{"id":154354,"date":"2016-10-06T00:32:12","date_gmt":"2016-10-06T03:32:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=154354"},"modified":"2016-10-06T04:52:15","modified_gmt":"2016-10-06T07:52:15","slug":"por-que-estamos-todos-tao-cansados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/por-que-estamos-todos-tao-cansados\/","title":{"rendered":"Por que estamos todos t\u00e3o cansados?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/1798A\/production\/_90605669_burnout1.jpg\" alt=\"burnout\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Nossos per\u00edodos de letargia e desmotiva\u00e7\u00e3o s\u00e3o partes inevit\u00e1veis da vida, como resfriados e dores de barriga?<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">H\u00e1 alguns anos, Anna Katharina Schaffner foi v\u00edtima dessa estafa &#8220;epid\u00eamica&#8221;. Come\u00e7ou com uma certa in\u00e9rcia mental e f\u00edsica &#8211; um &#8220;senso de peso&#8221; em tudo o que fazia, como ela define. At\u00e9 as tarefas mais simples drenavam sua energia, e concentrar-se no trabalho era cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Mesmo quando tentava relaxar, ela se pegava checando e-mails obsessivamente, como se o al\u00edvio de suas tens\u00f5es fosse chegar a qualquer momento pela caixa de entrada. E com o cansa\u00e7o vinha um senso de des\u00e2nimo emocional. &#8220;Estava desanimada, desiludida e sem esperan\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Tais sentimentos ser\u00e3o familiares a muitos outros, do papa Bento 16 a Mariah Carey, que j\u00e1 tiveram diagn\u00f3sticos de exaust\u00e3o.<\/p>\n<p>Se acreditarmos em relatos na imprensa, trata-se de uma doen\u00e7a moderna; toda vez que Schaffner ligava a TV, via um debate sobre os problemas que enfrentamos na cultura da instantaneidade.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os comentaristas citavam nossa \u00e9poca como a mais terr\u00edvel &#8211; o apocalipse absoluto para nossas reservas de energia&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 verdade? Ou nossos per\u00edodos de letargia e desmotiva\u00e7\u00e3o s\u00e3o partes inevit\u00e1veis da vida, como resfriados e dores de barriga?<\/p>\n<p>Cr\u00edtica liter\u00e1ria e historiadora da Medicina na Universidade de Kent, no Reino Unido, Schaffner decidiu passer essa hist\u00f3ria a limpo.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 seu novo livro <i>Exaustion, A History<\/i> (Exaust\u00e3o, Uma Hist\u00f3ria, em tradu\u00e7\u00e3o livre), um estudo fascinante dos modos como m\u00e9dicos e fil\u00f3sofos entenderam os limites da mente humana, do corpo e da energia.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D002\/production\/_90605235_burnout2.jpg\" alt=\"Burnout\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">A exaust\u00e3o \u00e9 mesmo uma enfermidade dos nossos tempos?<\/span><\/figure>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a exaust\u00e3o ocupacional \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o recorrente hoje, com relatos alarmantes vindos de setores que demandam muito emocionalmente do profissional, como a sa\u00fade.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Investiga\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Um estudo de m\u00e9dicos alem\u00e3es mostrou que quase 50% dos m\u00e9dicos consultados aparentavam sofrer do chamado <i>burnout,<\/i> um dist\u00farbio ps\u00edquico de car\u00e1ter depressivo ligado ao contexto ocupacional. Relatavam sentir cansa\u00e7o o dia inteiro e que apenas pensar em trabalho j\u00e1 motivava uma sensa\u00e7\u00e3o de esgotamento.