{"id":122702,"date":"2016-04-09T14:50:32","date_gmt":"2016-04-09T17:50:32","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=122702"},"modified":"2016-04-09T14:50:32","modified_gmt":"2016-04-09T17:50:32","slug":"conheca-a-monja-medieval-que-foi-pioneira-ao-descrever-orgasmo-do-ponto-de-vista-de-uma-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/conheca-a-monja-medieval-que-foi-pioneira-ao-descrever-orgasmo-do-ponto-de-vista-de-uma-mulher\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a monja medieval que foi pioneira ao descrever orgasmo do ponto de vista de uma mulher"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"bigtitle\" style=\"text-align: justify;\" data-section=\"\"><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><time class=\"time d-b\" datetime=\"2016-04-09BRT14:04\">Virginia Mendoza\u00a0<\/time><\/p>\n<div class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Hildegarda de Bingen foi pintora, poeta, compositora, cientista, doutora, monja, fil\u00f3sofa, m\u00edstica, naturalista, profeta e, talvez, a primeira sex\u00f3loga da hist\u00f3ria<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"print\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"___ytsubscribe_1\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"descript\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/Monja(1).jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nFilme Vis\u00e3o da Vida de Hildegarda de Bingen mostra vida da monja, de uma\u00a0longa s\u00e9rie de mulheres influentes tanto na religi\u00e3o como na pol\u00edtica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a Primeira Cruzada estava a ponto de chegar a Jerusal\u00e9m, uma menina chorou pela primeira vez em Bermersheim (Alemanha). Hildegarda de Bingen nasceu em 1098 e se tornou um d\u00edzimo. Como d\u00e9cima filha que era, seus pais a entregaram \u00e0 Igreja. Deixaram-na em um mosteiro de monges de Disivodemberg, o qual mantinha uma ala para mulheres dirigida por Jutta von Spannheim, que se tornaria m\u00e3e e instrutora da pequena Hildegarda. Tinha oito anos e havia come\u00e7ado a ter vis\u00f5es aos tr\u00eas, mas s\u00f3 depois dos quarenta come\u00e7ou a escutar uma voz que lhe dizia que escrevesse e desenhasse tudo aquilo que seus olhos e ouvidos alcan\u00e7assem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornou-se abadessa depois da morte de Jutta. Amedrontada por suas vis\u00f5es e previs\u00f5es, ela convenceu o papa a lhe permitir escrev\u00ea-las, e foi assim que come\u00e7ou a registrar tanto as vis\u00f5es, como livros de medicina (que hoje considerar\u00edamos supersti\u00e7\u00e3o), rem\u00e9dios naturais, cosmogonia e teologia. A partir da\u00ed come\u00e7ou a relacionar-se com as autoridades eclesi\u00e1sticas e pol\u00edticas de sua \u00e9poca e se converteu em sua conselheira, algo impens\u00e1vel tratando-se de uma mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Facebook\/\u00a0Rithika Merchant<\/p>\n<div class=\"image-vertical\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/SantaOrgasmo(1).png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<div class=\"img-vertical-descript\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hildegarda de Bingen e seu legado s\u00e3o imposs\u00edveis de abarcar. Tanto que, apesar de ter sido recuperado depois da esperada canoniza\u00e7\u00e3o (que ocorreu em 2012), seu lado mais peculiar foi eclipsado por suas previs\u00f5es. De tudo o que Hildegarda fez ao longo da vida, o mais desconcertante, surrealista e contradit\u00f3rio talvez sejam suas considera\u00e7\u00f5es sobre o orgasmo feminino, que bem lhe poderiam valer o t\u00edtulo de primeira sex\u00f3loga da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hildegarda falava sem medo de sexo: de uma forma t\u00e3o clara, como apaixonada. Foi a primeira a se atrever a garantir que o prazer era coisa de dois e que a mulher tamb\u00e9m o sentia. A primeira descri\u00e7\u00e3o do orgasmo feminino do ponto de vista de uma mulher foi a sua. Tinha uma ideia muito peculiar da sexualidade, levando-se em conta que era monja e vivia no s\u00e9culo XII. Para ela, o ato sexual era algo belo, sublime e ardente. Em seus livros de medicina abordou a sexualidade, especialmente em\u00a0<em>Causa et Curae<\/em>, onde deu mais detalhes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quando a mulher se une ao homem, o calor do c\u00e9rebro dela, que tem em si o prazer, faz com que ela saboreie o prazer