{"id":11875,"date":"2013-08-22T14:00:56","date_gmt":"2013-08-22T17:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=11875"},"modified":"2013-08-22T08:51:59","modified_gmt":"2013-08-22T11:51:59","slug":"greta-gerwig-a-nova-musa-indie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/greta-gerwig-a-nova-musa-indie\/","title":{"rendered":"Greta Gerwig, a nova musa indie"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-11876\" alt=\"2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022-300x225.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022-409x307.jpg 409w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8211; Em anos recentes, ela p\u00f4de ser vista em filmes de escopo modesto, encarnando personagens nada convencionais, como a doce faz-tudo de uma fam\u00edlia de Los Angeles em \u201cO solteir\u00e3o\u201d (2010), de Noah Baumbach, a dominadora universit\u00e1ria de \u201cDescobrindo o amor\u201d (2011), de Will Stillman, ou mesmo a americana exilada na It\u00e1lia de \u201cPara Roma, com amor\u201d (2012), de Woody Allen. Mas \u00e9 com \u201cFrances Ha\u201d, que estreia nesta sexta-feira (23) nos cinemas brasileiros, do qual \u00e9 protagonista e coautora do roteiro, que Greta Gerwig est\u00e1 consolidando sua reputa\u00e7\u00e3o de musa do cinema independente americano \u2014 e n\u00e3o se deixe enganar pelos apelativos t\u00edtulos que seus filmes t\u00eam recebido no Brasil.<\/p>\n<p>Eleito pela \u201cVariety\u201d, a b\u00edblia do mercado de cinema americano, e pelo portal Indiwire como um dos dez melhores filmes do ano, \u201cFrances Ha\u201d, dirigido por Baumbach, descreve as desventuras de uma jovem californiana que chega a Nova York com o prop\u00f3sito de se estabelecer numa companhia de dan\u00e7a \u2014 mesmo sem demonstrar muito talento para a coisa \u2014 e enfrenta o inferno de alugu\u00e9is altos, relacionamentos falidos e um feroz e nada amig\u00e1vel mercado de trabalho. Filmado em preto e branco e conduzido por uma personagem bela, ing\u00eanua, melanc\u00f3lica e algo pretensiosa, \u201cFrances Ha\u201d, parece uma vers\u00e3o sem sexo nem glamour de um epis\u00f3dio de \u201cSexy and the city\u201d.<\/p>\n<p>E n\u00e3o poderia ser de outra forma, j\u00e1 que Greta nunca foi muito f\u00e3 das com\u00e9dias rom\u00e2nticas tradicionais: seus dois filmes preferidos s\u00e3o \u201cBrilho eterno de uma mente sem lembran\u00e7as\u201d (2004, de Michel Gondry) e \u201cO segredo de Brokeback Mountain\u201d (2005, de Ang Lee). Basta lembrar que, em uma das primeiras sequ\u00eancias do filme, Frances rompe com o namorado do momento \u2014 da\u00ed para a frente abre-se um mundo de descobertas, em que o amor n\u00e3o \u00e9, necessariamente, uma prioridade.<\/p>\n<p>\u2014 Acho poss\u00edvel fazer bons filmes rom\u00e2nticos, mas \u00e9 deprimente quando nos damos conta de que o que vemos na quase totalidade das produ\u00e7\u00f5es do g\u00eanero s\u00e3o mulheres preocupadas em se apaixonar, encontrar um namorado ou um marido, como se esse fosse o \u00fanico objetivo na vida. \u201cFrances Ha\u201d n\u00e3o \u00e9 um filme contra esse tipo de hist\u00f3ria, mas evitamos cair nessa perspectiva rom\u00e2ntica \u2014 explica a atriz de 29 anos ao GLOBO, por telefone, num intervalo da longa turn\u00ea de promo\u00e7\u00e3o de sua cria, tarefa em que a coroa de rainha do cinema indie n\u00e3o parece pesar. \u2014 Ser considerada rainha de qualquer coisa me deixa lisonjeada. Nunca fiz planos de virar fen\u00f4meno de nada, ou abalar a cena art\u00edstica, mas aceito como elogio ao meu trabalho.<\/p>\n<p>Greta j\u00e1 era um nome ouvido no circuito \u201cmumblecore\u201d, movimento que come\u00e7ou no inicio da d\u00e9cada passada, congregando cineastas independentes que faziam milagres com or\u00e7amentos baix\u00edssimos, c\u00e2meras digitais e roteiros improvisados, em geral focados nas rela\u00e7\u00f5es amorosas de jovens ingressando na vida adulta. Entre seus expoentes estavam diretores como Joe Swanberg (com quem Greta filmou \u201cLOL\u201d e \u201cHannah sobe as escadas\u201d) e Jay Duplass (\u201cBaghead\u201d).