<\/p>\n<p>Algo interessante \u00e9 que homens e mulheres parecem lidar com esse esgotamento de maneiras diferentes: uma pesquisa finlandesa recente apontou que funcion\u00e1rios homens relatando exaust\u00e3o tinham maior probabilidade de tirar licen\u00e7as m\u00e9dicas do que mulheres na mesma situa\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>Dado que a depress\u00e3o tamb\u00e9m tende a envolver letargia e desmotiva\u00e7\u00e3o, alguns afirmam que o <i>burnout<\/i> \u00e9 apenas uma defini\u00e7\u00e3o &#8220;sem estigma&#8221; para a mesma condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seu livro, Schaffner cita um artigo em um jornal alem\u00e3o que classificava o <i>burnout<\/i>como uma &#8220;vers\u00e3o de luxo&#8221; da depress\u00e3o para profissionais de ponta. &#8220;S\u00f3 perdedores entram em depress\u00e3o&#8221;, dizia o artigo. &#8220;<i>Burnout<\/i> \u00e9 um diagn\u00f3stico para vencedores, ou, mais especificamente, para ex-vencedores.&#8221;<\/p>\n<p>Em geral, por\u00e9m, as duas condi\u00e7\u00f5es geralmente s\u00e3o consideradas distintas. &#8220;Te\u00f3ricos costumam concordar que a depress\u00e3o envolve uma perda de autoconfian\u00e7a, ou at\u00e9 \u00f3dio a si mesmo e autodesprezo, o que n\u00e3o \u00e9 o caso no<i>burnout<\/i>, onde a imagem de si permanence intacta&#8221;, diz Schaffner.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00f3dio no <i>burnout<\/i> geralmente n\u00e3o se volta contra si, por\u00e9m mais contra a organiza\u00e7\u00e3o para a qual a pessoa trabalha, ou contra o sistema sociopol\u00edtico ou econ\u00f4mico mais amplo.&#8221;<\/p>\n<p>O <i>burnout<\/i> tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser confundido com a s\u00edndrome da fadiga cr\u00f4nica, que envolve longos e dolorosos per\u00edodos de exaust\u00e3o f\u00edsica e mental, de ao menos seis meses, com muitos pacientes descrevendo dor f\u00edsica nas menores atividades.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11E22\/production\/_90605237_burnout3.jpg\" alt=\"burnout\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Gra\u00e7as a nossa obsess\u00e3o por produtividade, vivemos em estado permanente de &#8220;bater ou correr&#8221; que leva \u00e0 exaust\u00e3o<\/span><\/figure>\n<p>Segundo um argumento, nossos c\u00e9rebros s\u00e3o simplesmente mal desenvolvidos para lidar com o ambiente moderno de trabalho. A \u00eanfase crescente em produtividade &#8211; e a necessidade emocional de se mostrar competente por meio do trabalho &#8211; deixa os trabalhadores em um estado permanente de &#8220;bater ou correr&#8221;.<\/p>\n<p>Esse estado originalmente evoluiu para lidar com situa\u00e7\u00f5es de perigo extremo. Mas se enfrentamos esse tipo de situa\u00e7\u00e3o dia sim, dia n\u00e3o, encaramos um pico constante de horm\u00f4nios do estresse &#8211; uma avalanche que nossos corpos lutam continuamente para enfrentar.<\/p>\n<p>E mais: para muitos, essa press\u00e3o n\u00e3o acaba no trabalho. Cidades (e dispositvos tecnol\u00f3gicos) est\u00e3o sempre pulsando com vida, e essa cultura de &#8220;24 horas no ar&#8221; pode dificultar o ato de descansar a qualquer hora do dia ou da noite. Sem chances de recarregar nossos corpos e mentes, nossas baterias est\u00e3o funcionando sempre em n\u00edveis perigosamente baixos.<\/p>\n<p>Essa \u00e9, ao menos, a teoria.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Exaust\u00e3o na hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>Quando Schaffner explorou a hist\u00f3ria, no entanto, ela descobriu que pessoas sofriam de fadiga extrema muito antes do surgimento do ambiente coupacional moderno. Uma das discuss\u00f5es mais antigas sobre o tema foi escrita pelo m\u00e9dico romano Galen.