{"id":150264,"date":"2016-09-12T10:15:30","date_gmt":"2016-09-12T13:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=150264"},"modified":"2016-09-12T10:15:30","modified_gmt":"2016-09-12T13:15:30","slug":"cachaca-encara-de-frente-seus-concorrentes-destilados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cachaca-encara-de-frente-seus-concorrentes-destilados\/","title":{"rendered":"Cacha\u00e7a encara de frente seus concorrentes destilados"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"titNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<h4 class=\"gravataNoticia\" style=\"text-align: justify;\"><em>Com as linhas artesanais e premium, bebida tem seu dia nacional na ter\u00e7a (13)<\/em><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"dataAutor\">Marina Barbosa<\/span><\/p>\n<div id=\"content\" class=\"outro outro2\">\n<div class=\"textoNoticia\">\n<div class=\"caixa0\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"caixaArquivos\">\n<div class=\"conteudocaixa\"><img decoding=\"async\" id=\"wm1\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/imagens\/cachaca820barris.jpg\" \/><span class=\"legenda\">Setor movimenta R$ 7 bilh\u00f5es produzindo mais de 700 milh\u00f5es de litros por ano<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>S\u00edmbolo do Brasil quando se fala em bebidas, a cacha\u00e7a ter\u00e1 o dia todo para ela na ter\u00e7a-feira (13). O Dia Nacional da Cacha\u00e7a, bebida que h\u00e1 mais de 400 anos faz a alegria dos brasileiros e movimenta a economia nacional. Produzida inicialmente por escravos, a aguardente amargou por anos uma posi\u00e7\u00e3o inferior nas prateleiras dos bares, mas hoje j\u00e1 encara qualquer concorrente destilado com suas linhas artesanais e premium. E, assim, ganha cada vez mais espa\u00e7o na mesa e na ind\u00fastria nacional, sobretudo, na pernambucana. Afinal, o Estado \u00e9 o segundo maior produtor e consumidor da caninha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o Instituto Brasileiro da Cacha\u00e7a (Ibrac), o setor movimenta R$ 7 bilh\u00f5es produzindo mais de 700 milh\u00f5es de litros por ano. E Pernambuco responde por cerca de 12% desse volume, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa). Os n\u00fameros poderiam ser ainda maiores n\u00e3o fosse \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f4mica, mas ainda assim s\u00e3o comemorados pelos produtores estaduais. Por aqui, ao contr\u00e1rio do que aconteceu na maior parte do Pa\u00eds, a crise n\u00e3o reduziu a produ\u00e7\u00e3o e o consumo da bebida. Prova disso s\u00e3o as marcas Sanha\u00e7u e Carvalheira, que pretendem ampliar sua produ\u00e7\u00e3o em pelo menos 15% neste ano. A Pit\u00fa tamb\u00e9m n\u00e3o pretende terminar o ano com n\u00fameros negativos. A expectativa \u00e9 manter a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, o que j\u00e1 \u00e9 considerado uma vit\u00f3ria neste per\u00edodo de crise. O pensamento \u00e9 o mesmo na 51, que nasceu em S\u00e3o Paulo e tem uma filial no Cabo de Santo Agostinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO mercado, no geral, est\u00e1 morno por conta da crise; mas a cacha\u00e7a vem mantendo bons n\u00edveis de venda. N\u00f3s, por exemplo, estamos mantendo o mesmo volume de vendas do ano passado, quando produzimos cerca de 95 milh\u00f5es de litros\u201d, comemora o diretor comercial e de marketing da Pit\u00fa, Alexandre Ferrer, dizendo que at\u00e9 a crise ajudou o setor. \u201cA cacha\u00e7a \u00e9 o produto de menor valor agregado no nicho das bebidas, por isso larga na frente nesta \u00e9poca. Afinal, as pessoas n\u00e3o deixam de beber na crise. Elas passam a buscar produtos mais apropriados para seu bolso. Por isso, muita gente acabou migrando da vodka para a cacha\u00e7a nos \u00faltimos meses\u201d, revela Ferrer, que administra a Pit\u00fa com a irm\u00e3 Maria das Vit\u00f3rias Carneiro Cavalcanti. Eles representam a terceira gera\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica, que foi criada em Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o h\u00e1 78 anos por Joel C\u00e2ndido Carneiro, Severino Ferrer de Morais e Jos\u00e9 Ferrer de Morais.