de samba, como Zuzuca e Darcy da Mangueira.<\/p>\n<p>Hoje em dia, doidos ou n\u00e3o, crioulos e brancos se juntam para sambar sem pensar duas vezes. Pixinguinha ganhou est\u00e1tua no Centro do Rio e \u00e9 reverenciado como patrono do choro. Martinho lan\u00e7ou livros, fez muito sucesso com a m\u00fasica e \u00e9 tido como um dos g\u00eanios de sua \u00e9poca. Beth levou seu samba at\u00e9 para Marte. Zeca juntou as classes A e E na mesma roda. Arlindo modernizou a batucada, fundindo com diversos outros g\u00eaneros. E a n\u00f3s s\u00f3 resta reunir esses bambas, como numa prece pelos pr\u00f3ximos cem anos.<\/p>\n<div class=\"video-wrapper\">\n<div class=\"video center embedvideo-4774429 embed-video-done\" data-provider=\"globo\" data-id=\"4774429\">\n<div id=\"wp3-player-1\" class=\"clappr-player\" tabindex=\"9999\" data-player=\"\">\n<div class=\"dfp-ad-overlay dfp-overlay-mode dfp-poster-mode\" data-ad-overlay=\"\"><\/div>\n<div class=\"container master-container\" data-container=\"\" data-pip=\"\">\n<div class=\"player-poster\" data-poster=\"\"><\/div>\n<div class=\"player-spinner hidden\" data-spinner=\"\"><\/div>\n<div id=\"c16\" data-id-playback=\"\"><video src=\"http:\/\/voddownload.globo.com\/black.mp4\" poster=\"http:\/\/extra.globo.com\/tv-e-lazer\/zeca-pagodinho-arlindo-cruz-beth-carvalho-martinho-da-vila-se-reunem-para-festejar-os-100-anos-de-samba-18564294.html\" preload=\"metadata\" width=\"300\" height=\"150\" data-html5-video=\"\"><\/video><\/div>\n<div data-id-playback=\"\">Fonte: Extra<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 15km separam a Pra\u00e7a Onze, bairro que abrigou o terreiro de Tia Ciata, e S\u00e3o Conrado, onde fica o apartamento de Beth Carvalho. 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