<\/p>\n<p>Como Hip\u00f3crates, ele acreditava que todas as doen\u00e7as f\u00edsicas e mentais poderiam ser associadas ao balan\u00e7o relativo de quatro humores do organismo &#8211; sangue, b\u00edlis amarela, b\u00edlis negra e fleuma.<\/p>\n<p>Um aumento na b\u00edlis negra, dizia ele, desacelerava a circula\u00e7\u00e3o e congestionava os caminhos do c\u00e9rebro, trazendo letargia, des\u00e2nimo, torpor e melancolia.<\/p>\n<p>Embora saibamos hoje que essas afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham base cient\u00edfica, a ideia de c\u00e9rebros cheios de um l\u00edquido viscoso certamente captura o estado de pensamento emba\u00e7ado que pacientes com exaust\u00e3o descrevem hoje.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que o cristianismo dominou a cultura ocidental, a exaust\u00e3o era vista como sinal de fraqueza espiritual. Schaffner destaca os escritos de Evagrius Ponticus no s\u00e9culo 4, que descrevia o &#8220;dem\u00f4nio do meio-dia&#8221;, algo que poderia explicar o olhar perdido de um monge pela janela.<\/p>\n<p>&#8220;Era algo muito visto como falta de f\u00e9 e de vontade &#8211; o esp\u00edrito contra a carne&#8221;, afirma Schaffner. Ela diz que um monge relatou como buscava jogar conversa fora com outros irm\u00e3os de forma compulsiva e agitada, em vez de se engajar em tarefas produtivas -, mais ou menos do mesmo jeito fren\u00e9tico como as pessoas checam hoje as redes sociais.<\/p>\n<p>Explica\u00e7\u00f5es religiosas e astrol\u00f3gicas continuaram a pipocar at\u00e9 o nascimento da medicina moderna, quando m\u00e9dicos come\u00e7aram a diagnosticar sintomas de fadiga como &#8220;neurastenia&#8221;.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos sabiam que os nervos transmitiam sinais el\u00e9tricos, e acreditavam que algu\u00e9m com nervos fracos poderia dissipar energia como um fio desencapado.<\/p>\n<p>Intelectuais como os escritores Oscar Wilde, Thomas Mann e Virginia Woolf e o bi\u00f3logo Charles Darwin foram todos diagnosticados com neurastenia.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos culparam as mudan\u00e7as da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, embora nervos sens\u00edveis tamb\u00e9m fossem vistos como sinais de refinamento e intelig\u00eancia &#8211; alguns pacientes at\u00e9 se gabavam da condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de o diagn\u00f3stico de neurastenia estar em desuso hoje no mundo, o termo ainda \u00e9 usado por m\u00e9dicos na China e no Jap\u00e3o &#8211; novamente com a alega\u00e7\u00e3o eventual de que seja apenas um outro jeito de mencionar a depress\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16C42\/production\/_90605239_burnout4.jpg\" alt=\"burnout\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Com o nascimento da medicina moderna, m\u00e9dicos come\u00e7aram a diagnosticar sintomas de fadiga como neurastenia<\/span><\/figure>\n<p>Claramente, muitas pessoas ao longo da hist\u00f3ria se sentiram cansadas como n\u00f3s, o que sugere que fadiga e exaust\u00e3o sejam apenas parte da natureza humana. &#8220;A exaust\u00e3o sempre esteve entre n\u00f3s&#8221;, afirma Schaffner.<\/p>\n<p>&#8220;O que muda na hist\u00f3ria s\u00e3o as causas e efeitos associados \u00e0 exaust\u00e3o.&#8221; Na Idade M\u00e9dia era o &#8220;dem\u00f4nio do meio-dia&#8221;, e nos anos 1970 era o avan\u00e7o do &#8220;capitalismo selvagem&#8221; explorando seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__sub-heading\">Origem do esgotamento<\/h2>\n<p>Na verdade, ainda n\u00e3o sabemos o que nos d\u00e1 aquele sentimento de &#8220;energia&#8221; e como ela pode se dissipar de forma t\u00e3o r\u00e1pida sem esfor\u00e7o f\u00edsico. N\u00e3o sabemos se os sintomas nascem no corpo ou na mente, se s\u00e3o reflexo da sociedade ou do nosso pr\u00f3prio comportamento.