{"id":13447,"date":"2013-09-03T09:23:33","date_gmt":"2013-09-03T12:23:33","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=13447"},"modified":"2013-09-03T09:23:33","modified_gmt":"2013-09-03T12:23:33","slug":"estudo-mostra-que-risco-de-doencas-do-coracao-e-maior-no-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-mostra-que-risco-de-doencas-do-coracao-e-maior-no-inverno\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que risco de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 maior no inverno"},"content":{"rendered":"<p>Dois estudos apresentados neste final de semana durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, ocorrido em Amsterd\u00e3, na Holanda, mostraram que o inverno \u00e9 a \u00e9poca mais perigosa do ano para quem sofre de problemas no cora\u00e7\u00e3o. Em uma das pesquisas, os cientistas relacionaram diretamente o clima frio a um maior risco de ataques card\u00edacos. No outro estudo, os pesquisadores conclu\u00edram que os fatores de risco para problemas do cora\u00e7\u00e3o \u2014 como press\u00e3o alta e n\u00edvel de colesterol \u2014 eram maiores durante os meses frios do ano.<\/p>\n<p>A primeira pesquisa foi conduzida por Marc Claeys, pesquisador do Hospital Universit\u00e1rio da Antu\u00e9rpia, na B\u00e9lgica. Ele estudou como os fatores meteorol\u00f3gicos \u2014 e sua varia\u00e7\u00e3o anual \u2014 poderiam afetar a sa\u00fade card\u00edaca da popula\u00e7\u00e3o. \u201cConhecer melhor os impactos do ambiente sobre os infartos do mioc\u00e1rdio poder\u00e1 ajudar os m\u00e9dicos e os pol\u00edticos a criarem estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o de risco&#8221;, diz o cientista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13457\" alt=\"inverno\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/inverno-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p>Para isso, ele realizou uma contagem semanal dos pacientes que haviam sofrido infarto agudo do mioc\u00e1rdio e foram submetidos a uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica em 32 centros card\u00edacos da B\u00e9lgica, entre 2006 e 2009. Foram analisados, ao todo, 15.964 pacientes.<\/p>\n<p>O pesquisador comparou a taxa de interna\u00e7\u00e3o dos pacientes com dados obtidos em 73 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas espalhadas pelo pa\u00eds. Foi analisada uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es \u2014 como polui\u00e7\u00e3o do ar, temperatura e umidade \u2014, mas a que apresentou uma rela\u00e7\u00e3o direta com a taxa de ataques card\u00edacos foi o frio. Segundo o estudo, a cada 10 graus Celsius de diminui\u00e7\u00e3o na temperatura m\u00ednima, o risco de infartos do mioc\u00e1rdio aumentou 7%.<\/p>\n<p>Os cientistas ainda n\u00e3o sabem exatamente por que isso acontece, mas Marc Claeys cita algumas hip\u00f3teses que j\u00e1 foram levantadas: \u201cUm potencial mecanismo para explicar a rela\u00e7\u00e3o entre a diminui\u00e7\u00e3o na temperatura e o aumento do n\u00famero de infartos \u00e9 o est\u00edmulo dos receptores de frio na pele e, por consequ\u00eancia, do sistema nervoso central. Al\u00e9m disso, o aumento da agrega\u00e7\u00e3o de plaquetas e da viscosidade do sangue durante a exposi\u00e7\u00e3o ao frio promove a forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos.\u201d<\/p>\n<p>Rigores do inverno \u2014 O segundo estudo analisou como os fatores de risco para problemas do cora\u00e7\u00e3o variavam na popula\u00e7\u00e3o europeia conforme a esta\u00e7\u00e3o do ano. Para isso, os cientistas estudaram dados coletados em 10 pesquisas conduzidas com 107.090 indiv\u00edduos de sete pa\u00edses europeus. Cada paciente teve medidos seus n\u00edveis de press\u00e3o arterial, lip\u00eddios, glicemia, \u00edndice de massa corporal e circunfer\u00eancia da cintura.<\/p>\n<p>Como resultado, os pesquisadores descobriram que os n\u00edveis da press\u00e3o arterial, circunfer\u00eancia da cintura e colesterol total foram maiores entre janeiro e fevereiro \u2014 meses de inverno no hemisf\u00e9rio norte \u2014 em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia anual.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os n\u00edveis de press\u00e3o arterial sist\u00f3lica foram, em m\u00e9dia, 3,5 mil\u00edmetros de merc\u00fario (mmHg, unidade padr\u00e3o de medida da press\u00e3o arterial) menores no ver\u00e3o do que no inverno. &#8220;Embora esta diferen\u00e7a seja quase irrelevante para um indiv\u00edduo, ela \u00e9 consider\u00e1vel quando analisamos a popula\u00e7\u00e3o como um todo, pois todos os n\u00edveis de press\u00e3o arterial s\u00e3o deslocados para valores mais altos nessa \u00e9poca do ano, aumentando o risco cardiovascular\u201d, afirma Pedro Marques-Vidal, pesquisador da Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a, respons\u00e1vel pelo estudo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a circunfer\u00eancia da cintura foi, em m\u00e9dia, um cent\u00edmetro menor no ver\u00e3o do que no inverno, o que pode ser explicado pela diferen\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares adotados nesses dois per\u00edodos. &#8220;Alguns fatores de risco cardiovasculares parecem tirar f\u00e9rias durante o ver\u00e3o. Isto pode explicar porque as mortes por doen\u00e7as cardiovasculares costumam ser maiores no inverno. Nessa \u00e9poca, as pessoas precisam de um esfor\u00e7o extra para fazer exerc\u00edcio e comer de forma saud\u00e1vel para proteger a sua sa\u00fade&#8221;, diz o pesquisador. (Veja)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois estudos apresentados neste final de semana durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, ocorrido em Amsterd\u00e3, na Holanda, mostraram que o inverno \u00e9 a \u00e9poca mais perigosa do ano para quem sofre de problemas no cora\u00e7\u00e3o. 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