{"id":150545,"date":"2016-09-14T06:04:57","date_gmt":"2016-09-14T09:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=150545"},"modified":"2016-09-14T06:04:57","modified_gmt":"2016-09-14T09:04:57","slug":"estupro-medo-compartilhado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estupro-medo-compartilhado\/","title":{"rendered":"Estupro: Medo compartilhado"},"content":{"rendered":"<div class=\"container bg-topo-full\">\n<div class=\"branco-final\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-9 col-lg-push-3 col-md-8 col-md-push-4 col-sm-push-4 col-sm-8\"><img decoding=\"async\" class=\"posicao-logo img-responsive\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/marca-estupro.png\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container padding-padrao\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p>Duas mulheres estupradas em menos de um m\u00eas. Uma delas em plena luz do dia. Os crimes aconteceram nos bairros do <a href=\"http:\/\/jconline.ne10.uol.com.br\/canal\/cidades\/policia\/noticia\/2016\/08\/17\/estudante-de-medicina-e-sequestrada-no-parnamirim-e-estuprada-249017.php\" target=\"_blank\">Parnamirim, contra uma estudante de medicina<\/a>, e nas <a href=\"http:\/\/jconline.ne10.uol.com.br\/canal\/cidades\/policia\/noticia\/2016\/09\/09\/mulher-e-vitima-de-estupro-a-luz-do-dia-no-grande-recife-252264.php\" target=\"_blank\">Gra\u00e7as, contra uma empres\u00e1ria<\/a>, ambos na Zona Norte do Recife. Outra foi <a href=\"http:\/\/jconline.ne10.uol.com.br\/canal\/cidades\/policia\/noticia\/2016\/09\/12\/estudante-relata-agressao-e-assalto-apos-ignorar-cantada-no-derby-252504.php\" target=\"_blank\">agredida em plena via p\u00fablica &#8216;apenas&#8217; por ignorar um ass\u00e9dio<\/a>, que na sociedade machista ganha o eufemismo de &#8216;cantada&#8217;. Tr\u00eas exemplos que trouxeram \u00e0 tona o medo de sair para estudar, trabalhar, se divertir, enfim, essas tais coisas da vida que todo ser humano tem direito.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), do in\u00edcio deste ano at\u00e9 agosto, 965 ocorr\u00eancias de estupro contra mulheres foram registradas em Pernambuco &#8211; <a href=\"http:\/\/tvjornal.ne10.uol.com.br\/noticia\/ultimas\/2016\/09\/13\/quatro-mulheres-sao-estupradas-por-dia-em-pernambuco--26137.php\" target=\"_blank\">uma m\u00e9dia de quatro por dia<\/a>. Os relatos compartilhados nas redes sociais e grupos de troca de mensagens t\u00eam em comum essas quatro letras: M.E.D.O. E diante da amea\u00e7a constante e da inoper\u00e2ncia de quem tem como atribui\u00e7\u00e3o zelar pela seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o, o jeito \u00e9 &#8216;se virar nos 30&#8217;.<\/p>\n<p>Objetos que d\u00e3o choque e spray de pimenta est\u00e3o saindo dos bolsos dos policiais para entrar nas bolsas das mulheres. Andar na rua, ainda que com o dia claro como conv\u00e9m a uma manh\u00e3 ou tarde de setembro virou motivo de tens\u00e3o. Sozinha ent\u00e3o, nem pensar!<\/p>\n<p>Bastaram relatos de que o suspeito de um estupro estariam rondando uma faculdade para ningu\u00e9m mais ter paz. Algu\u00e9m que conhece algu\u00e9m que conhece outro algu\u00e9m viu ouviu ou soube de algo. Enquanto isso, o Poder P\u00fablico orienta a v\u00edtima a &#8216;se proteger&#8217; com: &#8216;evitar sair sozinha&#8217; e evitar ruas escuras, as mesmas ruas que n\u00e3o deveriam ser escuras j\u00e1 que o contribuinte paga a taxa de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>A partir desses tr\u00eas casos, o Portal NE10 traz informa\u00e7\u00f5es sobre esse misto de inseguran\u00e7a e cultura do machismo que deixa as mulheres sitiadas dentro da pr\u00f3pria cidade, com medo de abrir um port\u00e3o para entrar em casa, entrar e sair de um carro ou simplesmente andar por uma cal\u00e7ada.