da uni\u00e3o e atraia a ejacula\u00e7\u00e3o do s\u00eamen. E quando o s\u00eamen cai em seu lugar, esse fort\u00edssimo calor do c\u00e9rebro o puxa e o ret\u00e9m consigo, e imediatamente o \u00f3rg\u00e3o sexual da mulher se contrai e se fecham todos os membros que durante a menstrua\u00e7\u00e3o est\u00e3o prontos para abrir-se, do mesmo modo como um homem forte agarra uma coisa dentro de sua m\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como protofeminista, Hildegarda tinha uma imagem muito pr\u00f3pria de Eva e do pecado original. Para ela, o \u00fanico culpado foi Satan\u00e1s, invejoso da capacidade da mulher de gerar vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wikicommons<\/p>\n<div class=\"image-vertical\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/tumblr_ns2yzi3S4q1rw67y4o1_1280.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<div class=\"img-vertical-descript\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ana Martos Rubio escreve em\u00a0<em>Hist\u00f3ria Medieval do Sexo e do Erotismo<\/em>: \u201cassim como para Agostinho de Hipona (Santo Agostinho) a concupisc\u00eancia \u00e9 o castigo de Deus, para Hildegarda, que n\u00e3o se atreveu a contradiz\u00ea-lo e admitiu a ideia de que o pecado original era de lux\u00faria, a culpa foi de Satan\u00e1s, que soprou veneno sobre a ma\u00e7\u00e3 antes de entreg\u00e1-la a Eva, invejoso de sua maternidade. Esse veneno foi, precisamente, o prazer, e seu sabor, o desejo sexual\u201d. E continua: \u201cO desejo sexual \u00e9 o sabor da ma\u00e7\u00e3,\u00a0<em>De Gustu Pomi<\/em>, o t\u00edtulo da obra de Hildegarda de Bingen na qual descreve o sabor da condi\u00e7\u00e3o humana, o delicioso sabor que d\u00e1 lugar \u00e0 pe\u00e7onha do v\u00edcio, o prazeroso e embriagador sabor do pecado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>A Medicina Sexual na Hist\u00f3ria. Avan\u00e7os e Controv\u00e9rsias<\/em>\u00a0(<em>Parte I)<\/em>, Jos\u00e9 Jara Rasc\u00f3n e Enrique Lled\u00f3 Garc\u00eda escrevem que Hildegarda \u201cexp\u00f5e na obra\u00a0<em>Liber Compositionae Medicinae<\/em>\u00a0(Livro de Medicina Complexa) a ideia de que em sua pot\u00eancia geradora, o homem possui tr\u00eas capacidades: o desejo sexual, a pot\u00eancia sexual (fortitudo) e o ato sexual (stadium)\u201d. E se n\u00e3o ficou claro aos leitores, essa santa abadessa explica com muito realismo: \u201cprimeiro, a libido excita a pot\u00eancia, de modo que o ato sexual do casal se produz por um \u00edntimo desejo m\u00fatuo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus poemas tamb\u00e9m parecem estar carregados de certo erotismo. Em\u00a0<em>O Tu Dulcissime Amator<\/em>, um poema dedicado \u00e0s virgens, inclu\u00eddo em\u00a0<em>Symphonia<\/em>, diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nascemos no p\u00f3,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>ai!, ai!, e no pecado de Ad\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 muito duro resistir<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O sabor que tem a ma\u00e7\u00e3<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eleva-nos, Cristo Salvador<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compartilhou todos os seus conhecimentos medicinais inspirada na pr\u00f3pria sa\u00fade prec\u00e1ria. Al\u00e9m disso, em\u00a0<em>Causa et Curae<\/em>\u00a0faz um arrazoado em favor da cerveja: \u201cde sua parte, a cerveja engorda as carnes e proporciona ao homem uma cor saud\u00e1vel no rosto, gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a e boa seiva de seu cereal. Em troca, a \u00e1gua debilita o homem e, se est\u00e1 doente, \u00e0s vezes lhe causa malignidade ao redor dos pulm\u00f5es, j\u00e1 que a \u00e1gua \u00e9 fraca e n\u00e3o tem vigor nem for\u00e7a alguma. Mas um homem saud\u00e1vel, se bebe \u00e1gua \u00e0s vezes, ela n\u00e3o lhe far\u00e1 mal\u201d. Tinha um rem\u00e9dio para a ressaca: molhar uma cadela na \u00e1gua e, com essa \u00e1gua, molhar a frente da pessoa afetada. Ningu\u00e9m pode ser espetacularmente irrepreens\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Veja o trailer do filme (legenda em ingl\u00eas):<\/em><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bp9GsDJZHZM\" width=\"960\" height=\"540\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00fade da abadessa era t\u00e3o fr\u00e1gil que em v\u00e1rias ocasi\u00f5es recebeu a extrema un\u00e7\u00e3o. S\u00f3 em uma das vezes em que lhe deram