{"id":130552,"date":"2016-05-23T08:49:44","date_gmt":"2016-05-23T11:49:44","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=130552"},"modified":"2016-05-23T08:49:44","modified_gmt":"2016-05-23T11:49:44","slug":"quilombolas-refletem-sobre-preservacao-da-cultura-com-as-cenas-ribeirinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/quilombolas-refletem-sobre-preservacao-da-cultura-com-as-cenas-ribeirinhas\/","title":{"rendered":"Quilombolas refletem sobre preserva\u00e7\u00e3o da Cultura com as Cenas Ribeirinhas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Depois de pegar as BR&#8217;s 122 e 428, a Cia. Biruta chega ao munic\u00edpio de Oroc\u00f3-PE, mas seu trajeto segue mais um pouco por um trecho de terra, at\u00e9 o Territ\u00f3rio Quilombola \u00c1guas do Velho Chico, em um reencontro com uma das comunidades que inspiraram o trabalho do grupo para a cria\u00e7\u00e3o das Cenas Ribeirinhas, apresentadas no s\u00e1bado (21). O projeto ainda leva os atores de volta a outras tr\u00eas comunidades que tamb\u00e9m foram pesquisadas, at\u00e9 o dia 29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse momento foi de troca entre o grupo que colheu hist\u00f3rias daquelas comunidades para contar nos palcos com os moradores que vivem a realidade di\u00e1ria.\u00a0Um momento emocionante para as duas partes. A coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores Quilombolas da Mata de S\u00e3o Jos\u00e9, Maria Senhora Gomes, conhecida como Senhorinha, diz ter se identificado muito com o trabalho. \u201cFico emocionada, pois \u00e9 uma realidade que a gente est\u00e1 vivendo agora com a transposi\u00e7\u00e3o, a chegada de barragens. Que a gente n\u00e3o sabe se a gente vai ficar aqui na comunidade, no territ\u00f3rio\u201d, comenta a moradora preocupada com a preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es quilombolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunidade em que Senhorinha vive \u00e9 uma das tantas que est\u00e3o sendo amea\u00e7adas pelo projeto de transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, podendo ser inundada pelo eixo-leste da obra, e tamb\u00e9m pela barragem de Riacho Seco, da Bahia. O momento em que o projeto da Cia. Biruta chega para se apresentar, \u00e9 o mesmo em que moradores se re\u00fanem com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) para discutir essa situa\u00e7\u00e3o. \u201cNa cena de voc\u00eas mostrou isso, a nossa realidade, nosso orgulho de ser quem a gente \u00e9\u201d, afirma a l\u00edder comunit\u00e1ria. O bisav\u00f4 dela foi o primeiro a chegar nessa \u00e1rea e \u00e9 nessa terra que est\u00e1 a mem\u00f3ria de sua fam\u00edlia. \u201cEssa hist\u00f3ria precisa ser respeitada. Eu n\u00e3o quero sair daqui nem por um milh\u00e3o, nem por dez bilh\u00f5es de reais. Eu quero uma vida quilombola aqui, quero abra\u00e7ar meu sobrinho, quero saber quem \u00e9 o meu vizinho\u201d, completa Senhorinha.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No momento pol\u00edtico atual, o grito dos movimentos sociais no final da apresenta\u00e7\u00e3o foi de muitos, mostrando garra para seguir na luta. Ap\u00f3s uma foto com a bandeira que receberam com o dizer \u201c\u00e1gua e energia n\u00e3o s\u00e3o mercadoria\u201d, os atores se reuniram com os moradores para um momento cultural na Escola Quilombola Territ\u00f3rio \u00c1guas do Velho Chico.\u00a0A m\u00fasica cantada trazia na letra a defini\u00e7\u00e3o daqueles moradores, &#8220;um povo lutador&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ascom<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de pegar as BR&#8217;s 122 e 428, a Cia. 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