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container branco-topo-cinza-escuro padding-padrao\">\n<div class=\"row bloco-txt-branco\">\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">Os casos recentes de estupro no Recife &#8211; e a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a &#8211; est\u00e3o levando muitas mulheres a recorrerem a <a href=\"http:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/social1\/2016\/08\/16\/em-tempos-de-violencia-e-abuso-sexual-mulheres-apostam-no-krav-maga\/\" target=\"_blank\">pr\u00e1ticas de defesa pessoal<\/a> e artefatos que normalmente s\u00e3o utilizados por autoridades policiais para dispersar tumultos, como spray de pimenta ou objetos que liberam uma descarga el\u00e9trica, como taser ou at\u00e9 uma lanterna. Alguns podem ser encontrados aos montes na internet, outros em lojas f\u00edsicas, inclusive no centro do Recife.<\/p>\n<p class=\"leve\">Os relatos de viol\u00eancia somados a uma experi\u00eancia pessoal negativa contribu\u00edram para uma publicit\u00e1ria do Recife procurar uma dessas lanternas que d\u00e3o choque. O clima de inseguran\u00e7a de toda fam\u00edlia fez com que ela comprasse seis de uma vez &#8211; cada uma custando R$ 30. &#8220;H\u00e1 duas semanas eu e meu noivo est\u00e1vamos no carro e fomos perseguidos por dois homens numa moto. Eles ficaram batendo no carro&#8221;, contou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12 mt3\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/lanterna.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-6 pull-right col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">Esse tipo de abordagem, inclusive, tirou a vida de um primo dela. &#8220;Ele foi perseguido e acelerou o carro. Terminou perdendo o controle e sofreu um acidente&#8221;.<\/p>\n<p class=\"leve\">Voltando \u00e0 lanterna, a publicit\u00e1ria explicou que ela n\u00e3o difere em nada de um aparelho tradicional encontrado no mercado. A diferen\u00e7a \u00e9 um fio que \u00e9 acoplado na parte de baixo. O bot\u00e3o de liga\/desliga, al\u00e9m de acender a luz, descarrega quase 10.000 w numa pessoa. Se for usada em gente com problemas card\u00edacos pode ser fatal. \u00c9 uma voltagem encontrada em fios de alta tens\u00e3o e bem pr\u00f3xima \u00e0 descarga dos aparelhos utilizados pela Pol\u00edcia de Nova Iorque, que \u00e9 de 11.000 w.<\/p>\n<p class=\"leve\">&#8220;A vendedora da loja disse que muitos policiais est\u00e3o comprando. Comprei seis para a fam\u00edlia toda. A gente sempre ouve a hist\u00f3ria de algum conhecido, algum amigo de amigo. \u00c0s vezes me sinto em p\u00e2nico, d\u00e1 uma agonia&#8221;, lembra. Como mora num condom\u00ednio fechado com seguran\u00e7a particular, ao voltar para casa ela liga, avisa que est\u00e1 chegando e um funcion\u00e1rio vai at\u00e9 \u00e0 rua para esper\u00e1-la.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">SPRAY &#8211; O medo tamb\u00e9m chegou a levar muitos companheiros a comprar esses artefatos para as mulheres. Mas a\u00ed entramos em outro questinamento: objetos que d\u00e3o choque e spray de pimenta s\u00e3o considerados armas? Sim e n\u00e3o. O problema \u00e9 que a Lei de Contraven\u00e7\u00f5es Penais, que cuida deste tema \u00e9 muito aberta. Para ter uma ideia, sequer existe regualmenta\u00e7\u00e3o para a venda dos sprays. O deputado Silas Freire (PR-PI) apresentou um projeto de lei que disciplina a venda desses produtos.<\/p>\n<p class=\"leve\">Segundo o PL a venda seria feita apenas por lojas autorizadas e em vers\u00f5es de no m\u00e1ximo 50ml &#8211; volumes superiores ficariam restritos \u00e0s For\u00e7as Armadas, pol\u00edcias e guardas municipais. Nas lojas, s\u00f3 homens maiores de 18 e mulheres maiores de 15 anos poderiam adquirir o produto &#8211; no caso das mulheres menores de idade, devem estar autorizadas pelos respons\u00e1veis legais. Antes da compra, o consumidor deveria apresentar um requerimento \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica de seu estado. Esse requerimento constaria de documentos pessoais, comprovante de resid\u00eancia e certid\u00e3o negativa de antecedentes criminais.