{"id":15775,"date":"2013-09-14T09:30:04","date_gmt":"2013-09-14T12:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=15775"},"modified":"2013-09-14T09:08:38","modified_gmt":"2013-09-14T12:08:38","slug":"justica-decide-que-usuario-pode-compartilhar-sinal-de-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/justica-decide-que-usuario-pode-compartilhar-sinal-de-internet\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a decide que usu\u00e1rio pode compartilhar sinal de internet"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-15776\" alt=\"rede-computadores\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/rede-computadores.jpg\" width=\"276\" height=\"183\" \/><\/p>\n<p>O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o negou nesta sexta-feira (13) recurso apresentado pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) que caracterizava o compartilhamento de sinal de internet como crime. Segundo a decis\u00e3o do TRF, que foi un\u00e2nime, o compartilhamento e a retransmiss\u00e3o n\u00e3o configuram atividades clandestinas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Ainda cabe recurso.<\/p>\n<p>A atividade seria um\u00a0 &#8220;Servi\u00e7o de Valor Adicionado&#8221; e, portanto, n\u00e3o est\u00e1 relacionada ao crime de &#8221;desenvolver clandestinamente atividades de telecomunica\u00e7\u00e3o&#8221;, tipificado no artigo 183 da Lei n.\u00ba 9.472\/1997.<\/p>\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, o MPF sustentava que, na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de provedor de internet via ondas de r\u00e1dio, estariam embutidos dois servi\u00e7os: um de valor adicionado e outro de telecomunica\u00e7\u00f5es. Sendo assim, o servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o multim\u00eddia seria uma &#8220;atividade de telecomunica\u00e7\u00e3o&#8221;, e o r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o movida pelo MPF deveria ser condenado pela pr\u00e1tica de explora\u00e7\u00e3o clandestina dessa atividade.<\/p>\n<p>Os argumentos do MPF foram contestados pelo relator do processo, o juiz federal Carlos D&#8217;Avila Teixeira.\u00a0 Ele considerou a conduta do r\u00e9u &#8220;irrelevante jur\u00eddico-penalmente&#8221;. &#8220;Bastou a simples instala\u00e7\u00e3o de uma antena e de um roteador wireless para que fosse poss\u00edvel a efetiva transmiss\u00e3o de sinal de internet por meio de radiofreq\u00fc\u00eancia. Portanto, a conduta do r\u00e9u resume-se \u00e0 mera amplia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de internet banda larga regularmente contratado, o que n\u00e3o configura il\u00edcito penal&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Ainda segundo o magistrado, n\u00e3o ficou constatada no caso analisado &#8221;nenhuma interfer\u00eancia radioel\u00e9trica efetiva&#8221; que pudesse causar danos a terceiros.<\/p>\n<p>O crime no compartilhamento do sinal de internet s\u00f3 ocorreria, prossegue Teixeira, na &#8220;transmiss\u00e3o, emiss\u00e3o ou recep\u00e7\u00e3o, por fio, radioeletricidade, meios \u00f3ptico ou qualquer outro processo eletromagn\u00e9tico de s\u00edmbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informa\u00e7\u00f5es de qualquer natureza&#8221;, o que n\u00e3o foi constatado. (UOL)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o negou nesta sexta-feira (13) recurso apresentado pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) que caracterizava o compartilhamento de sinal de internet como crime. Segundo a decis\u00e3o do TRF, que foi un\u00e2nime, o compartilhamento e a retransmiss\u00e3o n\u00e3o configuram atividades clandestinas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Ainda cabe recurso. 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