{"id":144658,"date":"2016-08-14T14:21:49","date_gmt":"2016-08-14T17:21:49","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=144658"},"modified":"2016-08-14T14:21:49","modified_gmt":"2016-08-14T17:21:49","slug":"93-dos-executivos-dizem-conhecer-alguem-corrupto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/93-dos-executivos-dizem-conhecer-alguem-corrupto\/","title":{"rendered":"93% dos executivos dizem conhecer algu\u00e9m corrupto"},"content":{"rendered":"<div class=\"manchete padrao1\">\n<h1><\/h1>\n<\/div>\n<div id=\"texto-noticia\" class=\"conteudo\">\n<div class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal nos \u00faltimos anos tiveram um efeito significativo sobre a percep\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o entre os executivos \/ Foto: freepik\" src=\"http:\/\/imagens2.ne10.uol.com.br\/ne10\/imagem\/noticia\/2016\/08\/14\/normal\/8c4a6345b98a187cb157e5a9853b96b2.jpg\" alt=\"Opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal nos \u00faltimos anos tiveram um efeito significativo sobre a percep\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o entre os executivos \/ Foto: freepik\" width=\"620\" height=\"372\" \/>Opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal nos \u00faltimos anos tiveram um efeito significativo sobre a percep\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o entre os executivos<em>Foto: freepik<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>As dezenas de opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal nos \u00faltimos anos, em especial da Lava Jato, tiveram um efeito significativo sobre a percep\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o entre os executivos brasileiros. Uma pesquisa realizada por um conjunto de escrit\u00f3rios de advocacia em 19 pa\u00edses mostra que 93% dos executivos brasileiros conhecem uma empresa ou indiv\u00edduo corrupto, ante uma m\u00e9dia de 64% entre executivos da Am\u00e9rica Latina e Estados Unidos.<\/p>\n<p>No Brasil, a pesquisa foi conduzida pelo escrit\u00f3rio KLA Advogados com cerca de 700 executivos e advogados de empresas. Ela j\u00e1 est\u00e1 em sua terceira edi\u00e7\u00e3o e \u00e9 feita a cada 4 anos.Os advogados Isabel Franco e Eloy Rizzo chamam a aten\u00e7\u00e3o para o porcentual dos pesquisados que acreditava que um indiv\u00edduo seria processado caso fosse flagrado em um esquema de corrup\u00e7\u00e3o. Em 2008, apenas 15% dos entrevistados acreditavam nisso. Esse porcentual saltou para 75% em 2012, embalados pelas diversas opera\u00e7\u00f5es rumorosas da PF, como Satiagraha e Castelo de Areia, entre outras. Mas segundo os advogados, a Lava Jato \u00e9 a respons\u00e1vel por fazer esse n\u00famero chegar a 90%. Tamb\u00e9m a Lava Jato pode ser uma explica\u00e7\u00e3o para o alto porcentual de executivos que acreditam que os partidos pol\u00edticos s\u00e3o os mais envolvidos em esquemas de corrup\u00e7\u00e3o: 94%.<\/p>\n<p>Apesar de os executivos acreditarem que um processo judicial ou administrativo \u00e9 inevit\u00e1vel, a maioria ainda acredita que os acusados sair\u00e3o impunes. Apenas 26% dos entrevistados acreditam que as leis s\u00e3o efetivas para esquemas de corrup\u00e7\u00e3o. No mapa da percep\u00e7\u00e3o de corrup\u00e7\u00e3o nas Am\u00e9ricas, o Brasil \u00e9 considerado o segundo pior lugar para se fazer neg\u00f3cios, perdendo apenas para a Venezuela. Mas os outros pa\u00edses t\u00eam uma boa percep\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao combate a pr\u00e1ticas il\u00edcitas, e o Brasil \u00e9 visto como um dos mais desenvolvidos no quesito, ao lado de Estados Unidos.<\/p>\n<p>Outro dado interessante \u00e9 o conhecimento justamente das leis anticorrup\u00e7\u00e3o. A lei brasileira entrou em vigor em janeiro de 2014 e foi regulamentada no ano passado. Mas 86% dizem conhecer a lei e 62% dizem ter familiaridade com ela. Mesmo os americanos conhecem a lei brasileira, cerca de 74% dos entrevistados.<\/p>\n<h2>Leni\u00eancia<\/h2>\n<p>Mas apesar da nova lei anticorrup\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, em que as empresas s\u00e3o responsabilizadas independentemente de terem sido favorecidas ou n\u00e3o pelo ato, ainda h\u00e1 relut\u00e2ncia em informar \u00e0s autoridades quando se descobrem pr\u00e1ticas il\u00edcitas nas organiza\u00e7\u00f5es. Alguns advogados recomendam que as companhias fa\u00e7am suas investiga\u00e7\u00f5es e eliminem o problema internamente, mas n\u00e3o comuniquem \u00e0s autoridades, a n\u00e3o ser que j\u00e1 estejam sendo investigadas ou que sejam alvo de delatores.<\/p>\n<p>Um dos problemas \u00e9 que autoridade buscar para se fazer um acordo de leni\u00eancia: Minist\u00e9rio P\u00fablico, Minist\u00e9rio da Transpar\u00eancia, Cade ou Tribunal de Contas da Uni\u00e3o? E, se for um problema de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo munic\u00edpios e Estados, o problema \u00e9 ainda maior, j\u00e1 que cada uma dessas esferas pode fazer seu pr\u00f3prio processo contra empresa corruptas. A advogada Fab\u00edola Camarota, do escrit\u00f3rio Souza, Cescon, lembra ainda uma outra quest\u00e3o pela qual passam as empresas brasileiras hoje: a publicidade do ato de corrup\u00e7\u00e3o, que afeta diretamente a imagem das organiza\u00e7\u00f5es e dificulta acesso a cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S.Paulo<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas apesar da nova lei anticorrup\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, em que as empresas s\u00e3o responsabilizadas independentemente de terem sido favorecidas ou n\u00e3o pelo ato, ainda h\u00e1 relut\u00e2ncia em informar \u00e0s autoridades quando se descobrem pr\u00e1ticas il\u00edcitas nas organiza\u00e7\u00f5es. 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