{"id":12151,"date":"2013-08-24T02:00:08","date_gmt":"2013-08-24T05:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=12151"},"modified":"2013-08-24T09:50:43","modified_gmt":"2013-08-24T12:50:43","slug":"professor-da-puc-de-campinas-encontra-fosseis-de-270-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/professor-da-puc-de-campinas-encontra-fosseis-de-270-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Professor da PUC encontra f\u00f3sseis de 270 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-12156\" alt=\"fosseis-professor-puc-gigante\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fosseis-professor-puc-gigante-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fosseis-professor-puc-gigante-300x198.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fosseis-professor-puc-gigante-464x307.jpg 464w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fosseis-professor-puc-gigante-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fosseis-professor-puc-gigante.jpg 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores da Faculdade de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de Campinas e da Unicamp descobriram f\u00f3sseis de plantas e caules em sete regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo, com aproximadamente 270 milh\u00f5es de anos. A descoberta \u00e9 considerada in\u00e9dita porque demonstra que a \u00e1rea, que \u00e9 hoje do Brasil, \u00e9 mais antiga do que se imaginava. Um dos artigos da tese foi recentemente aceito com modifica\u00e7\u00f5es no peri\u00f3dico Review of Palaeobotany and Palynology.<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis analisados s\u00e3o do per\u00edodo geol\u00f3gico permiano, quando houve a forma\u00e7\u00e3o do supercontinente Pangeia (per\u00edodo em que a Terra era formada por um \u00fanico continente), no qual n\u00e3o era registrada nem a presen\u00e7a dos dinossauros.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o est\u00e1 na tese de doutorado do professor Rafael Souza de Faria, da PUC\u2013Campinas, que trabalhou em conjunto com a professora do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp Fresia Ricardi Branco.<\/p>\n<p>\u201cOs novos esp\u00e9cimes identificados mostram que a diversidade dessas plantas, das con\u00edferas, era bastante expressiva no Brasil no per\u00edodo permiano. Na tese foram descritas esp\u00e9cies in\u00e9ditas. Sobre a complexidade, elas eram semelhantes a arauc\u00e1rias e adaptadas a um clima seco. H\u00e1 evid\u00eancias de caracter\u00edsticas anat\u00f4micas nos tecidos vegetais desses f\u00f3sseis que indicam uma adapta\u00e7\u00e3o a poss\u00edvel estresse h\u00eddrico\u201d, disse Faria \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram a diversidade de con\u00edferas f\u00f3sseis, similares \u00e0s arauc\u00e1rias e aos pinheiros, identificando as \u00e1rvores presentes em sete regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo &#8211; Piracicaba, Saltinho, Rio Claro, Santa Rosa de Viterbo, Angatuba, Conchas e Laras. Faria e Fresia coletaram\u00a0 troncos petrificados\u00a0 chamados por eles de\u00a0 \u201cpermineralizados\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Faria, \u00e9 poss\u00edvel que existam f\u00f3sseis em outras regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cN\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel, como h\u00e1. H\u00e1 lenhos f\u00f3sseis semelhantes em diversas localidades de S\u00e3o Paulo e de outros estados brasileiros que t\u00eam rochas semelhantes [estratos permianos do pacote abrangido pela Bacia Sedimentar do Paran\u00e1]\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nas pesquisas, foi analisado o tempo de dura\u00e7\u00e3o das folhas, denominado fenologia foliar das \u00e1rvores, para verificar como as esp\u00e9cies estudadas reagem com o passar dos anos. Os pesquisadores observaram se as \u00e1rvores perdem as folhas (esp\u00e9cies dec\u00edduas) ou se as conservam (esp\u00e9cies perenes).<\/p>\n<p>Durante os estudos, Faria identificou ainda a prolifera\u00e7\u00e3o de fungos nos lenhos (pe\u00e7a de madeira cortada da \u00e1rvore). A descoberta, para ele, \u00e9 considerada in\u00e9dita no Brasil, pois retrata o que classifica como \u201cum momento de tempos dif\u00edceis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a de fungos em madeiras f\u00f3sseis \u00e9 rara. Sugere-se, portanto, um colapso dos ecossistemas, o que indica que no per\u00edodo permiano as condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento das con\u00edferas n\u00e3o eram boas\u201d, disse ele. \u201cEmbora n\u00e3o possamos descartar que as condi\u00e7\u00f5es ambientais fossem diferentes, \u00e9 muito prov\u00e1vel que as \u00e1rvores encontradas vivessem em um ecossistema que poderia estar entrando em colapso, da\u00ed eu chamar de &#8216;tempos dif\u00edceis&#8217;, principalmente porque, al\u00e9m dos fungos, est\u00e3o presentes as evid\u00eancias de adapta\u00e7\u00e3o a estresse h\u00eddrico nos tecidos\u201d, acrescentou. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Faculdade de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de Campinas e da Unicamp descobriram f\u00f3sseis de plantas e caules em sete regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo, com aproximadamente 270 milh\u00f5es de anos. 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