{"id":137356,"date":"2016-07-01T02:40:59","date_gmt":"2016-07-01T05:40:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=137356"},"modified":"2016-07-01T02:40:59","modified_gmt":"2016-07-01T05:40:59","slug":"crise-empobrece-e-envelhece-a-audiencia-e-preocupa-as-emissoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/crise-empobrece-e-envelhece-a-audiencia-e-preocupa-as-emissoras\/","title":{"rendered":"Crise empobrece e envelhece a audi\u00eancia e preocupa as emissoras"},"content":{"rendered":"<div class=\"artigo_head\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"xrow\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"fl main\">\n<div class=\"artigo_read_imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/_versions\/idosos_assistindo_tv_free_big_fixed_big.jpg\" alt=\"Casal de idosos assiste TV: p\u00fablico com mais de 50 anos cresceu 16% em apenas um ano - Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<div class=\"artigo_read_legenda\">\n<div>\n<p>Casal de idosos assiste TV: p\u00fablico com mais de 50 anos cresceu 16% em apenas um ano<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise econ\u00f4mica pela qual passa o pa\u00eds provocou uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica no perfil de quem assiste televis\u00e3o. Dados obtidos com exclusividade pelo Not\u00edcias da TV revelam que, em apenas um ano, o telespectador empobreceu muito. Em todo o pa\u00eds, mais de 3,3 milh\u00f5es de pessoas deixaram as classes A e B e migraram para a classe C de 2015 para 2016, de acordo com a Kantar Ibope. Assim, os telespectadores &#8220;emergentes&#8221; cresceram impressionantes 36%. Aumentou tamb\u00e9m o n\u00famero de pessoas com mais de 50 anos e do sexo masculino na frente do televisor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia para as grandes redes \u00e9 que h\u00e1 mais gente vendo TV aberta. Mas a mudan\u00e7a no perfil do p\u00fablico tende a provocar altera\u00e7\u00f5es na programa\u00e7\u00e3o, e a populariza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o. Na Globo, j\u00e1 tem executivo preocupado em oferecer conte\u00fado para os homens que ficam em casa nos finais de semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais contradit\u00f3rio que pare\u00e7a, o televisor ganhou relev\u00e2ncia em plena era da internet de alta velocidade e das redes sociais.\u00a0Os dados da Kantar Ibope trazem as seguintes constata\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem mais gente vendo TV<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de televisores ligados na Grande S\u00e3o Paulo chegou a 47,2 pontos na m\u00e9dia das 7h \u00e0 meia-noite, um crescimento de 7% no primeiro semestre de 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Foram 3,3 pontos a mais na audi\u00eancia das redes em apenas um ano. \u00c9 como se uma uma nova Band (2,6 pontos) e uma nova RedeTV! (0,9) entrassem no bolo da audi\u00eancia. Comparada com 2012, quando a crise ainda estava longe, a diferen\u00e7a \u00e9 de 7 pontos. Ou seja, em apenas quatro anos, a audi\u00eancia da TV aberta cresceu o equivalente a quase uma Record (7,5 pontos), a segunda maior rede do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com mais gente na frente do televisor, todas as emissoras apresentaram crescimento no semestre que se finda amanh\u00e3. A Globo reverteu a tend\u00eancia de queda, que parecia irrevers\u00edvel. Est\u00e1 com m\u00e9dia de 15,1 pontos, 9% a mais do que os 13,9 do primeiro semestre de 2015. A Band foi a que mais cresceu (21%); o SBT, a que menos ganhou p\u00fablico (5%).<\/p>\n<div class=\"artigo_read_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/mulher_pobre_assiste_tv_free_big.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"320\" \/><\/p>\n<div class=\"artigo_read_legenda\">\n<div>\n<p>Mulher assiste televis\u00e3o: a popula\u00e7\u00e3o classe C na frenta da TV cresceu 36% em um ano<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O telespectador ficou mais pobre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dado mais impressionante do levantamento \u00e9 o do crescimento da classe C. H\u00e1 um ano, na m\u00e9dia das 7h \u00e0 meia-noite, havia 1,826 milh\u00e3o de telespectadores &#8220;emergentes&#8221; vendo TV na Grande S\u00e3o Paulo. Neste ano, s\u00e3o 2,481 milh\u00f5es, uma alta de 36%! Em contrapartida, os mais ricos minguaram 16%. Eram 1,691 milh\u00e3o de pessoas das classes A e B vendo TV aberta em 2015, quase 300 mil a mais do que hoje (1,425 milh\u00e3o). Houve aumento tamb\u00e9m na outra ponta da pir\u00e2mide social: o total de paulistanos das classes D e E na frente do televisor saltou de 446 mil para 507 mil, uma alta de 14%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o crescimento da classe C no bolo de telespectadores foi bem maior do que o aumento deles na amostra do Ibope. O instituto atualizou a partipa\u00e7\u00e3o da classe C no universo de telespectadores em que mede a audi\u00eancia em cerca de 10%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um reflexo do aumento da classe C na frente da TV pode ser a populariza\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o. Isso aconteceu, por exemplo, em 1996, quando o Plano Real permitiu que milh\u00f5es de brasileiros comprassem televisores. Uma das imagens daquela populariza\u00e7\u00e3o foi o chamado sushi er\u00f3tico servido no Doming\u00e3o do Faust\u00e3o&#8230;<\/p>\n<div class=\"artigo_read_imagem\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/media\/_versions\/homem_assistindo_tv_free_big.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"320\" \/><\/p>\n<div class=\"artigo_read_legenda\">\n<div>\n<p>Dados do Ibope revelam que homens, na crise, est\u00e3o ficando mais tempo vendo televis\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais homem na frente da TV<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres continuam dando as cartas no controle remoto, mas, com a crise, h\u00e1 mais homens em casa, vendo TV. Eles eram 1,721 milh\u00e3o no primeiro semestre do ano passado. Neste ano, s\u00e3o 1,935 milh\u00e3o. Cresceram 12%, um ponto percentual a mais do que as mulheres, que j\u00e1 s\u00e3o 2,478 milh\u00f5es sintonizadas na Grande S\u00e3o Paulo\u00a0_lembrando sempre que essa \u00e9 a m\u00e9dia das 7h \u00e0s 24h, que no hor\u00e1rio de pico elas s\u00e3o muito, muito mais do que isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um efeito dessa masculiniza\u00e7\u00e3o da TV pode ser a oferta de mais conte\u00fado para machos. Numa solu\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria, que tal mulheres seminuas nas novelas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O telespectador envelheceu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dado preocupante, e que n\u00e3o tem a ver somente com a crise: o p\u00fablico da TV aberta est\u00e1 envelhecendo. Todos os perfis de audi\u00eancia acima de 18 anos cresceram dois d\u00edgitos do ano passado para c\u00e1. A maior alta foi entre as pessoas com mais de 50 anos. Elas j\u00e1 s\u00e3o 1,612 milh\u00e3o, 16% a mais do que no ano passado e 60% a mais do que o segundo maior p\u00fablico da TV aberta, o dos que t\u00eam entre 35 e 49 anos: 1,028 milh\u00e3o na Grande S\u00e3o Paulo (12% maior do que em 2015). J\u00e1 os telespectadores de 4 a 11 ignoraram a TV aberta e continuaram vendo canais infantis na TV por assinatura e v\u00eddeos na internet. Entre os adolescentes (12 a 17 anos), a alta foi de 5%, bem abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica pela qual passa o pa\u00eds provocou uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica no perfil de quem assiste televis\u00e3o. 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