{"id":123537,"date":"2016-04-14T03:32:08","date_gmt":"2016-04-14T06:32:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=123537"},"modified":"2016-04-14T03:32:08","modified_gmt":"2016-04-14T06:32:08","slug":"casa-de-manuel-bandeira-a-venda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/casa-de-manuel-bandeira-a-venda\/","title":{"rendered":"Casa de Manuel Bandeira \u00e0 venda"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"titNoticia\"><\/h3>\n<h4 class=\"gravataNoticia\"><em>Projeto para tornar im\u00f3vel um centro cultural n\u00e3o avan\u00e7ou, segundo Secretaria de Cultura e Fundarpe<\/em><\/h4>\n<div class=\"dataRedes\"><span class=\"dataAutor\">Marc\u00edlio Albuquerque<\/span><\/div>\n<div class=\"dataRedes\"><\/div>\n<div id=\"content\" class=\"outro outro2\">\n<div class=\"textoNoticia\">\n<div class=\"caixa0\">\n<div class=\"caixaArquivos\">\n<div class=\"conteudocaixa\"><img decoding=\"async\" id=\"wm0\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/imagens\/1404manuelbandeira_FR.jpg\" alt=\"\" \/><span class=\"legenda\">Im\u00f3vel no bairro das Gra\u00e7as, onde o poeta pernambucano nasceu: perda hist\u00f3rica<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Cento e trinta anos depois, as mem\u00f3rias do poeta Manuel Bandeira parecem deixadas de lado no Recife, terra pela qual nunca escondeu sua paix\u00e3o. A casa onde nasceu, em 19 de abril de 1886 no bairro das Gra\u00e7as, na Zona Norte, est\u00e1 fechada.Ap\u00f3s sofrer diversas descaracteriza\u00e7\u00f5es, o im\u00f3vel agora foi colocado \u00e0 venda. E a ideia de transform\u00e1-la em um centro cultural n\u00e3o conseguiu se consolidar nas m\u00e3os do poder p\u00fablico. Foi no pequeno sobrado, tendo como vizinho o Capibaribe, que o mestre da literatura deu os seus primeiros passos.<\/p>\n<p>Embora fa\u00e7a parte da Zona Especial de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Cultural (ZEPH-4) a casa e todo o conjunto arquitet\u00f4nico da \u00e1rea j\u00e1 sofreram mudan\u00e7as. A diretora do departamento respons\u00e1vel, Lorena Veloso, explica que brechas na atual legisla\u00e7\u00e3o ainda impedem um controle maior. \u201cEle n\u00e3o pode ser demolido ou submetido a qualquer tipo de reforma sem a autoriza\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio. No entanto, isso n\u00e3o impede que seus propriet\u00e1rios possam vend\u00ea-lo, alug\u00e1-lo ou executar qualquer tipo de atividade. Manter essa mem\u00f3ria viva seria opcional\u201d, explicou.<\/p>\n<div class=\"propagandaLateral\"><\/div>\n<p>Procurada pela Folha de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Cultura, assim como a Fundarpe, informaram n\u00e3o dispor de projeto ou investimentos alusivos \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do poeta.<\/p>\n<div class=\"caixa1\">\n<div class=\"creditos\">Fl\u00e1vio Japa\/Folha de Pernambuco<\/div>\n<div class=\"caixaArquivos1\">\n<div class=\"conteudocaixa1\"><img decoding=\"async\" id=\"wm1\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/imagens\/1404manuelbandeira2_FLJ.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p><span class=\"legenda\">&#8220;Sem projetos do poder p\u00fablico ou privado, a tend\u00eancia \u00e9 de tudo desaparecer&#8221; &#8211; Jos\u00e9 Luiz Mota Menezes, historiador<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Na fachada do im\u00f3vel, uma placa traz a inscri\u00e7\u00e3o do \u201c\u00daltimo Poema\u201d, um dos seus textos, versando sobre a beleza das flores e os diamantes mais l\u00edmpidos. O pesquisador Jos\u00e9 Luiz Mota Menezes conta que na casa de Bandeira funcionava uma farta quitanda de frutas e verduras. Anos depois, escolas, cl\u00ednicas e escrit\u00f3rios passaram a ocupar o lugar.O restaurante Mafu\u00e1 do Malungo, que remete a uma das publica\u00e7\u00f5es mais not\u00f3rias do escritor, foi um dos mais marcantes. A reuni\u00e3o de poemas homenageia alguns dos seus grandes companheiros de estrada. \u201cSem projetos do poder p\u00fablico ou privado, nenhum tipo de museu foi criado. A tend\u00eancia \u00e9 de tudo desaparecer\u201d, lamentou Menezes.