{"id":139528,"date":"2016-07-14T02:01:25","date_gmt":"2016-07-14T05:01:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=139528"},"modified":"2016-07-14T02:01:25","modified_gmt":"2016-07-14T05:01:25","slug":"poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje\/","title":{"rendered":"Poetas e poesias de ontem e hoje"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje\/solano\/\" rel=\"attachment wp-att-139529\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-139529 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano.jpg\" alt=\"solano\" width=\"253\" height=\"210\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><em>Ascenso Carneiro Gon\u00e7alves Ferreira foi um not\u00e1vel poeta brasileiro, conhecido por integrar o movimento modernista de 1922 com uma poesia que destacava a tem\u00e1tica regional de sua terra.<\/em><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Eu era adolescente, dava os primeiros passos, no salutar h\u00e1bito da leitura. Corria os sebos do Recife a procura de alguns livros de Jorge Amado, Lima Barreto e Graciliano Ramos. Pechinchava no pre\u00e7o, qualquer desconto servia para pagar a passagem do bonde.<\/p>\n<p>Ascenso Ferreira j\u00e1 estava consagrado como poeta, n\u00e3o s\u00f3 em Pernambuco, no Brasil todo. Figura conhecid\u00edssima na cidade. Alto, corpulento, pesava uns 150 quilos, chap\u00e9u de abas enorme, s\u00f3 ele usava um chap\u00e9u daquele porte. Era cumprimentado por todas as pessoas, humildes ou n\u00e3o. Ouvi declamar diversas vezes, a sua produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica: \u201cEu gostava muito quando ele declamava vou embora pra Catende com vontade de chegar\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s fixar-me definitivamente no Rio de Janeiro, sempre que voltava a terrinha, procurava me inteirar da vida cultural da Cidade, estava sempre perguntando pelo poeta. Algu\u00e9m me informou: \u201ca noitinha ele est\u00e1 sempre no restaurante Lero-lero\u201d, na pracinha. Numa dessas idas vejo o poeta sentado no restaurante, contemplando o tempo, mesa limpa, cad\u00ea a cerveja? E o file mignon? Aproximei-me: \u201cAscenso meu poeta &#8211; vou embora para Catende com vontade de chegar\u201d.<\/p>\n<p>Puxei a cadeira, sentei-me. Poeta, podemos tomar uma cerveja antes do jantar, voc\u00ea \u00e9 meu convidado. Ele se abriu, tomou f\u00f4lego impostou o vozeir\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cA vida \u00e9 uma promiss\u00f3ria, Que tem Deus como avalista.<\/p>\n<p>Venceu. N\u00e3o h\u00e1 morat\u00f3ria.<\/p>\n<p>O pagamento \u00e9 a vista\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje\/manuel-bandeira\/\" rel=\"attachment wp-att-139530\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-139530 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/manuel-bandeira.jpg\" alt=\"manuel bandeira\" width=\"494\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/manuel-bandeira.jpg 494w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/manuel-bandeira-286x300.jpg 286w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/manuel-bandeira-477x500.jpg 477w\" sizes=\"auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><\/a><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><em>Manuel Bandeira, Ascenso Ferreira e M\u00e1rio de Andrade na fazenda de Tarsila do Amaral em Santa Teresa do Alto, S\u00e3o Paulo, 1927.<\/em><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Poema: &#8220;Oropa, Fran\u00e7a e Bahia&#8221;\u00a0<\/strong>(Romance)<\/p>\n<p>Autor: Ascenso Ferreira<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"100%\">\nPara os 3 Manu\u00e9is:<br \/>\nManuel Bandeira<br \/>\nManuel de Souza Barros<br \/>\nManuel Gomes Maranh\u00e3o<\/p>\n<p>Num sobrad\u00e3o arruinado,<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tristonho, mal-assombrado,<\/p>\n<p>Que dava fundos pr\u00e1 terra.