<\/p>\n<p class=\"leve\">J\u00e1 as lojas teriam a obriga\u00e7\u00e3o de manter um banco de dados dos compradores e ensin\u00e1-los a usar o spray, al\u00e9m de emitir certificado da compra. Sem ele, o usu\u00e1rio que for abordado ter\u00e1 o produto apreendido. O uso para outro fim que n\u00e3o seja leg\u00edtima defesa faria o consumidor responder civil e criminalmente. O projeto tramita nas comiss\u00f5es de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os; Seguran\u00e7a P\u00fablica e Combate ao Crime Organizado; e Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n<p class=\"leve\">O promotor Leonardo Carib\u00e9 confirma que a Lei de Contraven\u00e7\u00f5es Penais deixa a interpreta\u00e7\u00e3o completamente aberta, pois a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 espec\u00edfica ao tratar sobre arma de fogo, deixando o conceito de &#8216;arma branca&#8217; muito mais a crit\u00e9rio da interpreta\u00e7\u00e3o da autoridade jur\u00eddica. &#8220;O que vai dizer se h\u00e1 contraven\u00e7\u00e3o \u00e9 a circunst\u00e2ncia. O Tribunal de Justi\u00e7a de Bras\u00edlia j\u00e1 interpretou que um r\u00e9u portava o spray para leg\u00edtima defesa, pois a lei fala em g\u00e1s t\u00f3xico e sufocante. O spray de pimenta n\u00e3o \u00e9 t\u00f3xico porque n\u00e3o tem veneno nem \u00e9 sufocante pq n\u00e3o impede a pessoa de respirar&#8221;, conclui.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">Ele vai al\u00e9m no caso e d\u00e1 outros exemplos de objetos de uso no cotidiano de qualquer pessoa que podem ser transportados sem licen\u00e7a &#8211; porte de armas &#8211; e usados tanto como leg\u00edtima defesa quanto para cometer crimes. O pr\u00f3prio caso do estupro sofrido pela estudante de medicina serve como exemplo, j\u00e1 que o suspeito abordou a v\u00edtima com uma faca. Um martelo, um fac\u00e3o, como usam os vendedores de coco, tamb\u00e9m se enquadram nessa lista. &#8220;A circunst\u00e2ncia do uso \u00e9 que vai dizer qual a inten\u00e7\u00e3o da pessoa. Qualquer um pode transportar uma peixeira, por exemplo&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container cinza-escuro-topo padding-padrao\">\n<div class=\"row bloco-txt-vermelho\">\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p>Os recentes casos de estupro registrados no Recife exp\u00f5em a inseguran\u00e7a, que caminha lado a lado com as pernambucanas. Nas redes sociais, o assunto toma propor\u00e7\u00f5es ainda maiores com informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o confirmadas sendo compartilhadas como corrente. &#8220;Muitas informa\u00e7\u00f5es inver\u00eddicas est\u00e3o sendo espalhadas, atrapalhando as investiga\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia e disseminando o p\u00e2nico entre as mulheres&#8221;, explica a delegada Marta Rosana, do departamento da Delegacia da Mulher, pedindo que as pessoas tenham cuidado ao repassar not\u00edcias, que podem ser falsas.<\/p>\n<p>Em um dos \u00e1udio mais compartilhados e que n\u00e3o teve sua veracidade comprovada pela pol\u00edcia, uma garota conta que uma mulher foi abordada quando entrava no carro na sa\u00edda de um bar no bairro de Santana, na Zona Norte do Recife, em uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 ocorrida com uma universit\u00e1ria no Parnamirim. Na mensagem, a identidade da v\u00edtima n\u00e3o \u00e9 informada, bem como a data exata e detalhes do ocorrido. &#8220;Ela veio sozinha e tava voltando sozinha, quando o cara entrou no carro&#8221;, diz trecho da mensagem. A Pol\u00edcia Civil, no entanto, lembra que a ocorr\u00eancia n\u00e3o foi registrada e, para que seja instaurada uma investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso que a v\u00edtima preste queixa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\">\n<p>Conforme o propriet\u00e1rio do Vaporetto Container Bar, Eduardo Freyre, de onde o \u00e1udio diz que a v\u00edtima teria sa\u00eddo, informou, nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o foi registrada. &#8220;Soube do boato pelas redes sociais e fui pego de surpresa, pois, nestes tr\u00eas anos que estamos aqui no bairro de Santana, n\u00e3o vimos nada parecido, nenhum caso de estupro&#8221;, explica Freyre. Como morador da regi\u00e3o, o empres\u00e1rio se mostra apreensivo com a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00f3s contamos com seguran\u00e7a e c\u00e2meras de filmagem. Al\u00e9m disso, \u00e9 comum ver viaturas circulando aqui no entorno. Esperamos que isso seja apenas um boato e digo isso como cidad\u00e3o. Estamos engajados nessa luta contra a viol\u00eancia&#8221;, completa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/vaporeto.