{"id":16058,"date":"2013-09-16T09:45:31","date_gmt":"2013-09-16T12:45:31","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=16058"},"modified":"2013-09-16T09:18:12","modified_gmt":"2013-09-16T12:18:12","slug":"profissionais-querem-bons-salarios-e-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/profissionais-querem-bons-salarios-e-felicidade\/","title":{"rendered":"Profissionais querem bons sal\u00e1rios e felicidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-16059\" alt=\"profissionais-felicidade\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/profissionais-felicidade.jpg\" width=\"219\" height=\"152\" \/><\/p>\n<p>Uma empresa que deseja atrair e reter talentos precisa oferecer boa remunera\u00e7\u00e3o. Dinheiro, contudo, n\u00e3o garante a satisfa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios. \u00c9 o que revela pesquisa in\u00e9dita da companhia de sele\u00e7\u00e3o e recrutamento Robert Walters com 9.173 profissionais de cargos de m\u00e9dia e alta ger\u00eancia em dez pa\u00edses \u2014 entre eles, o Brasil. \u00c0 frente dos altos sal\u00e1rios, aparecem como principais motivadores: ter e superar desafios, manter equil\u00edbrio entre carreira e vida privada e alcan\u00e7ar postos de responsabilidade e destaque. &#8220;Um bom sal\u00e1rio n\u00e3o deixou, \u00e9 claro, de ser um fator importante na vida profissional&#8221;, diz Fr\u00e9d\u00e9ric Ronflard, diretor da Robert Walters. &#8220;Mas h\u00e1 uma tend\u00eancia de valoriza\u00e7\u00e3o de outros aspectos. Os entrevistados t\u00eam consci\u00eancia, por exemplo, de que vencimentos altos s\u00e3o acompanhados por muita press\u00e3o, o que pode reduzir a qualidade de vida. E isso \u00e9 hoje incompat\u00edvel com o que almejam para suas vidas.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de brasileiros, foram ouvidos na pesquisa profissionais da Alemanha, B\u00e9lgica, Espanha, Fran\u00e7a, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Su\u00ed\u00e7a e Estados Unidos. Quase metade integra a chamada gera\u00e7\u00e3o X, que compreende pessoas com idades entre 34 e 45 anos de idade. Um em cada seis trabalha em uma organiza\u00e7\u00e3o de grande porte, com mais de 250 funcion\u00e1rios. Apenas 16% dos participantes apontaram sal\u00e1rio e benef\u00edcios como raz\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o no trabalho. Ser defrontado com desafios, como metas de desempenho, aparece em primeiro lugar (29%), seguido por atingir equil\u00edbrio entre carreira e vida privada (25%) e ganhar postos de destaque e responsabilidade (23%) \u2014 o que pode se traduzir em ganho financeiro.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, harmonia entre trabalho e descanso \u00e9 raz\u00e3o de mais satisfa\u00e7\u00e3o. Esse foi considerado o maior motivador profissional por 36,6% dos 773 entrevistados que trabalham no pa\u00eds. O percentual \u00e9 mais do que o dobro do relativo aos profissionais que elegeram a remunera\u00e7\u00e3o como motor de satisfa\u00e7\u00e3o. Metade dos ouvidos afirmou que deixaria a empresa assim que percebesse que ela n\u00e3o oferece boas perspectivas. A cifra \u00e9 simular nos demais pa\u00edses.<\/p>\n<p>O dinheiro \u00e9 um motivador que funciona apenas no curto prazo. Essa \u00e9 a vis\u00e3o de Leonardo de Souza, diretor da companhia de sele\u00e7\u00e3o de executivos Michael Page. &#8220;Os profissionais t\u00eam necessidade de se sentir \u00fateis e de perceber que seu esfor\u00e7o produz impactos, seja nos resultados da organiza\u00e7\u00e3o, seja em sua vida privada&#8221;, diz. Ao receber um aumento, o profissional se adapta rapidamente ao novo padr\u00e3o financeiro e, em pouco, deixa de perceber o b\u00f4nus recebido. &#8220;\u00c9 por isso que ele precisa, por exemplo, de novos desafios e equl\u00edbrio entre trabalho e lazer&#8221;, diz Souza. Uma pesquisa da Michael Page ilustra a situa\u00e7\u00e3o: quase 40% dos 7.500 entrevistados j\u00e1 haviam aceito um corte nos vencimentos em troca de uma mudan\u00e7a de \u00e1rea para atuar em projetos mais estimulantes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de brasileiros, foram ouvidos na pesquisa profissionais da Alemanha, B\u00e9lgica, Espanha, Fran\u00e7a, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Su\u00ed\u00e7a e Estados Unidos. Quase metade integra a chamada gera\u00e7\u00e3o X, que compreende pessoas com idades entre 34 e 45 anos de idade. Um em cada seis trabalha em uma organiza\u00e7\u00e3o de grande porte, com mais de 250 funcion\u00e1rios. Apenas 16% dos participantes apontaram sal\u00e1rio e benef\u00edcios como raz\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o no trabalho. Ser defrontado com desafios, como metas de desempenho, aparece em primeiro lugar (29%), seguido por atingir equil\u00edbrio entre carreira e vida privada (25%) e ganhar postos de destaque e responsabilidade (23%) \u2014 o que pode se traduzir em ganho financeiro.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, harmonia entre trabalho e descanso \u00e9 raz\u00e3o de mais satisfa\u00e7\u00e3o. Esse foi considerado o maior motivador profissional por 36,6% dos 773 entrevistados que trabalham no pa\u00eds. O percentual \u00e9 mais do que o dobro do relativo aos profissionais que elegeram a remunera\u00e7\u00e3o como motor de satisfa\u00e7\u00e3o. Metade dos ouvidos afirmou que deixaria a empresa assim que percebesse que ela n\u00e3o oferece boas perspectivas. A cifra \u00e9 simular nos demais pa\u00edses.<\/p>\n<p>O dinheiro \u00e9 um motivador que funciona apenas no curto prazo. Essa \u00e9 a vis\u00e3o de Leonardo de Souza, diretor da companhia de sele\u00e7\u00e3o de executivos Michael Page. &#8220;Os profissionais t\u00eam necessidade de se sentir \u00fateis e de perceber que seu esfor\u00e7o produz impactos, seja nos resultados da organiza\u00e7\u00e3o, seja em sua vida privada&#8221;, diz. Ao receber um aumento, o profissional se adapta rapidamente ao novo padr\u00e3o financeiro e, em pouco, deixa de perceber o b\u00f4nus recebido. &#8220;\u00c9 por isso que ele precisa, por exemplo, de novos desafios e equl\u00edbrio entre trabalho e lazer&#8221;, diz Souza. Uma pesquisa da Michael Page ilustra a situa\u00e7\u00e3o: quase 40% dos 7.500 entrevistados j\u00e1 haviam aceito um corte nos vencimentos em troca de uma mudan\u00e7a de \u00e1rea para atuar em projetos mais estimulantes. (Veja)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma empresa que deseja atrair e reter talentos precisa oferecer boa remunera\u00e7\u00e3o. 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