<\/p>\n<p>( &#8220;para ver marujos,<\/p>\n<p>Ttituliluliu!<\/p>\n<p>ao desembarcar&#8221;).<\/p>\n<p>&#8230;Morava Manuel Furtado,<\/p>\n<p>portugu\u00eas apatacado,<\/p>\n<p>com Maria de Alencar!<\/p>\n<p>Maria, era uma cafuza,<\/p>\n<p>cheia de grandes feiti\u00e7os.<\/p>\n<p>Ah! os seus bra\u00e7os roli\u00e7os!<\/p>\n<p>Ah! os seus peitos maci\u00e7os!<\/p>\n<p>Faziam Manuel babar&#8230;<\/p>\n<p>A vida de Manuel,<\/p>\n<p>que louco algu\u00e9m o dizia,<\/p>\n<p>era vigiar das janelas<\/p>\n<p>toda noite e todo o dia,<\/p>\n<p>as naus que ao longe passavam,<\/p>\n<p>de &#8220;Oropa, Fran\u00e7a e Bahia&#8221;!<\/p>\n<p>\u2014 Me d\u00e1 uma nau daquelas,<\/p>\n<p>lhe suplicava Maria.<\/p>\n<p>\u2014 Est\u00e1s idiota , Maria.<\/p>\n<p>Essas naus foram vintena<\/p>\n<p>Que eu herdei da minha tia!<\/p>\n<p>Por todo o ouro do mundo<\/p>\n<p>eu jamais a trocaria!<\/p>\n<p>Dou-te tudo que quiseres:<\/p>\n<p>Dou-te xale de Tonquim!<\/p>\n<p>Dou-te uma saia bordada!<\/p>\n<p>Dou-te leques de marfim!<\/p>\n<p>Queijos da Serra Estrela,<\/p>\n<p>perfumes de benjoim&#8230;<\/p>\n<p>Nada.<\/p>\n<p>A mulata s\u00f3 queria<\/p>\n<p>que seu Manuel lhe desse<\/p>\n<p>uma nauzinha daquelas,<\/p>\n<p>inda a mais pichititinha,<\/p>\n<p>pr\u00e1 ela ir ver essas terras<\/p>\n<p>&#8220;De Oropa, Fran\u00e7a e Bahia&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 \u00d3 Maria, hoje n\u00f3s temos<\/p>\n<p>vinhos da quinta do Aguirre,<\/p>\n<p>uma queijadas de Sintra,<\/p>\n<p>s\u00f3 pr\u00e1 tu te distraire<\/p>\n<p>desse pensamento ruim&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Seu Manuel, isso \u00e9 besteira!<\/p>\n<p>Eu prefiro macaxeira<\/p>\n<p>com galinha de oxinxim!<\/p>\n<p>&#8220;\u00d3 lua que alumias<\/p>\n<p>esse mundo de meu Deus,<\/p>\n<p>alumia a mim tamb\u00e9m<\/p>\n<p>que ando fora dos meus&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Cantava Seu Manuel<\/p>\n<p>espantando os males seus.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sou mulata dengosa,<\/p>\n<p>linda, faceira, mimosa,<\/p>\n<p>qual outras brancas n\u00e3o s\u00e3o&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>Cantava forte Maria,<\/p>\n<p>pisando fub\u00e1 de milho,<\/p>\n<p>lentamente no pil\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Uma noite de luar,<\/p>\n<p>que estava mesmo taful,<\/p>\n<p>mais de 400 naus,<\/p>\n<p>surgiram vindas do Sul&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Ah! Seu Manuel, isso chega&#8230;<\/p>\n<p>Danou-se de escada abaixo,<\/p>\n<p>se atirou no mar azul.<\/p>\n<p>\u2014 &#8220;Onde vais mulh\u00e9?&#8221;<\/p>\n<p>\u2014 Vou me dan\u00e1 no carros\u00e9!<\/p>\n<p>\u2014 Tu n\u00e3o vais, mulh\u00e9,<\/p>\n<p>\u2014 mulh\u00e9, voc\u00ea n\u00e3o vai l\u00e1&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Maria atirou-se n\u00b4\u00e1gua,<\/p>\n<p>Seu Manuel seguiu atr\u00e1s&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Quero a mais pichititinha!<\/p>\n<p>\u2014 Raios te partam, Maria!<\/p>\n<p>Essas naus s\u00e3o meus tesouros,<\/p>\n<p>ganhou-as matando mouros<\/p>\n<p>o marido da minha tia !<\/p>\n<p>V\u00eam dos confins do mundo&#8230;<\/p>\n<p>De &#8220;Oropa, Fran\u00e7a e Bahia&#8221;!<\/p>\n<p>Nadavam de mar em fora&#8230;<\/p>\n<p>(Manuel atr\u00e1s de Maria!)<\/p>\n<p>Passou-se uma hora, outra hora,<\/p>\n<p>e as naus nenhum atingia&#8230;<\/p>\n<p>Faz-se um sil\u00eancio nas \u00e1guas,<\/p>\n<p>cad\u00ea Manuel e Maria?!<\/p>\n<p>De madrugada, na praia,<\/p>\n<p>dois corpos o mar lambia&#8230;<\/p>\n<p>Seu Manuel era um &#8220;Boi Morto&#8221;,<\/p>\n<p>Maria, uma &#8220;Cotovia&#8221;!<\/p>\n<p>E as naus de Manuel Furtado,<\/p>\n<p>heran\u00e7a de sua tia?<\/p>\n<p>\u2014 continuam mar em fora,<\/p>\n<p>navegando noite e dia&#8230;<\/p>\n<p>Caminham para &#8220;Pas\u00e1rgada&#8221;,<\/p>\n<p>para o reino da Poesia!<\/p>\n<p>Herdou-as Manuel Bandeira,<\/p>\n<p>que, ante a minha choradeira,<\/p>\n<p>me deu a menor que havia!