<\/p>\n<p>A atriz j\u00e1 colaborava com o roteiro desses realizadores, verdadeiras obras coletivas, mas considera \u201cFrances Ha\u201d como \u201co primeiro grande exemplo do tipo de texto que gostaria de desenvolver\u201d. Por muito tempo, escrever, segundo ela, serviu para compensar inseguran\u00e7as de uma ent\u00e3o jovem aspirante ao mundo art\u00edstico.<\/p>\n<p>\u2014 Comecei a escrever na faculdade, porque estava determinada a fazer parte do mundo do teatro e do cinema, de uma forma ou de outra. Fazia teatro t\u00e9cnico, dirigia, atuava, escrevia, fazia tudo o que fosse poss\u00edvel, pois n\u00e3o tinha confian\u00e7a em meu talento como atriz, mas pensava que, se fosse boa em v\u00e1rias outras \u00e1reas, eventualmente acabaria sendo contratada por algu\u00e9m \u2014 confessa. \u2014 Acho que \u201cFrances Ha\u201d \u00e9 o mais profissional dos meus textos, \u00e9 o mais bem estruturado, \u00e9 cuidadoso com o uso da palavra.<\/p>\n<p>Casamento profissional<\/p>\n<p>N\u00e3o deixa de ser curioso que a hist\u00f3ria de \u201cFrances Ha\u201d v\u00e1rias vezes se cruze com a trajet\u00f3ria de sua criadora e int\u00e9rprete. Ambas nasceram e cresceram em Sacramento, na Calif\u00f3rnia, tiveram aspira\u00e7\u00f5es de se tornar bailarinas, e comeram o p\u00e3o que o diabo amassou no in\u00edcio de carreira em Nova York. At\u00e9 seus pais verdadeiros, uma enfermeira e um analista de sistemas, fazem uma ponta como os pais da protagonista.<\/p>\n<p>\u2014 Mas Frances \u00e9 um cria\u00e7\u00e3o absolutamente ficcional \u2014 adverte a atriz. \u2014 Claro, usei coisas das minhas experi\u00eancias pessoais em Nova York, e de meus relacionamentos afetivos e profissionais. Mas, confesso, tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que o destino de Frances, no filme, poderia ter acontecido comigo.<\/p>\n<p>Ao menos no campo amoroso, a hist\u00f3ria de Greta parece ter tomado o caminho da de Frances, na dire\u00e7\u00e3o de um final feliz. Quando come\u00e7aram a planejar o filme, Greta e Baumbach j\u00e1 estavam namorando \u2014 no ano anterior, o diretor havia se separado da atriz Jennifer Jason Leigh, que, por ironia, foi musa do cinema indie nos anos 1990. Um terceiro filme dos dois, j\u00e1 rodado, ainda sem t\u00edtulo, est\u00e1 a caminho. Mas o casal parece construir um casamento profissional aberto.<\/p>\n<p>\u2014 Noah vai fazer um filme sem mim no elenco, e eu vou atuar em um outro projeto que n\u00e3o ser\u00e1 dirigido por ele. N\u00e3o somos exclusivos um do outro. Mesmo que a rela\u00e7\u00e3o fique feia, ainda assim acho que continuaremos a trabalhar juntos \u2014 ri. \u2014 O trabalho \u00e9 uma extens\u00e3o do casamento. Alguns casais gostam de reformar casas juntos, n\u00f3s gostamos de fazer filmes. (O globo)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Em anos recentes, ela p\u00f4de ser vista em filmes de escopo modesto, encarnando personagens nada convencionais, como a doce faz-tudo de uma fam\u00edlia de Los Angeles em \u201cO solteir\u00e3o\u201d (2010), de Noah Baumbach, a dominadora universit\u00e1ria de \u201cDescobrindo o amor\u201d (2011), de Will Stillman, ou mesmo a americana exilada na It\u00e1lia de \u201cPara Roma, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":11876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[4021,4020],"class_list":["post-11875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-a-nova","tag-greta-gerwig"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2012-562207920-2012101958405.jpg_20121022.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}