{"id":124356,"date":"2016-04-18T02:43:55","date_gmt":"2016-04-18T05:43:55","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=124356"},"modified":"2016-04-18T02:43:55","modified_gmt":"2016-04-18T05:43:55","slug":"impeachment-de-collor-na-tv-teve-choro-de-marilia-gabriela-e-casoy-aos-gritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/impeachment-de-collor-na-tv-teve-choro-de-marilia-gabriela-e-casoy-aos-gritos\/","title":{"rendered":"Impeachment de Collor na TV teve choro de Mar\u00edlia Gabriela e Casoy aos gritos"},"content":{"rendered":"<div class=\"artigo_head\"><\/div>\n<div class=\"xrow\">\n<div class=\"fl main\">\n<div class=\"artigo_read_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/_versions\/impeachtment_collor_carlos_nascimento_jn_free_big_fixed_big.jpg\" alt=\"Carlos Nascimento em entrada ao vivo no Jornal Nacional de 29 de setembro de 1992 - Reprodu\u00e7\u00e3o\/Mem\u00f3ria Globo\" \/><\/p>\n<div class=\"artigo_read_legenda\">\n<div>\n<p>Carlos Nascimento em entrada ao vivo no Jornal Nacional de 29 de setembro de 1992<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 29 de setembro de 1992, mais de 120 milh\u00f5es de brasileiros assistiram ao vivo pela televis\u00e3o a vota\u00e7\u00e3o do impeachment do ent\u00e3o presidente Fernando Collor de Mello. Numa \u00e9poca sem internet e canais de not\u00edcias por assinatura, s\u00f3 havia TV aberta. Globo, SBT, Manchete, Record, Bandeirantes, Cultura e Gazeta exibiram toda a vota\u00e7\u00e3o, ocorrida das 17h20 \u00e0s 18h45. Nas transmiss\u00f5es, teve de tudo: Mar\u00edlia Gabriela chorando na Band, Alexandre Garcia emocionado na Globo e Boris Casoy aos gritos no SBT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele dia hist\u00f3rico (como hoje), as emissoras come\u00e7aram a cobertura logo cedo. O SBT, por exemplo, entrou no ar ao vivo de Bras\u00edlia a partir das 10h, j\u00e1 com Boris Casoy, que ficou 11 horas no ar. A Globo, a Band e a Manchete exibiram v\u00e1rios flashes desde a manh\u00e3 e passaram a transmitir initerruptamente do Congresso Nacional a partir do in\u00edcio da tarde. Durante a vota\u00e7\u00e3o, a Globo liderou com 44 pontos no Ibope de S\u00e3o Paulo _uma marca que hoje s\u00f3 novelas das nove alcan\u00e7am, nos \u00faltimos cap\u00edtulos.<\/p>\n<p class=\"credito\" style=\"text-align: justify;\">DIVULGA\u00c7\u00c3O\/SBT<\/p>\n<div class=\"artigo_read_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/impeachment_collor_casoy_free_big.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"321\" \/><\/p>\n<div class=\"artigo_read_legenda\">\n<div>\n<p>Boris Casoy no TJ Brasil, nos anos 1990; \u00e2ncora se destacou no impeachment de Collor<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Folha de S.Paulo do dia seguinte, Nelson de S\u00e1, que analisava diariamente o posicionamento dos canais de televis\u00e3o, definiu a cobertura como uma &#8220;catarse&#8221;. &#8220;Quando explodiram os 336 votos [necess\u00e1rios para a aprova\u00e7\u00e3o do impeachment], os canais todos tremiam e ningu\u00e9m conseguia falar coisa com coisa&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mar\u00edlia Gabriela n\u00e3o se conteve e abriu a boca. Boris Casoy saiu gritando gol. &#8216;Aprovado o impeachment, aprovado o impeachment, aprovado o impeachment&#8217;. Alexandre Garcia fez corrente a cada voto (faltam seis, faltam cinco, quatro) e depois mal conseguiu falar &#8216;Passou o impeachment&#8217;. Lilian Witte Fibe e Carlos Chagas deram passa-cachorro em Collor&#8221;, sintetizou o cr\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cobertura das emissoras dividiu opini\u00f5es. Em 1\u00ba de outubro, o mesmo Nelson de S\u00e1 decretou que Boris Casoy havia se sa\u00eddo melhor. &#8220;A Globo, quando desistiu de Collor, deu um banho de not\u00edcia. Mas j\u00e1 era tarde. A vota\u00e7\u00e3o do impeachment estabeleceu o \u00e2ncora Boris Casoy, do TJ Brasil, como o grande vencedor de uma cobertura que mudou a televis\u00e3o&#8221;, apontou _dias depois, o SBT fez um an\u00fancio em jornais provocando a rival.<\/p>\n<div class=\"img_left col-md-3 figure\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/impeachment_collor_alexandre_garcia_durante_votacao_free_big.