{"id":13226,"date":"2013-08-31T14:06:58","date_gmt":"2013-08-31T17:06:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=13226"},"modified":"2013-08-31T14:07:27","modified_gmt":"2013-08-31T17:07:27","slug":"livro-contra-fhc-revela-fonte-que-provou-compra-de-votos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/livro-contra-fhc-revela-fonte-que-provou-compra-de-votos\/","title":{"rendered":"Livro contra FHC revela fonte que provou compra de votos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13227\" alt=\"fhc-aecio-gigante\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fhc-aecio-gigante-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fhc-aecio-gigante-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fhc-aecio-gigante-620x413.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fhc-aecio-gigante-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fhc-aecio-gigante.jpg 930w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Um livro que faz cr\u00edticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) traz uma revela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica sobre a compra de votos no Congresso a favor da emenda da reelei\u00e7\u00e3o, em 1997. A obra desnuda o nome do homem que naquele ano gravou deputados admitindo a venda de votos. O Pr\u00edncipe da Privataria foi escrito pelo jornalista Palm\u00e9rio D\u00f3ria.<\/p>\n<p>A den\u00fancia foi levantada \u00e0 \u00e9poca pela Folha de S.Paulo. A fonte era tratada nas reportagens do jornal como Senhor X. Ao autor do livro, ele assumiu sua real identidade. Segundo reportagem publicada na noite desta sexta-feira no site da Folha, trata-se do empres\u00e1rio e ex-deputado Narciso Mendes, 67 anos, dono de um jornal e de uma retransmissora do SBT em Rio Branco (AC). Em 16 anos, ele nunca havia falado publicamente sobre o assunto. A seu pedido, seu nome era preservado pelo jornal at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O depoimento de Mendes admitindo ter colhido as provas da compra de votos \u00e9 tema dos cap\u00edtulos 11 e 12 da obra. Na \u00e9poca, Mendes j\u00e1 era ex-deputado. Com bom tr\u00e2nsito na bancada do Acre, ele afirma que aceitou gravar os colegas e entregar o material ao rep\u00f3rter Fernando Rodrigues, autor da s\u00e9rie de reportagens da Folha sobre a compra de votos, porque era &#8220;intransigentemente contra&#8221; a emenda que viria a favorecer FH. O ent\u00e3o presidente foi reeleito no ano seguinte, em 1998.<\/p>\n<p>Seu \u00fanico pedido era a manuten\u00e7\u00e3o do anonimato, condi\u00e7\u00e3o que o jornal aceitou por entender que o interesse jornal\u00edstico se sobrepunha \u00e0 necessidade de revela\u00e7\u00e3o de seu nome. Com a iniciativa do pr\u00f3prio em revelar sua identidade, a Folha informa entender que o acordo est\u00e1 encerrado.<\/p>\n<p>Segundo a reportagem no site da Folha, h\u00e1 outra informa\u00e7\u00e3o pol\u00eamica no livro, na Carta do Editor, assinada na introdu\u00e7\u00e3o por Luiz Fernando Emediato, dono da Gera\u00e7\u00e3o Editorial. Emediato diz que, em 1991, quando den\u00fancias contra o ent\u00e3o presidente Fernando Collor come\u00e7aram a surgir, ouviu uma confiss\u00e3o de uso de caixa dois da boca do pr\u00f3prio FH numa viagem aos EUA.<\/p>\n<p>Ele afirma, de acordo com a Folha, ter ouvido de FH o seguinte: &#8220;A diferen\u00e7a entre n\u00f3s e eles (a turma de Collor) \u00e9 que n\u00f3s gastamos o dinheiro em campanhas, enquanto eles enfiam uma boa parte em seus pr\u00f3prios bolsos&#8221;. Por escrito, o assessor do Instituto FHC Xico Graziano afirmou que o ex-presidente n\u00e3o se lembra de ter estado com Emediato nos EUA. Graziano classificou a frase atribu\u00edda a ele como &#8220;absurda&#8221; e disse que ela &#8220;jamais teria sido por ele pronunciada&#8221;.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>\u2014 Nas grava\u00e7\u00f5es do Senhor X em 1997, dois deputados do Acre, Ronivon Santiago e Jo\u00e3o Maia (ambos do PFL, hoje DEM) diziam ter votado a favor da emenda da reelei\u00e7\u00e3o em troca de R$ 200 mil, o equivalente a R$ 530 mil hoje.<\/p>\n<p>\u2014 Outros tr\u00eas deputados eram citados de forma expl\u00edcita nas grava\u00e7\u00f5es. As conversas sugeriam que dezenas teriam participado do esquema.<\/p>\n<p>\u2014 A den\u00fancia causou abalo no governo tucano, mas o assunto nunca foi investigado. A tentativa de cria\u00e7\u00e3o de uma CPI foi abafada. O ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Geraldo Brindeiro, n\u00e3o pediu a abertura de inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>\u2014 Em 21 de maio de 1997, oito dias ap\u00f3s o caso ter sido publicado, Santiago e Maia renunciaram. Os of\u00edcios enviados ao presidente da C\u00e2mara, Michel Temer (PMDB-SP), eram id\u00eanticos. Ambos alegaram &#8220;motivos de foro \u00edntimo&#8221;. (Zero Hora)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um livro que faz cr\u00edticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) traz uma revela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica sobre a compra de votos no Congresso a favor da emenda da reelei\u00e7\u00e3o, em 1997. A obra desnuda o nome do homem que naquele ano gravou deputados admitindo a venda de votos. 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