<\/p>\n<p>Talvez a verdade seja um pouco de cada coisa: o avan\u00e7o do conhecimento sobre as conex\u00f5es entre mente e corpo mostra que nossos sentimentos e cren\u00e7as podem ter uma influ\u00eancia profunda sobre o funcionamento do organismo.<\/p>\n<p>Sabemos que o sofrimento emocional pode aumentar inflama\u00e7\u00f5es e exacerbar a dor &#8211; e em alguns casos pode at\u00e9 causar convuls\u00f5es e cegueira.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil dizer se uma doen\u00e7a \u00e9 puramente f\u00edsica ou puramente mental, porque na maioria das vezes se trata das duas coisas ao mesmo tempo&#8221;, diz Schaffner. Nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 surpresa que nosso cotidiano possa obscurecer nossa mente e quase paralisar o corpo com letargia.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o significa que os sintomas sejam imagin\u00e1rios ou inven\u00e7\u00e3o &#8211; eles podem ser t\u00e3o &#8220;reais&#8221; como a febre que acompanha os fortes resfriados.<\/p>\n<p>Schaffner n\u00e3o nega o estresse da vida moderna. Ela diz acreditar que isso venha, em parte, da nossa maior autonomia, desde que mais e mais empregos nos deram liberdade para gerenciar nossas pr\u00f3prias atividades.<\/p>\n<p>Sem limites claramente definidos, muitas pessoas exigem demais de si mesmas. &#8220;Isso se manifesta principalmente na ansiedade da performance, um senso de n\u00e3o ser bom o suficiente e de n\u00e3o fazer jus \u00e0s expectativas&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m concorda que e-mails e redes sociais podem drenar nossas energias. &#8220;De muitas maneiras, tecnologias que foram feitas para economizar energia se tornaram fatores de estresse&#8221;, afirma. Hoje \u00e9 mais dif\u00edcil do que nunca deixar o trabalho no escrit\u00f3rio.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12B6A\/production\/_90605667_burnout5.jpg\" alt=\"burnout\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">As fronteiras cada vez mais porosas entre trabalho e lazer pode estar agravando nossa exaust\u00e3o<\/span><\/figure>\n<p>Se a hist\u00f3ria nos ensinou algo, \u00e9 o fato de que n\u00e3o h\u00e1 cura para esse mal. No passado, pacientes com neurastenia podem ter sido orientados a descansar na cama &#8211; mas o t\u00e9dio acabava aumentando o sofrimento.<\/p>\n<p>Hoje, pessoas que sofrem de <i>burnout<\/i> podem receber terapia cognitiva comportamental para ajud\u00e1-las a lidar com a exaust\u00e3o emocional e encontrar meios de recarregar.<\/p>\n<p>&#8220;As curas para a exaust\u00e3o dependem da pessoa. Voc\u00ea tem que saber o que tira e o que te d\u00e1 energia&#8221;, afirma Schaffner. Algumas pessoas podem precisar de est\u00edmulos como esportes radicais, enquanto outras podem preferir ler um livro.<\/p>\n<p>&#8220;O importante \u00e9 delimitar as fronteiras entre trabalho e lazer&#8221;, diz ela. &#8220;Tais fronteiras certamente est\u00e3o sob amea\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Schaffner descobriu que o maior conhecimento sobre o assunto a ajudou a lidar com os altos e baixos em seus n\u00edveis de energia. &#8220;Pesquisar e escrever sobre exaust\u00e3o foi, paradoxalmente, muito energizante.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Sou apaixonada pelo tema, e tamb\u00e9m adorei ler sobre pessoas com experi\u00eancias semelhantes em diferentes per\u00edodos hist\u00f3ricos. \u00c9 muito reconfortante saber que n\u00e3o somos os \u00fanicos a nos sentir daquela maneira, e que outros sentiram o mesmo &#8211; embora em circunst\u00e2ncias diferentes.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;As curas para a exaust\u00e3o dependem da pessoa. 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