{"id":15726,"date":"2013-09-14T10:00:58","date_gmt":"2013-09-14T13:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=15726"},"modified":"2013-09-13T19:03:40","modified_gmt":"2013-09-13T22:03:40","slug":"western-das-pistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/western-das-pistas\/","title":{"rendered":"Western das pistas"},"content":{"rendered":"<p>Em meados dos anos 1960, John Frankenheimer introduziu suas c\u00e2meras gigantescas e usou a tecnologia de ponta da \u00e9poca para invadir o mundo da F\u00f3rmula 1. Fez um filme eletrizante. Dividiu a tela em quadros, e a tela era gigantesca &#8211; 70 mm -, e transformou Grand Prix numa fascinante met\u00e1fora do capitalismo em a\u00e7\u00e3o. Quase meio s\u00e9culo mais tarde, Ron Howard tamb\u00e9m invade o universo do automobilismo, mas ele agora n\u00e3o disp\u00f5e das facilidades de Frankenheimer em 1966. Existem patrocinadores demais, interesses poderosos em jogo para que um outsider &#8211; mesmo que seja um diretor que venceu o Oscar (por Uma Mente Brilhante) -, possa ter a mesma facilidade de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-15728\" alt=\"hunt_lauda_filme_blog\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/hunt_lauda_filme_blog-300x190.jpg\" width=\"300\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/hunt_lauda_filme_blog-300x190.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/hunt_lauda_filme_blog-620x393.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/hunt_lauda_filme_blog.jpg 710w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Gra\u00e7as a seu produtor Brian Grazer, Howard conseguiu fazer Rush &#8211; No Limite da Emo\u00e7\u00e3o, que estreia hoje, de forma independente. Ganhou em autonomia, mas enfrentou o que considera talvez seu maior desafio. Como filmar a velocidade? Como jogar o espectador dentro da corrida? A TV faz isso a cada etapa do circuito da F\u00f3rmula 1, colocando a c\u00e2mera dentro do carro ou grudada nele. O espectador est\u00e1 acostumado a ver a pista de dentro, do alto. O que faz a diferen\u00e7a em Rush \u00e9 a intensidade do drama, pois h\u00e1 um, e poderoso.<\/p>\n<p>Foi um projeto que Peter Morgan levou ao diretor. Morgan escreveu o roteiro de um dos melhores filmes de Howard, Frost\/Nixon, sobre o embate do jornalista David Frost, h\u00e1 pouco falecido, para extrair do ex-presidente Richard Nixon, durante entrevista gravada, a confiss\u00e3o do seu envolvimento no esc\u00e2ndalo de Watergate. O escritor prometeu a Howard outro grande estudo de personagens. Encontrou-o no campeonato mundial de F\u00f3rmula 1 de 1976, na rivalidade \u00e9pica entre o piloto austr\u00edaco Niki Lauda e o ingl\u00eas James Hunt. Sexo, drogas, rock-n&#8217;-roll e velocidade. A constru\u00e7\u00e3o do universo de glamour da F-1. E o confronto de dois homens, representando diferentes atitudes perante o esporte e a vida.<\/p>\n<p>Para Howard, o que h\u00e1 de atraente em Rush \u00e9 a met\u00e1fora que o esporte lhe oferece para falar da rivalidade e do respeito entre os homens. Um western das pistas, baseado em velhos conceitos como lealdade e galanteria. Para realiz\u00e1-lo, Howard inspirou-se num filme m\u00edtico de John Ford, de 1962. Mas voc\u00ea n\u00e3o precisa conhecer O Homem Que Matou o Fac\u00ednora. Rush vale por si s\u00f3. (Estad\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados dos anos 1960, John Frankenheimer introduziu suas c\u00e2meras gigantescas e usou a tecnologia de ponta da \u00e9poca para invadir o mundo da F\u00f3rmula 1. Fez um filme eletrizante. 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