{"id":152283,"date":"2016-09-23T00:12:12","date_gmt":"2016-09-23T03:12:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=152283"},"modified":"2016-09-22T18:34:35","modified_gmt":"2016-09-22T21:34:35","slug":"supertelescopio-desvenda-segredos-de-bolha-gigante-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/supertelescopio-desvenda-segredos-de-bolha-gigante-no-espaco\/","title":{"rendered":"Supertelesc\u00f3pio desvenda segredos de bolha gigante no espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/3502\/production\/_91307531_b8881b78-59ef-4736-8015-3a880fa9fbf4.jpg\" alt=\"Simula\u00e7\u00e3o feita pela Nasa da bolha Lyman-alpha\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Simula\u00e7\u00e3o da bolha Lyman-alpha criada pelo supercomputador Pleiades da Nasa, mostrando a distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s da bolha<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Um grupo internacional de pesquisadores utilizou telesc\u00f3pios gigantes para identificar os segredos e a natureza de um objeto muito distinto no universo, chamado de bolha Lyman-alpha (LAB).<\/p>\n<p>Essas bolhas s\u00e3o enormes nuvens de hidrog\u00eanio e para descobrir mais sobre sua composi\u00e7\u00e3o foram necess\u00e1rios diversos telesc\u00f3pios gigantes, entre eles o Alma (sigla para Atacama Large Millimeter\/Submillimeter Array) e o ESO Very Large Telescope, ou VLT.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, os astr\u00f4nomos ainda n\u00e3o sabiam por que essas grandes nuvens de g\u00e1s eram t\u00e3o brilhantes, mas os telesc\u00f3pios identificaram duas gal\u00e1xias no cora\u00e7\u00e3o de um desses objetos que est\u00e3o passando por uma forma\u00e7\u00e3o estelar que provoca a ilumina\u00e7\u00e3o no entorno.<\/p>\n<p>Essas gal\u00e1xias, em contrapartida, est\u00e3o no centro de um &#8220;cacho&#8221; de outras menores, no que parece ser a fase inicial de forma\u00e7\u00e3o de um grupo massivo de gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, as duas gal\u00e1xias observadas dentro da bolha de Lyman-alpha devem evoluir para uma grande gal\u00e1xia el\u00edptica.<\/p>\n<p>As bolhas Lyman-Alpha podem cobrir centenas de milhares de anos luz e s\u00e3o encontradas a longas dist\u00e2ncias c\u00f3smicas. O nome reflete a caracter\u00edstica das ondas ultravioletas que elas emitem, conhecidas como radia\u00e7\u00e3o Lyman-alpha.<\/p>\n<p>Desde a descoberta dessas bolhas, os processos que levam \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dessas estruturas t\u00eam sido um quebra-cabe\u00e7as para os astr\u00f4nomos. Mas novas observa\u00e7\u00f5es do Alma podem agora ter solucionado o mist\u00e9rio.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">As bolhas<\/h2>\n<p>Uma das maiores bolha Lyman-alpha conhecidas &#8211; e a mais estudada &#8211; \u00e9 a SSA22, ou LAB-1. Localizada dentro do centro de um grupo de gal\u00e1xias em fase inicial de forma\u00e7\u00e3o, foi o primeiro objeto desse tipo a ser descoberto, em 2000, e est\u00e1 t\u00e3o distante que sua luz demorou 11,5 bilh\u00f5es de anos para chegar at\u00e9 a Terra.<\/p>\n<p>Um grupo de astr\u00f4nomos, liderado por Jim Geach, do Centro de Pesquisas Astrof\u00edsicas da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, usou agora a tecnologia do Alma para observar a luz das nuvens de p\u00f3 geladas em gal\u00e1xias distantes para olhar ainda mais profundamente na LAB-1.