por morta n\u00e3o despertou. E o fez em uma idade impens\u00e1vel numa \u00e9poca na qual a morte chegava em torno dos quarenta: com 82 anos morreu rodeada de suas monjas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oliver Sacks falou de enxaqueca para explicar suas vis\u00f5es, e o filme\u00a0<em>Vis\u00e3o da Vida de Hildegarda de Bingen<\/em>\u00a0reflete essas mortes como se se tratasse de catalepsia. Como se ela mesma tivesse feito o pr\u00f3prio filme mil anos depois, os di\u00e1logos est\u00e3o baseados em frases textuais extra\u00eddas de seus tratados e cartas, e a trilha sonora foi composta por ela mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wikicommons<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.operamundi.com.br\/media\/images\/4644234-16x9-700x394.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O suic\u00eddio de uma monja gr\u00e1vida se transformou no detonador para requerer a ruptura com o mosteiro masculino no qual as monjas ficavam. Hildegarde prop\u00f4s fundar um monast\u00e9rio somente para mulheres, inspirada por uma de suas vis\u00f5es, e conseguiu. Enfrentou a rejei\u00e7\u00e3o e amea\u00e7as dos mais pr\u00f3ximos, mas entre os mais poderosos ningu\u00e9m lhe negava nada. Assim conseguiu fundar o mosteiro que queria, Rupertsberg, mais perto do Reno. Para l\u00e1 foi com uma vintena de monjas, algumas das quais se opuseram \u00e0 sua decis\u00e3o. Mas n\u00e3o fundou s\u00f3 um mosteiro: Elbingen foi o segundo, que visitava duas vezes por semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Hildegarde n\u00e3o era importante pertencer a uma ordem de clausura. Al\u00e9m de ter se transferido para o mosteiro e viajar para encontrar-se com pol\u00edticos e cl\u00e9rigos, com mais de 60 anos saiu para pregar nas pra\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornou-se um mito entre a comunidade LGTBI por sua suposta homossexualidade e tamb\u00e9m um \u00edcone popular e inspirador para diversos artistas. O cantor e compositor norte-americano Devendra Banhart lhe dedicou o tema\u00a0<em>F\u00fcr Hildegard von Bingen<\/em>. O escritor brit\u00e2nico Ken Follet iniciou com a hist\u00f3ria dela o seu document\u00e1rio\u00a0<em>Journey Into the Dark Ages<\/em>\u00a0e reconheceu que Hildegarda inspirou Caris, a protagonista de seu livro\u00a0<em>Um Mundo Sem Fim<\/em>. Foram atribu\u00eddas a Hildegarda disciplinas que nem sequer existiam no s\u00e9culo 12, como a antropologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y_HkOSAW73E\" width=\"960\" height=\"540\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar de Hildegarda de Bingen \u00e9 falar de arrepiantes vis\u00f5es apocal\u00edpticas, de rem\u00e9dios naturais para absolutamente tudo (atualmente um tipo de medicina alternativa alem\u00e3 parte de seus escritos) e da primeira mulher que conseguiu ter acesso aos pecados alheios por meio da confiss\u00e3o. Inventou um idioma, a Lingua Ignota, com alfabeto pr\u00f3prio, que \u00e9 considerada a primeira l\u00edngua artificial e poss\u00edvel precursora do esperanto. \u00c9 tida como a pioneira da \u00f3pera e h\u00e1 at\u00e9 quem, indo longe demais, se atreveu a consider\u00e1-la a primeira estrela do rock da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andou de bra\u00e7os dados com reis e papas, denunciou os devaneios dos cl\u00e9rigos e sua voz foi t\u00e3o valiosa como a dos homens quando as mulheres viviam no sil\u00eancio, em casa ou no convento. Mais do que cair no lugar comum, dizer que se adiantou a seu tempo \u00e9 n\u00e3o fazer justi\u00e7a \u00e0 personagem. Ela foi muito mais longe do imagin\u00e1vel no s\u00e9culo 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicado originalmente em espanhol pelo site <em><a href=\"http:\/\/www.yorokobu.es\/hildegard-von-bingen-orgasmo-femenino\/\" target=\"_blank\">Yorokobu<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Traduzido por Maria Teresa de Sousa<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hildegarda de Bingen foi pintora, poeta, compositora, cientista, doutora, monja, fil\u00f3sofa, m\u00edstica, naturalista, profeta e, talvez, a primeira sex\u00f3loga da hist\u00f3ria<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":122703,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-122702","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Monja.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122702\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}