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" \/><\/p>\n<p class=\"figcaption\">Alexandre Garcia no Congresso em 29\/9\/1992<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A opini\u00e3o de Casoy, por tr\u00eas meses, foi referencial. Ele criou um bord\u00e3o, que batia diariamente at\u00e9 o limite da paci\u00eancia geral: \u00c9 preciso passar o Brasil a limpo&#8221;. Um deputado chegou a votar &#8220;sim&#8221; citando a frase. Ontem [30 de setembro de 1992], para descanso dos ouvidos, o \u00e2ncora desistiu _talvez temporariamente_ de insistir no bord\u00e3o&#8221;, registrou o jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma Folha de S. Paulo, s\u00f3 que de 4 de outubro de 1992, o rep\u00f3rter de cultura Lu\u00eds Ant\u00f4nio Giron anotou que &#8220;a vencedora foi a Globo&#8221;. &#8220;Bateu longe o petismo da Bandeirantes, o ao vivo sem sal da Manchete e a tagarelice do SBT&#8221;, justificou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giron tamb\u00e9m falou sobre a atua\u00e7\u00e3o de alguns profissionais. &#8220;O melhor desempenho ficou para Alexandre Garcia, que atuou feito um deputado ausente que resolveu assumir o impeachment no \u00faltimo instante. Exibiu incr\u00edvel talento para explicar os tr\u00e2mites do processo e os passos da pol\u00edtica. S\u00f3 um problema o afetou. Ele tem um impulso animal pelo ufanismo. Soltou foguetes pela queda do homem que defendeu durante dois anos&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giron tamb\u00e9m escreveu que &#8220;Chico Pinheiro e Mar\u00edlia Gabriela fizeram da Bandeirantes a tribuna do PT. Todos choraram, se emocionaram, Lula deu tapinha nas costas de um Pinheiro lacrimejante depois da vota\u00e7\u00e3o. A rede n\u00e3o logrou distanciamento jornal\u00edstico&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Boris Casoy abriu sua torneirinha verbal, chamou PL (Partido Liberal) de Partido Libertador, fez piadas (sobre o sim de Onaireves Moura [deputado que apoiava Collor e votou a favor do impeachment]: &#8216;At\u00e9 ele se surpreendeu com o voto que deu&#8217;). Ficava dif\u00edcil acompanhar os deputados&#8221;, completou Giron sobre o \u00e2ncora do SBT.<\/p>\n<div class=\"img_right col-md-3 figure\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/impeachment_collor_delis_ortiz_free_big.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"461\" \/><\/p>\n<p class=\"figcaption\">Delis Ortiz em flash ao vivo na Globo em 29\/9\/1992<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m trabalharam na cobertura Renato Machado, Pedro Bial, Delis Ortiz e Heraldo Pereira, na Globo, Marilena Chiarelli, na Record, e Leila Cordeiro, na Manchete _logo ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o, ela entrevistou ao vivo por telefone Pedro Collor (1952-1994), o irm\u00e3o do ex-presidente, que, meses antes, incendiou o Brasil com suas den\u00fancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Cobertura internacional<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impeachment de Collor chamou a aten\u00e7\u00e3o do mundo inteiro. Mais de 1.200 jornalistas foram credenciados, incluindo equipes de ve\u00edculos como CNN, The New York Times, The Washington Post (todos dos EUA), La Naci\u00f3n (Argentina) e Der Spiegel (Alemanha).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CNN fez diversas entradas ao vivo em 29 de setembro e adiantou a vit\u00f3ria do &#8220;sim&#8221; no in\u00edcio da tarde. \u00c0s 19h07, vinte minutos depois do voto que sacramentou a abertura do processo, a emissora norte-americana entrou no ar com a not\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Telejornais hist\u00f3ricos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As edi\u00e7\u00f5es dos principais telejornais de 29 de setembro foram classificadas como hist\u00f3ricas pelas pr\u00f3prias emissoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Jornal Nacional, Cid Moreira e S\u00e9rgio Chapelin falaram somente sobre o impeachment, com participa\u00e7\u00e3o de Carlos Nascimento diretamente de Bras\u00edlia. O jornalista, atualmente no SBT, foi outro grande destaque da cobertura global e passou a ser apontado como sucessor natural de Cid Moreira na bancada do JN.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Globo corre atr\u00e1s do preju\u00edzo. J\u00e1 escolheu o seu Boris Casoy, o seu \u00e2ncora. Carlos Nascimento, ontem como nos \u00faltimos dias, apresentou a maior parte das manchetes do Jornal Nacional. Ele \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda da rede. \u00c9 menos opinativo, mas tem presen\u00e7a firme e rigor de informa\u00e7\u00e3o. E \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Globo, um orgulho da casa. E herda, depois do esc\u00e2ndalo, um Jornal Nacional menos disposto a eleger presidentes&#8221;, enfatizou Giron na Folha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naquele dia hist\u00f3rico (como hoje), as emissoras come\u00e7aram a cobertura logo cedo. 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