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p>Na \u00e1rea, os moradores tamb\u00e9m foram pegos de surpresa pelo \u00e1udio do suposto estupro. &#8220;Fiquei sabendo esta tarde por minha vizinha. J\u00e1 moro aqui h\u00e1 dez anos e nunca aconteceu nada parecido. Assaltos at\u00e9 acontecem alguns, mas \u00e9 s\u00f3 isso mesmo&#8221;, garante a dom\u00e9stica Josefa Soares, de 54 anos. Ao lado da neta, de 3 anos, ela diz que se sentiu intimidada com a possibilidade. &#8220;Mas sempre ando atenta, olhando se n\u00e3o tem ningu\u00e9m suspeito se aproximando. Temo at\u00e9 mesmo por minha netinha, Deus me livre acontecer algo com ela&#8221;, sustenta.<\/p>\n<p>Para a gar\u00e7onete e moradora do bairro Gabriela Fernandes, a informa\u00e7\u00e3o do estupro na \u00e1rea n\u00e3o passa de uma grande mentira. &#8220;Ningu\u00e9m viu, ningu\u00e9m sabe. Essa hist\u00f3ria est\u00e1 muito mal contata. N\u00e3o acho que seja verdade. Me sinto segura por aqui, e olhe que, por conta do meu trabalho, \u00e0s vezes chego em casa \u00e0s 3h&#8221;, argumenta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\">\n<p>Ao lado do bar, fica o Col\u00e9gio Eminente, que conta com c\u00e2meras de seguran\u00e7a voltadas para a rua. Segundo informa\u00e7\u00f5es da diretoria, a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi oficialmente informada do caso. Caso seja procurado pela pol\u00edcia, o col\u00e9gio garante que ir\u00e1 colaborar com as poss\u00edveis investiga\u00e7\u00f5es, inclusive cedendo as imagens das c\u00e2meras.<\/p>\n<p>J\u00e1 no pr\u00e9dio Baronesa de Gurjah\u00fa, que fica de frente para o bar, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 de aten\u00e7\u00e3o redobrada. &#8220;A ger\u00eancia do pr\u00e9dio orientou que todos os porteiros prestem bastante aten\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00e2meras e no momento de abertura e fechamento dos port\u00f5es&#8221;, explica o porteiro Ailton Jos\u00e9 da Silva, de 34 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/colegio.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-12 col-xs-12\">\n<p>De acordo com a Prefeitura do Recife, as c\u00e2meras mais pr\u00f3ximas ao local onde o suposto caso teria ocorrido ficam no Parque de Santana. O monitoramento \u00e9 feito 24 horas por dia do pr\u00e9dio da sede da Prefeitura do Recife, no Centro da cidade, e a Pol\u00edcia Militar \u00e9 acionada quando alguma suspeita \u00e9 identificada.<\/p>\n<p>Compartilhar informa\u00e7\u00f5es falsas \u00e9 crime &#8211; A inten\u00e7\u00e3o pode at\u00e9 ser boa, mas na hora que voc\u00ea compartilha uma informa\u00e7\u00e3o falsa pode estar cometendo um crime, mesmo sem querer. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil encontrar a pessoa que iniciou o boato, mas todos que ajudaram na divulga\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo curtiram uma postagem nas redes sociais, podem acabar acabar respondendo na Justi\u00e7a por difundir informa\u00e7\u00f5es falsas na internet e prejudicar a imagem de pessoas ou empresas&#8221;, explica Raquel Saraiva, advogada na \u00e1rea de direito digital.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\"><\/div>\n<div class=\"col-lg-12 col-xs-12\">\n<p>Para evitar transtornos, a sa\u00edda \u00e9 esperar informa\u00e7\u00f5es oficiais antes de repassar not\u00edcias nas redes sociais, orienta a jurista. &#8220;\u00c9 o caminho mais seguro, at\u00e9 porque o compartilhamento de boatos pode acabar prejudicando as investiga\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia&#8221;, completa Saraiva.