{"id":151514,"date":"2016-09-19T00:30:42","date_gmt":"2016-09-19T03:30:42","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=151514"},"modified":"2016-09-18T19:36:37","modified_gmt":"2016-09-18T22:36:37","slug":"mais-de-4-dos-condenados-morte-nos-eua-sao-inocentes-indica-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mais-de-4-dos-condenados-morte-nos-eua-sao-inocentes-indica-estudo\/","title":{"rendered":"Mais de 4% dos condenados \u00e0 morte nos EUA s\u00e3o inocentes, indica estudo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Alessandra Corr\u00eaa<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/304\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2012\/10\/26\/121026145842_death_chamber_464x261_getty.jpg\" alt=\"Corredor da morte (Getty)\" width=\"464\" height=\"261\" data-highest-encountered-width=\"304\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width lead\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Pesquisa analisou dados de r\u00e9us condenados \u00e0 morte entre 1973 e 2004<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Um <a class=\"story-body__link-external\" href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2014\/04\/23\/1306417111.abstract\">estudo<\/a> publicado nesta segunda-feira pela revista cient\u00edfica<i>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/i> estima que pelo menos 4,1% dos condenados \u00e0 morte nos EUA s\u00e3o inocentes &#8211; uma em cada 25 pessoas condenadas.<\/p>\n<p>Segundo o autor principal, Samuel R. Gross, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Michigan, os pesquisadores chegaram ao resultado usando a an\u00e1lise de sobreviv\u00eancia, uma t\u00e9cnica de estat\u00edstica que leva em conta vari\u00e1veis de tempo at\u00e9 a ocorr\u00eancia de determinados fatos de interesse, como a morte.<\/p>\n<p>A estimativa, definida pelos autores como &#8220;conservadora&#8221;, \u00e9 baseada em dados sobre r\u00e9us sentenciados \u00e0 morte entre 1973 e 2004.<\/p>\n<p>O percentual \u00e9 o dobro do de sentenciados \u00e0 morte que tiveram sua condena\u00e7\u00e3o revertida e foram libertados por serem inocentes no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, em 31 de dezembro de 2004, final do per\u00edodo analisado, apenas 1,6% dos 7.482 condenados \u00e0 morte haviam tido suas senten\u00e7as revertidas por serem inocentes.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Casos<\/h2>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas houve v\u00e1rios casos de condenados \u00e0 morte nos EUA que acabaram inocentados e libertados, depois de comprovado que n\u00e3o haviam cometido os crimes dos quais eram acusados.<\/p>\n<p>Um dos casos mais recentes \u00e9 o de Glenn Ford, libertado em mar\u00e7o deste ano depois de passar quase 30 anos no corredor da morte por um crime que n\u00e3o cometeu.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/ws\/304\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2014\/03\/12\/140312180039_glenn_ford_death_row_304x171__nocredit.jpg\" alt=\"Glenn Ford\" width=\"304\" height=\"171\" data-highest-encountered-width=\"304\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Ford foi libertado em mar\u00e7o ap\u00f3s passar quase 30 anos no corredor da morte por crime que n\u00e3o cometeu<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ford, de 64 anos, havia sido condenado por um assassinato ocorrido em 1983 e desde 1985 estava preso no Estado da Louisiana. No m\u00eas passado, ele foi finalmente inocentado e libertado.<\/p>\n<p>No entanto, segundo Gross, apenas uma minoria consegue ter sua inoc\u00eancia provada e reconquista a liberdade.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos inocentes sentenciados \u00e0 morte nunca s\u00e3o identificados ou libertados&#8221;, diz o autor do estudo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Execu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Os pesquisadores dizem n\u00e3o ter como estimar o n\u00famero exato de inocentes executados.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos dados e a experi\u00eancia de especialistas na \u00e1rea indicam que o sistema de justi\u00e7a criminal se esfor\u00e7a muito mais para evitar a execu\u00e7\u00e3o de inocentes do que para evitar que permane\u00e7am presos indefinidamente&#8221;, afirmam.<\/p>\n<p>Uma maneira de fazer isso \u00e9 a convers\u00e3o de penas de morte em pris\u00e3o perp\u00e9tua quando h\u00e1 d\u00favidas sobre a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, nenhum processo de retirar r\u00e9us potencialmente inocentes da fila de execu\u00e7\u00f5es \u00e9 \u00e0 prova de falhas. Com uma taxa de erros em julgamentos de mais de 4%, \u00e9 quase certo que muitos dos 1.320 acusados executados desde 1977 eram inocentes&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>A convers\u00e3o de penas de morte em pris\u00e3o perp\u00e9tua representa outro problema.<\/p>\n<p>Segundo os autores, depois de serem transferidos do corredor da morte para pris\u00e3o perp\u00e9tua, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que esses prisioneiros sejam libertados, mesmo que sejam inocentes, e s\u00e3o grandes as chaces de que acabem morrendo na pris\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?attachment_id=151516\" rel=\"attachment wp-att-151516\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-151516\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cama-da-morte-1-300x169.jpg\" alt=\"cama-da-morte\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cama-da-morte-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cama-da-morte-1-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cama-da-morte-1.jpg 304w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> pris\u00e3o perp\u00e9tua) realmente sejam inocentes, t\u00eam bem menos chances de serem libertados do que se permanecessem no corredor da morte&#8221;, diz o estudo.<\/span><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Temor<\/h2>\n<p>Para o diretor-executivo do Death Penalty Information Center (Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre a Pena de Morte), Richard Dieter, o estudo confirma o principal temor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte: o de que inocentes estejam sendo punidos por crimes que n\u00e3o cometeram.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 a principal preocupa\u00e7\u00e3o, de que estamos deixando passar alguns desses casos (de inocentes condenados \u00e0 morte). E o estudo confirma isso&#8221;, disse Dieter \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Ele observa que o risco de que inocentes sejam mortos \u00e9 o grande fator a influenciar a mudan\u00e7a de opini\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte.<\/p>\n<p>Dieter cita casos como o de Illinois, um dos 18 Estados americanos que aboliram a pena capital.<\/p>\n<p>&#8220;O governador decidiu parar com todas as execu\u00e7\u00f5es depois de comprovado que mais prisioneiros estavam sendo libertados do corredor da morte (por serem inocentes) do que sendo executados&#8221;, lembra.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem o risco de execu\u00e7\u00e3o, dizem os pesquisadores, a tend\u00eancia \u00e9 de que advogados, tribunais e o sistema judici\u00e1rio como um todo dediquem menos tempo e recursos buscando casos de poss\u00edveis inocentes condenados injustamente.<\/p>\n<p>&#8220;Caso (os que t\u00eam a senten\u00e7a convertida em<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":151516,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-151514","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/cama-da-morte-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151514\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}