{"id":163899,"date":"2016-12-03T11:45:30","date_gmt":"2016-12-03T14:45:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=163899"},"modified":"2016-12-03T11:45:30","modified_gmt":"2016-12-03T14:45:30","slug":"caes-podem-se-lembrar-das-acoes-dos-donos-afirma-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/caes-podem-se-lembrar-das-acoes-dos-donos-afirma-estudo\/","title":{"rendered":"C\u00e3es podem se lembrar das a\u00e7\u00f5es dos donos, afirma estudo"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"titulo-noticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/header>\n<div id=\"texto-noticia\">\n<figure id=\"attachment_9793\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9793 img-responsive \" src=\"http:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/oviral\/\/2016\/12\/caes_rj011-748.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px\" srcset=\"http:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/oviral\/2016\/12\/caes_rj011-748.jpg 748w, http:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/oviral\/2016\/12\/caes_rj011-748-300x164.jpg 300w, http:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/oviral\/2016\/12\/caes_rj011-748-219x120.jpg 219w, http:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/oviral\/2016\/12\/caes_rj011-748-152x82.jpg 152w\" alt=\"Foto: Marcelo Horn\/ GERJ\" width=\"748\" height=\"410\" \/><figcaption>Foto: Marcelo Horn\/ GERJ<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Da AFP<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se trata de ter uma mem\u00f3ria curta e se distrair facilmente, os c\u00e3es em geral t\u00eam m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o. Mas um novo estudo, divulgado na quarta-feira, sugere que sua capacidade de se lembrar das coisas pode ser mais profunda do que se pensava anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, eles parecem ser capazes de se lembrar do que as pessoas fizeram no passado recente, disse o artigo publicado na revista Current Biology.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este tipo de recorda\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecido como mem\u00f3ria epis\u00f3dica \u2013 a capacidade de viajar mentalmente no tempo e lembrar de detalhes sobre um evento -, cuja exist\u00eancia j\u00e1 tinha sido demonstrada em humanos e primatas, mas nunca em c\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel simplesmente perguntar: \u2018Voc\u00ea se lembra do que aconteceu esta manh\u00e3?&#8217;\u201d, disse a principal autora do estudo, Claudia Fugazza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela adaptou uma t\u00e9cnica de treinamento chamada \u201cDo As I Do\u201d (fa\u00e7a como eu fa\u00e7o) para o estudo, realizado com 17 c\u00e3es, que permite que esses animais respondam com seu comportamento se eles se lembram de determinados eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o m\u00e9todo, os c\u00e3es s\u00e3o treinados para imitar algum comportamento humano \u2013 por exemplo, dar um pulo no ar \u2013 quando ouvirem o comando \u201cfa\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fugazza, que trabalha com um dos maiores grupos de pesquisa sobre c\u00e3es do mundo, conhecido como MTA-ELTE Comparative Ethology Research Group em Budapeste, Hungria, disse que o m\u00e9todo vai al\u00e9m da imita\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o, investigando se um c\u00e3o pode inesperadamente se lembrar de uma a\u00e7\u00e3o do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cC\u00e3es treinados com este m\u00e9todo podem imitar a\u00e7\u00f5es de seus donos, mesmo depois de um intervalo de 24 horas\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAssim, dar aos c\u00e3es o comando \u2018fa\u00e7a\u2019 depois de um tempo \u00e9 de certa forma semelhante a perguntar a eles: \u2018voc\u00ea se lembra do que seu dono fez?&#8217;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado \u00e9 \u201ca primeira evid\u00eancia de mem\u00f3ria epis\u00f3dica de a\u00e7\u00f5es alheias em uma esp\u00e9cie n\u00e3o-humana, e \u00e9 o primeiro relato desse tipo de mem\u00f3ria em c\u00e3es\u201d, disse o artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fugazza acredita que um estudo mais aprofundado poderia mostrar que esse tipo de mem\u00f3ria tamb\u00e9m existe em outros animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mem\u00f3ria em decl\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os c\u00e3es estudados, de v\u00e1rias ra\u00e7as e misturas, foram capazes de se lembrar das a\u00e7\u00f5es de seus instrutores at\u00e9 um dia depois de as terem visto. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, suas mem\u00f3rias come\u00e7aram a diminuir, destacou o estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perguntas sobre a profundidade da mem\u00f3ria dos c\u00e3es s\u00e3o fontes de debates na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns especialistas dizem que a mem\u00f3ria epis\u00f3dica n\u00e3o existe nos c\u00e3es, porque os caninos n\u00e3o t\u00eam senso de individualidade e parecem viver em uma esp\u00e9cie de presente eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dizem que h\u00e1 evid\u00eancias crescentes de que os c\u00e3es t\u00eam mem\u00f3rias epis\u00f3dicas, e que isso faz sentido porque eles s\u00e3o animais sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs c\u00e3es t\u00eam \u00f3timas mem\u00f3rias de um monte de eventos, e este estudo mostra que ainda estamos aprendendo o qu\u00e3o boa a sua mem\u00f3ria realmente \u00e9\u201d, disse Marc Bekoff, um ec\u00f3logo comportamental e ex-pesquisador da Universidade do Colorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs c\u00e3es precisam ser capazes de aprender e lembrar o que seu ser humano quer que eles fa\u00e7am, e n\u00e3o haver\u00e1 sempre uma associa\u00e7\u00e3o imediata dos eventos no tempo\u201d, acrescentou Bekoff, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEnt\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 surpreendente para mim que os c\u00e3es podem se lembrar do comando \u2018fa\u00e7a\u2019 depois de um per\u00edodo de tempo, mesmo quando eles n\u00e3o estavam esperando serem solicitados para fazer alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Gema Martin-Ordas, do Instituto de Neuroci\u00eancias da Universidade de Newcastle, o estudo \u00e9 \u201cinteressante\u201d, mas n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o parte da complexidade envolvida nas mem\u00f3rias epis\u00f3dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando nos lembramos de eventos passados, recordamos n\u00e3o s\u00f3 o que est\u00e1vamos fazendo (por exemplo, comer), mas tamb\u00e9m onde (por exemplo, na cozinha), quem estava l\u00e1 (por exemplo, minha m\u00e3e) e\/ou quando (por exemplo, ontem)\u201d, disse a cientista \u00e0 AFP por e-mail.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNesse sentido, seu estudo mostra mem\u00f3rias para o \u2018o que\u2019, mas eu acredito que est\u00e1 faltando alguns dos outros componentes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, \u201cvale a pena explorar\u201d a ideia, acrescentou.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcelo Horn\/ GERJ Da AFP Quando se trata de ter uma mem\u00f3ria curta e se distrair facilmente, os c\u00e3es em geral t\u00eam m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o. 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