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container branco-topo-verde padding-padrao\">\n<div class=\"row cinza-topo-verde\">\n<div class=\"col-lg-12 col-xs-12 verde-final padding-final mt3\">\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12 uninassau\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada margem-topo\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/uninassau.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\">\n<p>Mas o medo compartilhado entre as mulheres n\u00e3o se limita somente \u00e0s que moram nesta regi\u00e3o. Interfere tamb\u00e9m na vida de quem trabalha ou estuda na localidade, como a de alunas do Centro Universit\u00e1rio Maur\u00edcio de Nassau, no bairro das Gra\u00e7as, tamb\u00e9m na Zona Norte do Recife. Algumas delas afirmam ter visto Wellington Silva, suspeito de ter estuprado a estudante de medicina rondando os arredores da unidade de ensino.<\/p>\n<p>Em grupos do aplicativo Whatsapp, as alunas comentam que o homem teria circulado pela \u00e1rea nessa segunda (12) e nesta ter\u00e7a (13). Para Silvana Lima, do curso de Odontologia, fica o medo de andar pelos arredores da faculdade. &#8220;Sempre tem algu\u00e9m nas redes sociais nos informando algo sobre o que est\u00e1 acontecendo. Como hoje (ter\u00e7a-feira), que disseram ter visto ele por aqui e todas as meninas da minha sala ficaram apreensivas&#8221;, comenta a estudante.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p>A Uninassau se pronunciou por meio de nota dizendo que as den\u00fancias foram registradas e encaminhadas \u00e0s autoridades competentes. O Centro Universit\u00e1rio ainda refor\u00e7ou que vai adotar medidas para refor\u00e7ar a seguran\u00e7a interna e que no exterior da unidade a integridade f\u00edsica da popula\u00e7\u00e3o cabe aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Outra institui\u00e7\u00e3o de ensino do Recife que tem sido alvo dos relatos sobre viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 a Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap), mas essa no bairro da Boa Vista, no Centro. L\u00e1, dois casos chamaram a aten\u00e7\u00e3o. O primeiro deles aconteceu no dia \u00faltimo dia 31 quando uma aluna denunciou ter sido abordada no bloco G por um homem desconhecido. Detalhes da situa\u00e7\u00e3o, no entanto, permanecem desconhecidos e n\u00e3o se sabe se ela chegou a ser agredida ou violentada sexualmente.<\/p>\n<p>De acordo com a assessoria da Unicap, a estudante foi orientada a registrar um Boletim de Ocorr\u00eancia (BO), mas n\u00e3o conseguiu concluir o processo por complica\u00e7\u00f5es ao tentar fazer o exame de corpo de delito. A imagem do rapaz que teria abordado a jovem circulou nas redes sociais. Tamb\u00e9m segundo a assessoria, a fam\u00edlia do suspeito que aparece nas fotos procurou a diretoria para informar que o homem sofre de dist\u00farbios mentais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\">\n<p>Um segundo caso ainda n\u00e3o confirmado foi relatado nessa segunda (12) quando o setor de seguran\u00e7a da universidade recebeu uma den\u00fancia de que um homem vestindo uma camisa roxa estaria portando uma c\u00e2mera dentro dos banheiros femininos do bloco B.<\/p>\n<p>Segundo a assessoria da Cat\u00f3lica, um supervisor foi enviado ao local no momento em que foi feita a den\u00fancia, mas n\u00e3o encontrou ningu\u00e9m. As imagens das c\u00e2meras de seguran\u00e7a, no entanto, mostram um homem com as mesmas caracter\u00edsticas. Ele estava acompanhado de uma mulher, caminhando sem pressa em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Rua Afonso Pena, uma das vias nas proximidades da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que acabam tirando a calma dos estudantes em um ambiente onde acreditavam estar seguros. &#8220;Vi relatos no Facebook sobre o assunto e estamos com medo do que est\u00e1 acontecendo. Em uma dessas hist\u00f3rias saiu todo mundo assustado das salas, gente chorando com a onda de ass\u00e9dio&#8221;, conta Maria Eduarda Brasil, estudante de Engenharia Civil da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/unicap.