{"id":147970,"date":"2016-08-30T09:44:44","date_gmt":"2016-08-30T12:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=147970"},"modified":"2016-08-30T09:44:44","modified_gmt":"2016-08-30T12:44:44","slug":"crise-economica-faz-alunos-sairem-da-sala-de-aula-para-trabalhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/crise-economica-faz-alunos-sairem-da-sala-de-aula-para-trabalhar\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica faz alunos sa\u00edrem da sala de aula para trabalhar"},"content":{"rendered":"<header class=\"article-header\">\n<h1 class=\"article-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"article-subtitle\" style=\"text-align: justify;\"><em>Taxa de participa\u00e7\u00e3o dos jovens entre 14 e 17 anos na for\u00e7a de trabalho vem crescendo desde terceiro trimestre de 2014<\/em><\/h2>\n<div class=\"article-author\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/header>\n<section class=\"article-content\">\n<div class=\"featured-image\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" class=\"attachment-featured-image size-featured-image wp-post-image lazyloaded\" title=\"Sala de aula vazia\" src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2016\/08\/sala-de-aula-vazia-e1472558706798.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" alt=\"Sala de aula vazia\" data-src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2016\/08\/sala-de-aula-vazia-e1472558706798.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" data-srcset=\"\" data-sizes=\"\" \/><\/div>\n<p class=\"caption\">A taxa de desemprego na faixa et\u00e1ria entre 14 e 17 anos foi a que registrou maior aumento no segundo trimestre de 2016 ante o mesmo per\u00edodo do ano anterior (iStock\/Getty Images)<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deteriora\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho levou a um aumento na busca de adolescentes por emprego, o que est\u00e1 ajudando a piorar a evas\u00e3o escolar no pa\u00eds. A taxa de desemprego na faixa et\u00e1ria entre 14 e 17 anos foi a que registrou maior aumento no segundo trimestre de 2016 ante o mesmo per\u00edodo do ano anterior: passou de 24,4% para 38,7%. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 17 anos, Luciano Cipriano decidiu trocar a sala de aula pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. H\u00e1 um m\u00eas, o adolescente come\u00e7ou a vender acess\u00f3rios eletr\u00f4nicos com um amigo na regi\u00e3o central da cidade, contrariando a vontade da m\u00e3e. A justificativa \u00e9 conhecida: ele queria ajudar em casa. \u201cMinha m\u00e3e n\u00e3o gostou que eu largasse, mas preferi trabalhar.\u201d Cipriano \u00e9 o primeiro entre seis irm\u00e3os a abandonar os estudos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade que obrigou o adolescente a deixar de frequentar a escola para ajudar em casa tem afetado tamb\u00e9m outras fam\u00edlias. A taxa de participa\u00e7\u00e3o dos jovens entre 14 e 17 anos na for\u00e7a de trabalho vem crescendo desde o terceiro trimestre de 2014, o que mostra que cada vez mais jovens est\u00e3o trabalhando. Como no segundo trimestre de 2016 a taxa de desemprego nessa faixa et\u00e1ria foi a que mais cresceu na compara\u00e7\u00e3o com um ano antes (atingindo 38,7%), isso significa que um n\u00famero ainda maior de adolescentes tem procurado emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ana Carolina dos Santos, de 16 anos, nunca trabalhou. Mas h\u00e1 cerca de seis meses, quando o pai perdeu o emprego de soldador, ela decidiu abandonar os estudos e buscar uma ocupa\u00e7\u00e3o. A procura, no entanto, n\u00e3o tem sido f\u00e1cil. \u201cAinda n\u00e3o fiz nenhuma entrevista. Mando curr\u00edculos, mas nunca me chamam.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador Sandro Sacchet, da Diretoria de Estudos Macroecon\u00f4micos do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), explica que o aumento na evas\u00e3o escolar para que os jovens possam trabalhar e complementar a renda da fam\u00edlia \u00e9 um fen\u00f4meno tempor\u00e1rio, motivado pela crise. \u201cAssim que as condi\u00e7\u00f5es melhorarem e que o emprego se recuperar, as pessoas mais jovens voltam a estudar\u201d, afirmou Sacchet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele diz, no entanto, que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer quando o mercado de trabalho brasileiro come\u00e7ar\u00e1 a mostrar recupera\u00e7\u00e3o. Sacchet espera que a taxa de desemprego, atualmente em 11,3%, deve se aproximar de 12% antes de mostrar rea\u00e7\u00e3o, provavelmente ao longo de 2017. \u201cA taxa de desemprego deve continuar piorando um pouco at\u00e9 o fim do ano, mas num ritmo menor do que vinha acontecendo at\u00e9 ent\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ter se acentuado em 2016, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre os jovens j\u00e1 vinha crescendo desde 2014. Foi nessa \u00e9poca que Pablo Santos, de 17 anos, saiu da escola. O jovem de Nova Igua\u00e7u, na baixada fluminense, abandonou os estudos no 9\u00ba ano do Ensino Fundamental porque \u201cqueria ter suas coisas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa foi a mesma justificativa usada por Tiago J\u00fanior,de 17 anos, para explicar o abandono da escola no \u00faltimo ano do Ensino Fundamental. \u201cEssa foi a sa\u00edda que eu encontrei para ter o que eu queria, sem fazer coisa errada\u201d, disse. Morador de Padre Miguel, ele diz que em sua comunidade adolescentes que abandonam a escola para trabalhar \u201c\u00e9 o que mais tem.\u201d\u00a0<em>(Estad\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Taxa de participa\u00e7\u00e3o dos jovens entre 14 e 17 anos na for\u00e7a de trabalho vem crescendo desde terceiro trimestre de 2014<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":122772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175],"tags":[],"class_list":["post-147970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/sala-de-aula-menina-caminhando-no-mato.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}