{"id":150149,"date":"2016-09-12T04:36:39","date_gmt":"2016-09-12T07:36:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=150149"},"modified":"2016-09-12T04:36:39","modified_gmt":"2016-09-12T07:36:39","slug":"renda-maior-pesa-no-desempenho-ate-de-estudantes-das-redes-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/renda-maior-pesa-no-desempenho-ate-de-estudantes-das-redes-publicas\/","title":{"rendered":"Renda maior pesa no desempenho at\u00e9 de estudantes das redes p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<div class=\"font_b font_tt\"><\/div>\n<div class=\"row change_font\">\n<div class=\"col-md-12 popup-gallery\"><a title=\"Desigualdade entre a nota de alunos aumentou na maioria dos Estados. Foto: ABr\" href=\"http:\/\/www.diariodopoder.com.br\/style\/images\/images\/Educac%CC%A7a%CC%83o%20basica%20foto%20ABr.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" src=\"http:\/\/www.diariodopoder.com.br\/style\/images\/images\/Educac%CC%A7a%CC%83o%20basica%20foto%20ABr.jpeg\" \/><\/a><\/p>\n<div>DESIGUALDADE ENTRE A NOTA DE ALUNOS AUMENTOU NA MAIORIA DOS ESTADOS. FOTO: ABR<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-md-12 font_a popup-gallery\">\n<div class=\"pull-right hidden-xs\"><\/div>\n<p>A desigualdade entre a nota dos alunos de escolas p\u00fablicas pobres e ricas aumentou na maioria dos Estados do Pa\u00eds. Embora o desempenho geral dos estudantes de escola p\u00fablica esteja melhorando no quadro geral, a diferen\u00e7a de renda est\u00e1 pesando mais no resultado final. O quadro \u00e9 mais acentuado em Estados do Norte.A diferen\u00e7a no desempenho desses alunos em L\u00edngua Portuguesa \u00e9 maior em 17 Estados do Pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a 2009. Isso \u00e9 o que mostraram os dados da Prova Brasil, a avalia\u00e7\u00e3o oficial feita pelo governo federal cujos resultados foram divulgados na quinta-feira. Em Matem\u00e1tica, a desigualdade aumentou em dez Estados.<\/p>\n<p>A equidade na evolu\u00e7\u00e3o dos resultados educacionais \u00e9 vista por especialistas como um dos fatores mais importantes para avaliar a qualidade das redes educacionais. O risco \u00e9 que a escola, em vez de servir como meio de equilibrar desigualdades j\u00e1 existentes na sociedade, possa acirr\u00e1-las. No ranking dos dez Estados mais desiguais em L\u00edngua Portuguesa em 2015, sete est\u00e3o no Norte.<\/p>\n<p>Especialistas apontam que diversos motivos podem explicar essa diferen\u00e7a no desempenho. Entre eles est\u00e3o problemas de falta de infraestrutura das escolas nas regi\u00f5es mais perif\u00e9ricas, car\u00eancia de aulas de refor\u00e7o e de professor assistente para os alunos com mais dificuldade, falta de estrutura familiar e at\u00e9 desest\u00edmulo \u00e0 perman\u00eancia dos melhores professores.<\/p>\n<p>Os dados constam de um estudo elaborado pelo Instituto Ayrton Senna (IAS), a pedido do Estado. Para calcular o desempenho dos estudantes, foram utilizadas as notas dos anos iniciais do ensino fundamental (1.\u00ba a 5.\u00ba) de 2015, com dados de n\u00edvel socioecon\u00f4mico de 2013, pois os mais atuais ainda n\u00e3o foram divulgados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. O Estado do Amazonas aparece no topo do ranking da desigualdade em ambas as disciplinas. Em Matem\u00e1tica, a diferen\u00e7a de pontos \u00e9 de 37,7, enquanto em L\u00edngua Portuguesa chega a 48,6.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a pode representar mudan\u00e7as significativas no conhecimento dos estudantes nessas disciplinas. Na escala de profici\u00eancia de L\u00edngua Portuguesa, a m\u00e9dia dos alunos mais pobres indica que eles n\u00e3o conseguem, por exemplo, localizar informa\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas em reportagens, propagandas ou reconhecer a rela\u00e7\u00e3o de causa e consequ\u00eancia em poemas, contos e tirinhas. J\u00e1 na parcela mais rica, os alunos j\u00e1 conseguem identificar assuntos comuns a duas reportagens e o efeito de humor em piadas, por exemplo. Em Matem\u00e1tica, a m\u00e9dia dos alunos mais ricos j\u00e1 demonstra que eles s\u00e3o capazes, por exemplo, de converter uma hora em minutos e interpretar horas em rel\u00f3gios de ponteiros, diferentemente dos estudantes de institui\u00e7\u00f5es mais pobres.<\/p>\n<p>O diretor de articula\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o do IAS, Mozart Neves Ramos, ressalta que essa diferen\u00e7a na oferta de ensino pode piorar a desigualdade j\u00e1 existente na sociedade. &#8220;Em vez de ajudar a compensar as poss\u00edveis diferen\u00e7as de oportunidades que o n\u00edvel socioecon\u00f4mico acaba impondo aos estudantes, o sistema educacional acaba refor\u00e7ando ainda mais essas distor\u00e7\u00f5es&#8221;, diz. Para o economista e professor do Insper S\u00e9rgio Firpo, \u00e9 importante que os gestores n\u00e3o se preocupem apenas com a m\u00e9dia geral do Ideb, mas com as diferen\u00e7as entre as escolas. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel aumentar a m\u00e9dia sem fazer com que todo mundo melhore por igual e isso parece ser a principal li\u00e7\u00e3o que esses dados mostram&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Fatores<\/strong> &#8211; O n\u00edvel socioecon\u00f4mico \u00e9 um dos fatores que mais impactam o desempenho da escola, mas n\u00e3o define o destino dessas unidades. Caracter\u00edsticas como oferta de refor\u00e7o escolar, menor rotatividade de professores, n\u00famero de falta dos alunos e at\u00e9 o acesso pr\u00e9vio \u00e0 pr\u00e9-escola ou \u00e0 creche podem fazer com que a unidade melhore, ainda que em condi\u00e7\u00f5es de pobreza. (AE)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade entre a nota dos alunos de escolas p\u00fablicas pobres e ricas aumentou na maioria dos Estados do Pa\u00eds. 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