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-12 col-xs-12\">\n<p>A Unicap orientou, por meio de nota, que seus alunos registrem ocorr\u00eancias no Setor de Seguran\u00e7a, que fica localizado no bloco C ou pelo telefone 2119-4094. A universidade ainda informou que est\u00e1 aumentando suas a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, al\u00e9m dos procedimentos de rotina.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container lilas-topo-verde pt3\">\n<div class=\"row bloco-txt-branco\">\n<div class=\"col-lg-6 col-lg-push-6 col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">O acusado de estuprar uma estudante de medicina de 29 anos no dia 16 de agosto &#8211; chegou a trabalhar como zelador de um pr\u00e9dio no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife. Welllington da Silva Ferreira, conhecido como Matuto, de 30 anos, foi reconhecido pela atual s\u00edndica do condom\u00ednio, Karine Costa.<\/p>\n<p class=\"leve\">&#8220;Assim que foi divulgado o retrato falado, os moradores o reconheceram. Mas ele trabalhou aqui em 2011. Depois que saiu ficamos sabendo que ele havia sido preso. Mas foi tudo depois que ele trabalhou aqui&#8221;, explicou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-lg-pull-6 pull-left col-xs-12\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/suspeito.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 col-xs-12\">\n<p class=\"leve\">Karine tamb\u00e9m informou que durante o per\u00edodo em que Wellington foi zelador do pr\u00e9dio n\u00e3o houve nenhuma queixa sobre qualquer comportamento inconveniente. &#8220;Os relatos da s\u00edndica da \u00e9poca s\u00e3o que ele era um bom funcion\u00e1rio&#8221;, disse Karine, lembrando ainda que o acusado ficou no servi\u00e7o por menos de um ano.<\/p>\n<p>A empresa respons\u00e1vel por administrar o condom\u00ednio, \u00c1gil, localizada em Olinda, na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), informou que todos os funcion\u00e1rios do pr\u00e9dio s\u00e3o contratados pelo pr\u00f3prio condom\u00ednio, n\u00e3o pertencendo ao quadro deles. Mesmo assim, eles fazem um levantamento dos candidatos a um emprego, inclusive verificando antecedentes criminais. N\u00e1 \u00e9poca em que foi contratado, Wellington n\u00e3o possu\u00eda registro policial algum. Agora, \u00e9 foragido da pol\u00edcia pelo estupro da estudante. Quem tiver informa\u00e7\u00f5es sobre ele pode ligar para o Disque-Den\u00fancia no 3421.9595, para a perman\u00eancia da Delegacia da Mulher no 3184.3353 ou para a delegada Ana Elisa no 9 9488.4159<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container topo-lilas-verde padding-padrao\">\n<div class=\"row cinza-topo-verde\">\n<div class=\"col-lg-12 col-xs-12 verde-final\">\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12 mt3\">\n<p>&#8220;Procurar andar acompanhado de pessoas de sua confian\u00e7a&#8221; \u00e9 uma das sugest\u00f5es da Pol\u00edcia Militar na preven\u00e7\u00e3o de estupros em nota divulgada nesta ter\u00e7a-feira (13), diante dos casos recentes no Recife. Essa orienta\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 criticada por feministas. A justificativa \u00e9 de que, assim, as v\u00edtimas s\u00e3o culpabilizadas e acabam se tornando ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>As dicas da pol\u00edcia s\u00e3o tamb\u00e9m de evitar uso exagerado de bebidas alco\u00f3licas, tomar cuidado com pessoas estranhas, manter a intimidade em sigilo, n\u00e3o se expor nas redes sociais e desviar de edifica\u00e7\u00f5es e terrenos abandonados. Al\u00e9m disso, observar o entorno do estacionamento antes de entrar no carro e evitar andar ou ficar parada dentro de ve\u00edculos nos locais de risco e nas ruas e avenidas de baixa circula\u00e7\u00e3o de pessoas, mal iluminadas e com problemas de infraestrutura.