<\/p>\n<p>\u2014 As eternas naus do Sonho,<\/p>\n<p>de &#8220;Oropa, Fran\u00e7a e Bahia&#8221;&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje\/solano-trindade\/\" rel=\"attachment wp-att-139531\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-139531 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano-trindade.jpg\" alt=\"solano trindade\" width=\"429\" height=\"616\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano-trindade.jpg 429w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano-trindade-209x300.jpg 209w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano-trindade-348x500.jpg 348w\" sizes=\"auto, (max-width: 429px) 100vw, 429px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><\/h3>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong><em>Solano Trindade, nasceu no Recife (PE) em 24 de julho de 1908,\u00a0foi poeta, folclorista, pintor, ator, teatr\u00f3logo e cineasta.\u00a0No ano de 1934 idealizou o I\u00a0Congresso Afro-Brasileiro\u00a0no\u00a0Recife.\u00a0Faleceu na Cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, no dia 19 de fevereiro de 1974.<\/em><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Companheiro de gostosos papos po\u00e9ticos e pol\u00edticos, melhor ainda se fossem regados \u00e0 cerveja bem gelada, e tira gosto de batatas fritas feita na hora, como ele gostava.<\/p>\n<p>O sabor dos papos eram mais gostosos se tivessem como cen\u00e1rio o &#8220;11 da ABI&#8221;, da ABI que traz\u00edamos no cora\u00e7\u00e3o. Ai daquele que falasse mal da Casa da Liberdade em nossa presen\u00e7a.<\/p>\n<p>No &#8220;11 da ABI&#8221;, ele costumava chegar antes de mim, e se por um motivo ou por outro n\u00e3o pudesse, ou estivesse muito atrasado, o saudoso Jorge Viana, funcion\u00e1rio exemplar da Casa e &#8220;dono do 11&#8221;, me passava o recado.<\/p>\n<p>Saudade, muitas saudades de Solano Trindade, meu grande amigo, grande poeta, grande copo.<\/p>\n<p>Aut\u00eantico Poeta do Povo, morador de Caxias, e passageiro di\u00e1rio de seus trens.<\/p>\n<p><strong><em>TEM GENTE COM FOME (Solano Trindade)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Trem sujo da Leopoldina<\/em><\/p>\n<p><em>correndo correndo<\/em><\/p>\n<p><em>parece dizer<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>Piiiiii<\/em><\/p>\n<p><em>Esta\u00e7\u00e3o de Caxias<\/em><\/p>\n<p><em>de novo a dizer<\/em><\/p>\n<p><em>de novo a correr<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>Vig\u00e1rio Geral<\/em><\/p>\n<p><em>Lucas<\/em><\/p>\n<p><em>Cordovil<\/em><\/p>\n<p><em>Br\u00e1s de Pina<\/em><\/p>\n<p><em>Penha Circular<\/em><\/p>\n<p><em>Esta\u00e7\u00e3o da Penha<\/em><\/p>\n<p><em>Olaria<\/em><\/p>\n<p><em>Ramos<\/em><\/p>\n<p><em>Bom Sucesso<\/em><\/p>\n<p><em>Carlos Chagas<\/em><\/p>\n<p><em>Triagem, Mau\u00e1<\/em><\/p>\n<p><em>trem sujo da Leopoldina<\/em><\/p>\n<p><em>correndo correndo<\/em><\/p>\n<p><em>parece dizer<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>Tantas caras tristes<\/em><\/p>\n<p><em>querendo chegar<\/em><\/p>\n<p><em>em algum destino<\/em><\/p>\n<p><em>em algum lugar<\/em><\/p>\n<p><em>Trem sujo da Leopoldina<\/em><\/p>\n<p><em>correndo correndo<\/em><\/p>\n<p><em>parece dizer<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00f3 nas esta\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n<p><em>quando vai parando<\/em><\/p>\n<p><em>lentamente come\u00e7a a dizer<\/em><\/p>\n<p><em>se tem gente com fome\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>d\u00e1 de comer<\/em><\/p>\n<p><em>se tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>d\u00e1 de comer<\/em><\/p>\n<p><em>se tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p><em>d\u00e1 de comer<\/em><\/p>\n<p><em>Mas o freio de ar<\/em><\/p>\n<p><em>todo autorit\u00e1rio<\/em><\/p>\n<p><em>manda o trem calar<\/em><\/p>\n<p><em>Psiuuuuuuuuuuu<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 pouco no Recife, na capital do Frevo, no seu Quartel General, no bairro de S\u00e3o Jos\u00e9, num boteco simples, meia d\u00fazia de mesas, duas ou tr\u00eas do lado de fora, numa, uma escultura muito bem trabalhada, me chama a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em cima de uma mesa, a est\u00e1tua de corpo inteiro, l\u00e1 est\u00e1 Solano Trindade, bra\u00e7o para o alto, sua Cidade natal n\u00e3o o esqueceu.