<\/p>\n<div class=\"caixa1\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"creditos\">Leo Motta<\/div>\n<div class=\"caixaArquivos1\">\n<div class=\"conteudocaixa1\"><img decoding=\"async\" id=\"wm0\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/imagens\/01Econo12092016.jpg\" \/><\/div>\n<p><span class=\"legenda\">\u201cA cacha\u00e7a vem mantendo bons n\u00edveis de venda, declara, otimista, Alexandre Ferrer<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p>Hoje, a Pit\u00fa \u00e9 a maior produtora do Norte\/Nordeste e a grande respons\u00e1vel pela posi\u00e7\u00e3o de Pernambuco como o segundo maior produtor brasileiro. No cen\u00e1rio nacional, a marca s\u00f3 perde para a 51, que tem 27% do market share do mercado e produz 200 milh\u00f5es de litros por ano. \u00c9 cacha\u00e7a suficiente para servir 104 mil doses por segundo; 374 mil doses por hora ou 9 milh\u00f5es de doses por dia. O volume corresponde a 40% da produ\u00e7\u00e3o brasileira, que gira em torno dos 700 milh\u00f5es de litros apesar de a capacidade instalada ser de 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a 51 dominar o mercado nacional, quem larga na frente quando o assunto \u00e9 exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 a Pit\u00fa. Hoje, quase 2,5 milh\u00f5es da bebida produzida em Pernambuco s\u00e3o levados para 20 outros pa\u00edses por ano. O volume corresponde a 22% da aguardente de exporta\u00e7\u00e3o, mas ainda \u00e9 pouco diante do que \u00e9 destinado ao mercado interno. \u201cSomos l\u00edderes no com\u00e9rcio internacional, mas o que vai para fora representa apenas de 1% a 2% da nossa produ\u00e7\u00e3o\u201d, conta a diretora de Produtos e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Pit\u00fa, Maria das Vit\u00f3rias. Ela ainda diz que, apesar de levar a marca do Brasil para o exterior, a cacha\u00e7a poderia ter \u00edndices de exporta\u00e7\u00f5es muito maiores. \u201cFalta apoio do Governo brasileiro na divulga\u00e7\u00e3o institucional da bebida\u201d, reclama, contando que o produto ainda n\u00e3o tem, por exemplo, o reconhecimento de produto genuinamente brasileiro na Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reivindica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cacha\u00e7a (Ibrac), Carlos Lima concorda com a produtora pernambucana e diz que o Governo poderia colaborar tamb\u00e9m com o mercado nacional. Ele pede, por exemplo, redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. \u201cO setor sempre esteve sujeito a uma carga tribut\u00e1ria muito alta e, no fim do ano passado, o Governo Federal ainda reajustou o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a cacha\u00e7a em mais de 300%\u201d, lembra, contando que, al\u00e9m de encarecer o produto final, o reajuste deixou muitos pequenos produtores incapazes de continuar suas atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o bastasse isso, muitos dos pequenos que conseguiram continuar no mercado atuam na irregularidade. Segundo Lima, o Brasil tem cerca de 11 mil produtores, mas s\u00f3 1,5 mil s\u00e3o devidamente registrados. \u201c\u00c9 ruim para o mercado e para a ind\u00fastria porque reduz a qualidade do produto\u201d, reclama, pedindo ajuda do Governo Federal, sobretudo neste momento, em que \u00e9 preciso retomar o volume de produ\u00e7\u00e3o nacional registrado antes da crise econ\u00f4mica. \u201cO Governo brasileiro precisa \u2018assumir\u2019 a cacha\u00e7a como um bem e um patrim\u00f4nio do Brasil. Afinal, por ter a sua produ\u00e7\u00e3o pulverizada em milhares de produtores espalhados pelo Brasil, a cacha\u00e7a se destaca por ser um dos poucos produtos, se n\u00e3o for o \u00fanico, a comunicar a riqueza cultural e diversidade do Brasil.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: FolhaPE<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as linhas artesanais e premium, bebida tem seu dia nacional na ter\u00e7a (13)<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":150265,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,11],"tags":[],"class_list":["post-150264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-regional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cachaca820barris.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150264\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}