<\/p>\n<p>A advogada e ativista negra Vera Baroni ressalta que o Recife hoje \u00e9 uma cidade insegura e mal iluminada. De acordo com uma pesquisa realizada pela organiza\u00e7\u00e3o Action Aid na campanha Cidades Seguras para as Mulheres, 73,9% das mulheres j\u00e1 desviaram seu trajeto por causa da escurid\u00e3o da rua. &#8220;Temos uma garantia de direitos que parece letra morta, que \u00e9 letra morta. Aqueles que t\u00eam a responsabilidade de fazer essas normas serem respeitadas n\u00e3o fazem&#8221;, opina.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-6 col-xs-12\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-centralizada mt3\" src=\"http:\/\/especiais.ne10.uol.com.br\/estupro-medo-compartilhado\/img\/pm.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"col-lg-10 col-lg-push-1 pt3\">\n<p>De acordo com Baroni, a viol\u00eancia \u00e9 ainda pior para as mulheres. Isso acontece, para ela, devido \u00e0 cultura do machismo e do patriarcalismo. &#8220;Essas ideologias que n\u00e3o asseguram \u00e0s pessoas o respeito&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Para a ativista, outro motivo \u00e9 a impunidade. &#8220;Temos poucas informa\u00e7\u00f5es de puni\u00e7\u00f5es a estupradores. A diferen\u00e7a entre os que s\u00e3o presos e os que s\u00e3o apenados \u00e9 de mil para um, tanto para assassinos (de mulheres) quando para estupradores&#8221;, afirma. &#8220;N\u00e3o existe educa\u00e7\u00e3o de respeito \u00e0s mulheres nem ilumina\u00e7\u00e3o que garanta o direito de ir e vir. O Pacto pela Vida \u00e9 um fiasco e o poder p\u00fablico n\u00e3o garante seguran\u00e7a para ningu\u00e9m&#8221;, reclama ainda Baroni.<\/p>\n<p>A ativista lamenta, por\u00e9m, que tanto os casos de estupro quanto a resposta da Pol\u00edcia Militar n\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es novas. &#8220;A gente j\u00e1 fez muita coisa, deu muitas dicas. Mas tudo fica como algo que vai para a lata do lixo. O Estado n\u00e3o aproveita as contribui\u00e7\u00f5es da sociedade. A nossa vida n\u00e3o tem nenhuma garantia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A feminista K\u00e9sia Salgado concorda e ressalta que, para ela, a nota da PM &#8220;\u00e9 extremamente culpabilizadora das v\u00edtimas&#8221;. &#8220;\u00c9 mais um tipo de viol\u00eancia. Como pessoas que s\u00e3o respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a da cidade fazem as v\u00edtimas ref\u00e9ns?&#8221;, questiona. &#8220;Recife \u00e9 uma cidade que n\u00e3o promove nem bem-estar nem seguran\u00e7a para as mulheres. e a pol\u00edcia, em vez de incriminar os estupradores, culpa a v\u00edtima&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container topo-verde padding-padrao\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-10 col-xs-12 col-lg-push-1\">\n<p>Com o aumento das den\u00fancias e compartilhamentos dos relatos de v\u00edtimas de estupros nos \u00faltimos dias, muitas pessoas, sobretudo as mulheres, andam apreensivas e assustadas com o &#8216;fantasma&#8217; da viol\u00eancia sexual no Grande Recife.De acordo com levantamento do 9\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, 90,2% das pessoas do sexo feminino, sendo 73,7% de jovens entre 16 e 24 anos de idade, revelam ter medo de sofrer agress\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a viol\u00eancia, muitas mulheres sentem vergonha de denunciar e temem o julgamento da sociedade. Nesse caso, na maioria das vezes, quem deveria apoiar e ajudar, geralmente s\u00e3o os primeiros a apontar e criminalizar as v\u00edtimas. Sandra Leite, coordenadora do Centro de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Mulher V\u00edtima de Viol\u00eancia do Hospital da Mulher do Recife, orienta as v\u00edtimas a procurarem um servi\u00e7o hospitalar para serem atendidas em at\u00e9 72h ap\u00f3s o abuso. \u201cAssim que recorrer a uma unidade de sa\u00fade, a v\u00edtima vai ser atendida por uma equipe multiprofissional composta por psic\u00f3logos, assistentes sociais, m\u00e9dicos e enfermeiros. Para formalizar, ela presta queixa no pr\u00f3prio servi\u00e7o\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a coordenadora, o n\u00facleo de assist\u00eancia est\u00e1 dispon\u00edvel em todo o Estado. \u201cAp\u00f3s formalizar a queixa na Delegacia da Mulher, ela \u00e9 periciada pelo IML (Instituto de Medicina Legal) no pr\u00f3prio servi\u00e7o. A v\u00edtima n\u00e3o precisa sair do \u00f3rg\u00e3o porque \u00e9 tudo \u00e9 feito no pr\u00f3prio hospital\u201d, afirmou. Ela ainda explica que a mulher deve procurar uma unidade hospitalar, sem necessidade de encaminhamento.