{"id":153146,"date":"2016-09-28T05:35:46","date_gmt":"2016-09-28T08:35:46","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=153146"},"modified":"2016-09-28T05:35:46","modified_gmt":"2016-09-28T08:35:46","slug":"ministro-baixa-bola-do-tcu-marco-aurelio-cassa-outra-decisao-do-tcu-e-desbloqueia-bens-de-executivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ministro-baixa-bola-do-tcu-marco-aurelio-cassa-outra-decisao-do-tcu-e-desbloqueia-bens-de-executivos\/","title":{"rendered":"Ministro baixa a bola do TCU. Marco Aur\u00e9lio cassa outra decis\u00e3o do TCU e desbloqueia bens de executivos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de determinar o <a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-set-01\/tcu-nao-bloquear-bens-empresa-contratada-poder-publico\" target=\"_blank\">desbloqueio de bens da construtora Odebrecht<\/a>, o ministro Marco Aur\u00e9lio, do Supremo Tribunal Federal, agora mandou desbloquear bens de executivos da construtora. Ambas as ordens de penhora haviam sido dadas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. O fundamento da liminar do ministro \u00e9 o mesmo: o TCU, como \u00f3rg\u00e3o auxiliar do Legislativo no controle das conta do Executivo, n\u00e3o pode impor medidas restritivas autoexecutoriedade a particulares.<\/p>\n<figure class=\"image esquerda\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/img\/b\/ministro-marco-aurel2.jpeg\" alt=\"\" \/><figcaption>Indisponibilidade de bens pode sujeitar r\u00e9us \u00e0 insolv\u00eancia, diz Marco Aur\u00e9lio.<br \/>\n<sup>Gil Ferreira\/SCO\/STF<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova liminar do ministro Marco Aur\u00e9lio \u00e9 desta ter\u00e7a-feira (27\/9), quase um m\u00eas depois de ele ter dado a decis\u00e3o que liberou os bens da construtora. A decis\u00e3o desta ter\u00e7a atinge Marcelo Odebrecht, Marcio Faria da Silva e Rog\u00e9rio Santos de Ara\u00fajo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TCU, ao determinar o bloqueio de bens dos executivos, se baseou no artigo 44 da Lei Org\u00e2nica da corte: \u201cNo in\u00edcio ou no curso de qualquer apura\u00e7\u00e3o, o tribunal, de of\u00edcio ou a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, determinar\u00e1, cautelarmente, o afastamento tempor\u00e1rio do respons\u00e1vel, se existirem ind\u00edcios suficientes de que, prosseguindo no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, possa retardar ou dificultar a realiza\u00e7\u00e3o de auditoria ou inspe\u00e7\u00e3o, causar novos danos ao Er\u00e1rio ou inviabilizar o seu ressarcimento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, segundo Marco Aur\u00e9lio, esse dispositivo diz respeito ao respons\u00e1vel pelo contrato, sempre o poder p\u00fablico. O artigo 61 da mesma lei, diz o ministro, obriga a corte de contas a solicitar \u00e0 Advocacia-Geral da Uni\u00e3o que pe\u00e7a ao Judici\u00e1rio a imposi\u00e7\u00e3o de medidas restritivas a contratados pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na liminar, Marco Aur\u00e9lio explica que, no caso de empresas, h\u00e1 o \u201cperigo da demora reverso\u201d. Ou seja, se o bloqueio se mantiver, ele pode levar \u00e0 \u201cmorte civil\u201d da companhia. \u201cA situa\u00e7\u00e3o dos impetrantes, pessoas naturais, n\u00e3o \u00e9 diferente, pois a manuten\u00e7\u00e3o da indisponibilidade de bens pode sujeit\u00e1-los \u00e0 insolv\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o desta ter\u00e7a \u00e9 mais um cap\u00edtulo da disputa jurisprudencial do ministro com o TCU. Em suas decis\u00f5es a respeito do tema, o ministro costuma citar algumas decis\u00f5es do Supremo, tomadas em mandado de seguran\u00e7a, com o mesmo teor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio desta semana, no entanto, o TCU mandou bloquear bens da construtora da Queiroz Galv\u00e3o, da Iesa \u00d3leo e G\u00e1s, do ex-presidente da Petrobras Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli e do ex-diretor da empresa Renato Duque. O argumento \u00e9 o mesmo das demais ordens: ind\u00edcios de fraude e superfaturamento em contratos de obras p\u00fablicas contratadas pela estatal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E na decis\u00e3o do TCU, o relator, ministro Benjamin Zymler, discorda do ministro Marco Aur\u00e9lio, do Supremo. Segundo Zymler, a Constitui\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o fez distin\u00e7\u00e3o entre agentes p\u00fablicos ou particulares para fins de recomposi\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, bastando que qualquer um deles tenha dado causa \u00e0 irregularidade de que resulte preju\u00edzo ao er\u00e1rio\u201d. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF<\/em>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova liminar do ministro Marco Aur\u00e9lio \u00e9 desta ter\u00e7a-feira (27\/9), quase um m\u00eas depois de ele ter dado a decis\u00e3o que liberou os bens da construtora. 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