{"id":150848,"date":"2016-09-15T08:25:12","date_gmt":"2016-09-15T11:25:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=150848"},"modified":"2016-09-15T08:25:12","modified_gmt":"2016-09-15T11:25:12","slug":"pesquisa-abre-caminho-para-embriao-sem-ovulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisa-abre-caminho-para-embriao-sem-ovulo\/","title":{"rendered":"Pesquisa abre caminho para embri\u00e3o sem \u00f3vulo"},"content":{"rendered":"<div class=\"manchete padrao1\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/div>\n<div id=\"texto-noticia\" class=\"conteudo\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Eles alertam que a t\u00e9cnica est\u00e1 muito distante de ter qualquer aplica\u00e7\u00e3o para embri\u00f5es humanos \/ Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/imagens2.ne10.uol.com.br\/ne10\/imagem\/noticia\/2016\/09\/14\/normal\/0b095d471e103be0f419e890455c24ab.jpg\" alt=\"Eles alertam que a t\u00e9cnica est\u00e1 muito distante de ter qualquer aplica\u00e7\u00e3o para embri\u00f5es humanos \/ Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"620\" height=\"372\" \/>Eles alertam que a t\u00e9cnica est\u00e1 muito distante de ter qualquer aplica\u00e7\u00e3o para embri\u00f5es humanos<em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Cientistas conseguiram pela primeira vez, com uma nova t\u00e9cnica, fazer camundongos se reproduzirem injetando espermatozoides em uma c\u00e9lula que n\u00e3o \u00e9 um \u00f3vulo.<\/p><\/div>\n<div class=\"conteudo\">\nSegundo os autores da pesquisa, publicada nesta quarta-feira, 14, na revista Nature Communications, os resultados sugerem que a matura\u00e7\u00e3o do espermatozoide, ao contr\u00e1rio do que se pensava, pode prescindir de um \u00f3vulo. Eles alertam, no entanto, que a t\u00e9cnica ainda est\u00e1 muito distante de ter qualquer aplica\u00e7\u00e3o para embri\u00f5es humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa foi coordenada por Tony Perry, da Universidade de Bath, no Reino Unido, e tamb\u00e9m teve participa\u00e7\u00e3o de cientistas da Universidade de Regensburg, na Alemanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Perry, j\u00e1 se sabia que os ov\u00f3citos &#8211; os gametas femininos que ainda n\u00e3o foram fecundados e transformados em \u00f3vulos &#8211; podem ser &#8220;enganados&#8221; para se desenvolver, transformando-se em um embri\u00e3o sem fertiliza\u00e7\u00e3o. Mas esses pseudoembri\u00f5es resultantes do processo, chamados de partenogenotes, morrem em alguns dias, j\u00e1 que processos fundamentais de desenvolvimento, que exigem a presen\u00e7a do espermatozoide, n\u00e3o ocorrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo de cientistas, por\u00e9m, conseguiu desenvolver um m\u00e9todo para injetar espermatozoides nos pseudoembri\u00f5es de camundongos, permitindo que eles se desenvolvessem e produzissem filhotes com uma taxa de sucesso superior a 24%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses pseudoembri\u00f5es foram produzidos artificialmente, a partir de um ov\u00f3cito que foi estimulado quimicamente para iniciar o processo de divis\u00e3o celular sem a interven\u00e7\u00e3o dos espermatozoides.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nosso trabalho desafia o dogma de que apenas um \u00f3vulo fertilizado com espermatozoides pode resultar no nascimento de um mam\u00edfero vivo, que foi estabelecido quando embriologistas pioneiros observaram os ov\u00f3citos de mam\u00edferos pela primeira vez, em 1827, e observaram a fertiliza\u00e7\u00e3o, 50 anos depois&#8221;, afirmou Perry.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o cientista, os resultados do estudo sugerem que, em um futuro distante, poderia ser poss\u00edvel gerar animais utilizando espermatozoides e c\u00e9lulas que n\u00e3o s\u00e3o \u00f3vulos, como c\u00e9lulas da pele, por exemplo. &#8220;Embora isso ainda seja apenas uma ideia, poderia ter potenciais aplica\u00e7\u00f5es no futuro para tratamentos de fertilidade humana e para a reprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas&#8221;, disse Perry.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os camundongos nascidos com a t\u00e9cnica parecem totalmente saud\u00e1veis, segundo Perry, mas seu DNA tem marcas epigen\u00e9ticas diferentes das que ocorrem na fertiliza\u00e7\u00e3o normal. As marcas epigen\u00e9ticas s\u00e3o padr\u00f5es de ativa\u00e7\u00e3o e desativa\u00e7\u00e3o de determinados genes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interesse cient\u00edfico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a import\u00e2ncia do estudo consiste em avan\u00e7ar o conhecimento sobre os processos de fertiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Por enquanto n\u00e3o h\u00e1 nenhuma perspectiva de qualquer aplica\u00e7\u00e3o em humanos. Mas o estudo \u00e9 interessante para os cientistas porque permite analisar o que acontece com as marcas epigen\u00e9ticas quando se faz um experimento como esse, possibilitando aprofundar nosso entendimento sobre o complexo processo de fertiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Mayana \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela afirma, no entanto, que o estudo n\u00e3o abre nenhuma perspectiva para aplica\u00e7\u00f5es como a reprodu\u00e7\u00e3o humana sem a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, por exemplo. &#8220;As conclus\u00f5es do estudo n\u00e3o t\u00eam nada a ver com esse tipo de especula\u00e7\u00e3o. O que h\u00e1 de relevante no estudo \u00e9 que ele contesta a ideia de que um espermatozoide s\u00f3 poderia amadurecer dentro de um \u00f3vulo&#8221;, disse Mayana. (EA)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela afirma, no entanto, que o estudo n\u00e3o abre nenhuma perspectiva para aplica\u00e7\u00f5es como a reprodu\u00e7\u00e3o humana sem a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, por exemplo. &#8220;As conclus\u00f5es do estudo n\u00e3o t\u00eam nada a ver com esse tipo de <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":150849,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-150848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/embriao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150848\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}