<\/p>\n<p><strong>Perda<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTrata-se uma perda grande para Pernambuco. Bandeira era um verdadeiro artista, um homem sens\u00edvel e com uma representatividade que ultrapassa barreiras. Ter mais um espa\u00e7o dedicado a sua identidade seria de extrema import\u00e2ncia para as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou M\u00e1rcia Mendes, gestora do Espa\u00e7o Pas\u00e1rgada.<\/p>\n<p>O casar\u00e3o, na rua da Uni\u00e3o, na Boa Vista, \u00e9 o registro da passagem do poeta pela Capital. Por l\u00e1, viveu parte da inf\u00e2ncia, dos seis aos dez anos. E tamb\u00e9m n\u00e3o faltam problemas. \u201cNossa estrutura f\u00edsica \u00e9 bastante limitada. Temos apenas vinte t\u00edtulos e algumas cartas escritas por ele para amigos. A casa tem problemas estruturais. E a proposta de criarmos um grande acervo digital ainda n\u00e3o se concretizou por falta de recursos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>De 18 a 20 de Abril, o espa\u00e7o Pas\u00e1rgada, no Centro do Recife, promove a Semana Manuel Bandeira. O evento comemora os 130 anos do poeta e 30 anos de atividades da casa. A programa\u00e7\u00e3o gratuita inclui palestras, exibi\u00e7\u00e3o de curtas, encena\u00e7\u00f5es e o lan\u00e7amento de um selo alusivo.<\/p>\n<p><strong>Poeta e aventureiro<\/strong><\/p>\n<p>Gentil e r\u00edspido. Aplicado e desatento. Solit\u00e1rio e ao mesmo apaixonado pelas muitas mulheres de sua vida. As vis\u00f5es sobre o poeta Manuel Bandeira divergem e chamam a aten\u00e7\u00e3o para um homem \u00e0 frente do seu tempo.<\/p>\n<p>Com fino esp\u00edrito de observa\u00e7\u00e3o, o professor e cr\u00edtico liter\u00e1rio embarcou em diversas empreitadas. Foi at\u00e9 mesmo jurado em concursos de misses. Ao longo dos 82 anos de vida, respirou a boemia carioca, mas nunca deixou de lado a alma pernambucana.<\/p>\n<p>Autor de tr\u00eas livros sobre a trajet\u00f3ria de Bandeira, Andr\u00e9 Cervinskis conta particularidades sobre o seu cotidiano. \u201cApesar de ter nascido abastado, com a fam\u00edlia propriet\u00e1ria de engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, ele passou a conviver com muitas priva\u00e7\u00f5es. Viveu por muito tempo dependendo do pensionato, administrado pelo pai\u201d, disse. Conforme o pesquisador, o escritor tamb\u00e9m amargou muito preconceito. \u201cNaquela \u00e9poca ter tuberculose era digno de pena, as pessoas queriam dist\u00e2ncia por medo do cont\u00e1gio, nenhuma oportunidade era dada\u201d, acrescentou, lembrando que ele nunca se casou ou conseguiu trabalho fixo.<\/p>\n<p>Para ele, Bandeira n\u00e3o se mostrou preocupado em se adequar a tend\u00eancias, mas sim em proferir de maneira clara as emo\u00e7\u00f5es que desejava transmitir por meio de suas cria\u00e7\u00f5es. \u201cEncurtava dist\u00e2ncias, atingindo a alma dos leitores, logo admiradores\u201d, ressaltou. O poeta, que tem em sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica nomes como Gilberto Freyre e Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, deixou pelo menos 50 t\u00edtulos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora fa\u00e7a parte da Zona Especial de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Cultural (ZEPH-4) a casa e todo o conjunto arquitet\u00f4nico da \u00e1rea j\u00e1 sofreram mudan\u00e7as. 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