<\/p>\n<p>Comovido fiquei, a lembran\u00e7a e a sensibilidade do Poder P\u00fablico recifense, interpretando o sentimento popular dos seus habitantes, ergue, num simples boteco, um monumento em homenagem ao seu grande filho.<\/p>\n<p>Saudades tamb\u00e9m dos memor\u00e1veis pileques no\u00a0&#8220;11 da ABI&#8221;. Quando se andava pelas ruas do Centro da Cidade Maravilhosa, altas horas da noite, absolutamente despreocupado.<\/p>\n<p>Solano, inaugura esta sess\u00e3o de &#8216;POETAS E POESIAS DE ONTEM E HOJE&#8217;, que a TRIBUNA DA IMPRENSA ONLINE presenteia aos seus leitores a partir de agora.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o para todos os internautas.<\/p>\n<p>Boa Leitura!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/poetas-e-poesias-de-ontem-e-hoje\/solano1\/\" rel=\"attachment wp-att-139532\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-139532 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano1.jpg\" alt=\"solano1\" width=\"469\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano1.jpg 469w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano1-211x300.jpg 211w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/solano1-351x500.jpg 351w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>POEMA AUTOBIOGR\u00c1FICO\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>(Solano Trindade)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cQuando eu nasci,<\/em><\/p>\n<p><em>Meu pai batia sola,<\/em><\/p>\n<p><em>Minha mana pisava milho no pil\u00e3o,<\/em><\/p>\n<p><em>Para o angu das manh\u00e3s\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Portanto eu venho da massa,<\/em><\/p>\n<p><em>Eu sou um trabalhador\u2026\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Ouvi o ritmo das m\u00e1quinas,<\/em><\/p>\n<p><em>E o borbulhar das caldeiras\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Obedeci ao chamado das sirenes\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Morei num mucambo do \u201c\u201dBode\u201d&#8221;,<\/em><\/p>\n<p><em>E hoje moro num barraco na Sa\u00fade\u2026\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o mudei nada\u2026\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong><em>CANTO DOS PALMARES<\/em><\/strong><em>\u00a0(trechos)<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAinda sou poeta<\/em><\/p>\n<p><em>meu poema<\/em><\/p>\n<p><em>levanta os meus irm\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p><em>Minhas amadas<\/em><\/p>\n<p><em>se preparam para a luta,<\/em><\/p>\n<p><em>os tambores<\/em><\/p>\n<p><em>n\u00e3o s\u00e3o mais pac\u00edficos<\/em><\/p>\n<p><em>at\u00e9 as palmeiras<\/em><\/p>\n<p><em>t\u00eam amor \u00e0 liberdade\u201d.<\/em><\/p>\n<h3><b><\/b><b><a href=\"http:\/\/www.tribunadaimprensaonline.com\/2015\/10\/therezinha-zerbini-um-adeus-muito.html\"><br \/>\n<\/a><\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comovido fiquei, a lembran\u00e7a e a sensibilidade do Poder P\u00fablico recifense, interpretando o sentimento popular dos seus habitantes, ergue, num simples bo<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":139530,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-139528","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/manuel-bandeira.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139528"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139528\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}