{"id":113680,"date":"2016-02-23T03:58:52","date_gmt":"2016-02-23T06:58:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=113680"},"modified":"2016-02-23T03:58:52","modified_gmt":"2016-02-23T06:58:52","slug":"magistrados-e-ministro-nao-veem-brasil-maduro-para-fim-do-voto-obrigatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/magistrados-e-ministro-nao-veem-brasil-maduro-para-fim-do-voto-obrigatorio\/","title":{"rendered":"Magistrados e ministro n\u00e3o veem Brasil maduro para fim do voto obrigat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p class=\"authors\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-fev-22\/magistrados-nao-veem-brasil-maduro-fim-voto-obrigatorio#author\">Por\u00a0Marcos de Vasconcellos\u00a0e\u00a0Fernando Martines<\/a><\/p>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o voto \u00e9 obrigat\u00f3rio e, se depender dos magistrados da Justi\u00e7a Eleitoral, continuar\u00e1 sendo. Na posse da nova presid\u00eancia do Tribunal Regional Eleitoral de S\u00e3o Paulo, a <strong>ConJur<\/strong> perguntou a ju\u00edzes, desembargadores e ministros se \u00e9 o momento para uma mudan\u00e7a nesse direito e dever. N\u00e3o houve quem defendesse o voto facultativo, apesar de muitos citarem a palavra &#8220;ainda&#8221;, sinalizando que a mudan\u00e7a \u00e9 esperada\u00a0num futuro distante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/uaua-tribunal-atesta-elegibilidade-de-jorge-lobo\/pedro-cordeiro-na-urna\/\" rel=\"attachment wp-att-108069\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108069 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna.jpg\" alt=\"pedro cordeiro na urna\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna.jpg 960w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna-300x225.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna-768x576.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna-620x465.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/pedro-cordeiro-na-urna-160x120.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNossa democracia \u00e9 jovem e est\u00e1 se apurando cada vez mais. Quando ela for mais madura, essa e outras quest\u00f5es poder\u00e3o ser debatidas, mas, por enquanto, creio que o voto deve ser obrigat\u00f3rio. Acho inclusive que vamos ter um salto de qualidade no legislativo e executivo nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es\u201d, prev\u00ea o presidente do TRE-SP, desembargador <strong>M\u00e1rio Devienne Ferraz<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Demonstrando que pode vir a mudar de ideia um dia, a ju\u00edza <strong>Marli Ferreira<\/strong>, do TRE-SP, disse ser \u201ccontra toda limita\u00e7\u00e3o de liberdade\u201d. Por\u00e9m, pondera que o Brasil ainda n\u00e3o atingiu tal amadurecimento.\u00a0Tamb\u00e9m da corte eleitoral paulista, o juiz <strong>Andr\u00e9 Lemos Jorge<\/strong> argumentou de forma t\u00e9cnica pela manuten\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade: \u201cO voto facultativo faz com quem s\u00f3 as pessoas muito envolvidas no processo pol\u00edtico votem. Com isso,\u00a0corre-se o risco de ter um governo de minoria, e este \u00e9 por defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfico de um grupo pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa mais enf\u00e1tica da obrigatoriedade do voto veio do ministro <strong>Herman Benjamin<\/strong>, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e do Tribunal Superior Eleitoral. Ele alerta que n\u00e3o e trata de uma obriga\u00e7\u00e3o paternalista e sim um dever c\u00edvico:\u00a0o maior de todos. \u201cSer jurado n\u00e3o \u00e9 direito, \u00e9 dever. E podem passar at\u00e9 uma semana julgando um processo que ningu\u00e9m questiona. Agora, votar, que toma apenas parte de um dia, \u00e9 questionado. E votar \u00e9 o julgamento m\u00e1ximo que o cidad\u00e3o pode ter\u201d, afirma Benjamin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro embasou sua posi\u00e7\u00e3o lembrando da concep\u00e7\u00e3o de cidadania do Estado brasileiro. \u201cA democracia do Estado social n\u00e3o est\u00e1 baseada apenas em uma carta de direitos, mas tamb\u00e9m em uma carta de deveres. Se n\u00f3s excluirmos o voto obrigat\u00f3rio, de certa maneira, estamos indo contra a roda do Estado social \u00e0 moda brasileira. Ou seja, quando n\u00e3o t\u00ednhamos o Estado social estampado na Carta Magna, antes de 1988, t\u00ednhamos o voto obrigat\u00f3rio. No instante em que n\u00f3s instauramos o Estado Social, do primeiro ao \u00faltimo artigo da Constitui\u00e7\u00e3o, vamos no sentido contr\u00e1rio e transformamos o voto de obrigat\u00f3rio em facultativo?\u201d, indaga Herman Benjamin.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, o voto \u00e9 obrigat\u00f3rio e, se depender dos magistrados da Justi\u00e7a Eleitoral, continuar\u00e1 sendo. 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