<\/p>\n<p>Isso permitiu a identifica\u00e7\u00e3o de diversas fontes de emiss\u00e3o de ondas submilim\u00e9tricas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/8322\/production\/_91307533_77003906-5fd5-4028-841f-47d3a03559ae.jpg\" alt=\"Antenas do Alma, no Chile\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Antenas do Alma, no Chile, cujas imagens ajudaram a desvendar detalhes da bolha gigante<\/span><\/figure>\n<p>Eles ent\u00e3o combinaram as imagens provenientes do Alma com observa\u00e7\u00f5es de outros grandes telesc\u00f3pios como o VLT e o MUSE (sigla para Explorador Espectrosc\u00f3pico MultiUnidade) que conseguem mapear a luz da Lyman-alpha. Isso revelou que as fontes de emiss\u00e3o &#8220;pescadas&#8221; pelo Alma est\u00e3o localizadas no centro da bolha, onde est\u00e3o sendo formadas estrelas numa velocidade 100 vezes maior do que a da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Imagens adicionais mostram ainda que as fontes do Alma est\u00e3o cercadas de gal\u00e1xias mais fracas que podem estar bombardeando as fontes centrais com material, e auxiliando na velocidade da forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Luzes na neblina<\/h2>\n<p>A equipe ent\u00e3o usou uma simula\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica sofisticada para demonstrar que a nuvem brilhante gigante emitida pela Lyman-alpha pode ser explicada se a luz ultravioleta produzida pela forma\u00e7\u00e3o estelar observada pelas fontes do Alma espalha o g\u00e1s hidrog\u00eanio dos arredores. Isso levaria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da bolha de Lyman-alpha que conseguimos ver.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D142\/production\/_91307535_653b589b-72a3-47a5-8da0-8e3a1ba7fab9.jpg\" alt=\"Bolha Lyman-alpha\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta da Lyman-alpha aparece em verde, ap\u00f3s ser &#8220;esticada&#8221; pela expans\u00e3o do Universo em sua longa jornada para Terra<\/span><\/figure>\n<p>O pesquisador central do estudo, Jim Geach, faz uma analogia para explicar a descoberta.<\/p>\n<p>&#8220;Pense nas luzes das ruas numa noite de neblina &#8211; voc\u00ea v\u00ea aquele brilho difuso porque a luz se espalha de pequenas gotas. Um movimento similar acontece aqui, exceto pelo fato de que a luz das ruas \u00e9 uma gal\u00e1xia de intensa forma\u00e7\u00e3o estelar, e a neblina \u00e9 uma nuvem gigante de g\u00e1s intergal\u00e1ctico. As gal\u00e1xias est\u00e3o iluminando seus arredores&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Entender a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias e sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio enorme para os astr\u00f4nomos e as bolhas Lyman-Alpha s\u00e3o importantes porque parecem ser os lugares onde a maioria das gal\u00e1xias massivas se formam. Em particular, o brilho dessas bolhas pode dar informa\u00e7\u00f5es sobre o que est\u00e1 acontecendo nas nuvens de g\u00e1s primordiais que circundam as gal\u00e1xias jovens &#8211; uma regi\u00e3o que \u00e9 muito dif\u00edcil de estudar, mas cr\u00edtica para a compreens\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>&#8220;O que \u00e9 mais empolgante sobre essas bolhas \u00e9 que estamos tendo uma rara vis\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo nos arredores dessas gal\u00e1xias jovens e em forma\u00e7\u00e3o. Por muito tempo, a origem das luzes da Lyman-alpha tem sido controversa. Mas, com a combina\u00e7\u00e3o de novas observa\u00e7\u00f5es e simula\u00e7\u00f5es de ponta, n\u00f3s podemos ter resolvido um mist\u00e9rio de 15 anos: a LAB-1 \u00e9 um local de forma\u00e7\u00e3o de uma grande gal\u00e1xia el\u00edptica que um dia ser\u00e1 o centro de um grupo de gal\u00e1xias. N\u00f3s estamos vendo um quadro da forma\u00e7\u00e3o dessa gal\u00e1xia h\u00e1 11,5 bilh\u00f5es de anos&#8221;, disse o pesquisador.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pense nas luzes das ruas numa noite de neblina &#8211; voc\u00ea v\u00ea aquele brilho difuso porque a luz se espalha de pequenas gotas. 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