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que todos os servi\u00e7os de sa\u00fade da Rede P\u00fablica devem atender v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual. No Pa\u00eds, 207 unidades com Servi\u00e7os de Refer\u00eancia para Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0s Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Sexual funcionam 24 horas. Pernambuco conta com uma unidade de refer\u00eancia: o Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Mulher Wilma Lessa, que funciona no Hospital Agamenon Magalh\u00e3es, bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. L\u00e1, a mulher recebe todo suporte, incluindo apoio psicol\u00f3gico. Segundo a Secretaria de Sa\u00fade de Pernambuco, o atendimento deve ser feito na unidade mais pr\u00f3xima do local onde a v\u00edtima sofreu a viol\u00eancia. Caso haja necessidade especial, a pessoa pode ser encaminhada para um servi\u00e7o adequado.<\/p>\n<div class=\"bloco-txt-vermelho\">\n<h2>CONFIRA ALGUMAS DICAS B\u00c1SICAS DE SEGURAN\u00c7A DA POL\u00cdCIA CIVIL:<\/h2>\n<p class=\"txt-branco\">1 \u2013 Antes de sair de casa, d\u00ea uma olhada na rua, veja o movimento, s\u00f3 saia se estiver seguro;<\/p>\n<p>2 \u2013 Ao chegar em casa, verifique se n\u00e3o existem pessoas suspeitas lhe aguardando. De prefer\u00eancia de uma volta no quarteir\u00e3o antes de parar o carro;<\/p>\n<p>3 \u2013 Se tiver algu\u00e9m em casa, pe\u00e7a pelo celular para que abram o port\u00e3o, assim voc\u00ea passa menos tempo para estacionar o carro;<\/p>\n<p>4 \u2013 Ao estacionar ou parar em cruzamentos, principalmente \u00e0 noite, observe a presen\u00e7a de pessoas suspeitas nas proximidades;<\/p>\n<p>5 \u2013 Em sem\u00e1foros, fa\u00e7a uso dos espelhos retrovisores e observe pessoas e movimentos suspeitos;<\/p>\n<p>6 \u2013 Procure manter o ve\u00edculo engatado na primeira marcha e mantenha a dist\u00e2ncia do ve\u00edculo da frente, para facilitar uma arrancada r\u00e1pida em casos de emerg\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<h2>VEJA OS N\u00daMEROS DE TELEFONES PARA DENUNCIAR O AGRESSOR E BUSCAR AJUDA:<\/h2>\n<p>\u00bb Centro de Refer\u00eancia Clarice Lispector: (81) 3355-3008 \/ 3009 \/ 3010<\/p>\n<p>\u00bb Centro de Refer\u00eancia da Mulher Maristela Just: (81) 3468-2485<\/p>\n<p>\u00bb Centro de Refer\u00eancia da Mulher M\u00e1rcia Dangremon: 0800.281-2008<\/p>\n<p>\u00bb Centro de Refer\u00eancia Maria Purcina Siqueira Souto de Atendimento \u00e0 Mulher: (81) 3524-9107<\/p>\n<p>\u00bb Centro de Refer\u00eancia Dona Amarina: (81) 3551-2505<\/p>\n<p>\u00bb Central de Atendimento Cidad\u00e3 Pernambucana: 0800-281-8187<\/p>\n<p>\u00bb Central de Atendimento \u00e0 Mulher do Governo Federal: 180<\/p>\n<p>\u00bb Pol\u00edcia: 190 (se a viol\u00eancia estiver ocorrendo)<\/p>\n<p>\u00bb Disque-den\u00fancia: 180 (pode ser usado tamb\u00e9m por familiares e vizinhos)<\/p>\n<p>Fonte: JC<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas mulheres estupradas em menos de um m\u00eas. Uma delas em plena luz do dia. Os crimes aconteceram nos bairros do Parnamirim, contra uma estudante de medicina, e nas Gra\u00e7as, contra uma empres\u00e1ria, ambos na Zona Norte do Recife. Outra foi agredida em plena via <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":143700,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-150545","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/estupro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150545\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}