{"id":112424,"date":"2016-02-17T04:58:19","date_gmt":"2016-02-17T07:58:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=112424"},"modified":"2016-02-17T04:58:19","modified_gmt":"2016-02-17T07:58:19","slug":"rezei-para-meu-filho-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/rezei-para-meu-filho-morrer\/","title":{"rendered":"&#8220;Rezei para meu filho morrer&#8221;"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\"><em><strong>Sue Klebold est\u00e1 lan\u00e7ando livro recontando epis\u00f3dio tr\u00e1gico<\/strong><\/em><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-text\">\n<table class=\"middle\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e-c4.sttc.net.br\/uploads\/RTEmagicC_cd842ee15d.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Sue Klebold e Dylan<br \/>\n(Foto: Arquivo pessoal\/fam\u00edlia Klebold)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A m\u00e3e de um dos atiradores de Columbine quebrou anos de sil\u00eancio para relembrar sua experi\u00eancia. No epis\u00f3dio, dois adolescentes planejaram e executaram um ataque a uma escola de ensino m\u00e9dio em Denver, no Colorado, deixando 12 alunos e um professor mortos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Sue Klebold relembrou o epis\u00f3dio em que seu filho, Dylan, executou o terr\u00edvel ataque ao lado do colega Eric Harris. &#8220;Eu passei meses sem acreditar. E quando eu soube que o plano inicial deles era matar todo mundo&#8230; Quando eu pensei na magnitude daquilo, eu pensei que eu n\u00e3o fosse sobreviver&#8221;, conta Sue, que afirmou que chegou a desejar que o filho morresse no massacre &#8211; Dylan, 17, e Eric, 18, se mataram na biblioteca ap\u00f3s o ataque.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Sue conta que quando passa pelo memorial aos estudantes tem conversas imagin\u00e1rias com os alunos e professor mortos. \u201cSem o restante do mundo, sem os pais, sem os advogados, sem a comunidade. Eu digo que quero que saibam que estou pensando neles. E que pensarei neles para sempre.\u201d<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ela tamb\u00e9m fala da dificuldade para lidar com o suic\u00eddio do filho e de como sua fam\u00edlia passou por um pesadelo com tudo. A hist\u00f3ria \u00e9 relembrada em um livro que ela lan\u00e7a agora, &#8220;A Mother&#8217;s Reckoning: Living in the Aftermath of the Columbine Tragedy&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre, O acertar de contas de uma m\u00e3e &#8211; vivendo depois da trag\u00e9dia de Columbine).<\/p>\n<table class=\"middle\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e-c5.sttc.net.br\/uploads\/RTEmagicC_5b2bcc53c8.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"620\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Dylan Klebold (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u201cHoje eu consigo ver que havia sinais (de que o filho tinha problemas). Ele havia sido preso, tinha problemas na escola. Mas eu n\u00e3o percebi que essas coisas eram sinais de um problema mental. Por isso eu escrevi esse livro, para mostrar que quando as crian\u00e7as demonstram irrita\u00e7\u00e3o, talvez n\u00e3o seja o caso de dar broncas. Talvez seja um sinal de que elas est\u00e3o doentes&#8221;, escreve Sue.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ela relembra que quando soube pelo notici\u00e1rio que Dylan era um dos suspeitos, j\u00e1 estava com a pol\u00edcia em sua casa. Foi nesse momento que ela desejou que o filho morresse. &#8220;Rezei para ele morrer. Algo tinha de par\u00e1-lo. Eu demorei meses pra acreditar. Vivi meses de nega\u00e7\u00e3o extrema. Uma das coisas mais dif\u00edceis foi saber que eles iam explodir a escola inteira&#8221;. Apesar disso, ela afirma que n\u00e3o desejava que o filho n\u00e3o tivesse existido. Ela escreve que seria melhor para o mundo se Dylan n\u00e3o tivesse nascido \u2013 mas n\u00e3o para ela.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Seis meses ap\u00f3s a trag\u00e9dia, Sue e o ent\u00e3o marido, Tom, descobriram que h\u00e1 dois anos Dylan tinha tend\u00eancias suicidas e pensava em morrer. Desde ent\u00e3o, os dois passaram a se dedicar a ajudar fam\u00edlias de crian\u00e7as que se suicidaram e a tentar prevenir suic\u00eddios. Os lucros do livro ser\u00e3o destinados para organiza\u00e7\u00f5es que trabalham com sa\u00fade mental.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela tamb\u00e9m fala da dificuldade para lidar com o suic\u00eddio do filho e de como sua fam\u00edlia passou por um pesadelo com tudo. 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