{"id":165681,"date":"2016-12-12T19:53:15","date_gmt":"2016-12-12T22:53:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=165681"},"modified":"2016-12-12T19:53:15","modified_gmt":"2016-12-12T22:53:15","slug":"estudo-aponta-que-jogador-brasileiro-vive-instabilidade-e-ganha-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-aponta-que-jogador-brasileiro-vive-instabilidade-e-ganha-mal\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que jogador brasileiro vive instabilidade e ganha mal"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"tituloMateria\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0Jamil Chade<\/h3>\n<div class=\"integracaoMateria\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"conteudoMateria\">\n<figure style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"O Relat\u00f3rio Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntas - Foto: Romain Lafabregue | AFP\" src=\"http:\/\/fw.atarde.com.br\/2016\/12\/750_2016121113519127.jpg\" alt=\"O Relat\u00f3rio Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntas - Foto: Romain Lafabregue | AFP\" \/><figcaption>O Relat\u00f3rio Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntas<\/figcaption><span class=\"credito\">Romain Lafabregue | AFP<\/span><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Distante das principais estrelas, a grande maioria dos jogadores de futebol no Brasil vive uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, sal\u00e1rios baixos e at\u00e9 amea\u00e7as. Isso \u00e9 o que revela um levantamento rec\u00e9m-conclu\u00eddo da Federa\u00e7\u00e3o Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro). O estudo envolveu entrevistas com quase 14 mil atletas pelo mundo e mostra que, se a ind\u00fastria do futebol movimenta bilh\u00f5es e enriquece cartolas, milhares de seus principais atores &#8211; os atletas &#8211; vivem \u00e0 sombra desse cen\u00e1rio de riqueza, glamour e luxo.<\/p>\n<div class=\"olho col-md-6 col-sm-6 col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"titulo\">14 mil<\/p>\n<p class=\"texto\">esse \u00e9 o n\u00famero de atletas ouvidos pela pesquisa em todo o mundo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realizar o maior levantamento j\u00e1 realizado em \u00e2mbito mundial sobre a real situa\u00e7\u00e3o dos jogadores de futebol, o sindicato contou com a ajuda especialistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Relat\u00f3rio Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntas, abordando temas como sal\u00e1rios, contratos, transfer\u00eancias, treinamento, fixa\u00e7\u00e3o de correspond\u00eancias, viol\u00eancia, seguran\u00e7a no trabalho, sa\u00fade, bem-estar e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos dados referentes ao Brasil, eles foram coletados a partir de uma pesquisa inicial com cerca de 105 jogadores profissionais espalhados por clubes de todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento concluiu que, em m\u00e9dia, 52% dos atletas nacionais sofreram atrasos no pagamento de seus sal\u00e1rios nos \u00faltimos dois anos, um \u00edndice bastante alto. No lado B do futebol brasileiro e longe da realidade de astros como Neymar, j\u00e1 independente financeiramente aos 24 anos, a ampla maioria dos jogadores &#8211; 83,3% &#8211; ganha menos de US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) por m\u00eas. Muitos deles, segundo a pesquisa, precisam dividir seu tempo entre o futebol e outros empregos que possam ajudar a complementar a renda. Apenas 1,1% dos jogadores profissionais do Brasil recebem um sal\u00e1rio maior que R$ 50 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levando-se em considera\u00e7\u00e3o os dados da CPI do Futebol no Senado, encerrada nesta semana sem pedir puni\u00e7\u00e3o para nenhum dirigente do futebol brasileiro, pode-se concluir que o que Jos\u00e9 Maria Marin e Ricardo Teixeira, dois ex-presidentes da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF), ganharam em sal\u00e1rios apenas como presidentes do Comit\u00ea Organizador da Copa do Mundo de 2014 (cerca de R$ 11 milh\u00f5es) seria suficiente para bancar dez clubes durante um ano inteiro.<\/p>\n<div class=\"olho col-md-6 col-sm-6 col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"titulo\">R$ 50 mil<\/p>\n<p class=\"texto\">Apenas 1,1% dos jogadores profissionais do Brasil recebem um sal\u00e1rio maior<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Incerteza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A instabilidade \u00e9 outra marca dos atletas de futebol no Brasil. Na pesquisa realizada em 54 pa\u00edses e com jogadores que atuam em 87 ligas na Europa, Am\u00e9ricas e \u00c1frica, os brasileiros s\u00e3o os que t\u00eam em m\u00e9dia os contratos mais curtos, de apenas 11 meses. E 47% deles sequer t\u00eam uma c\u00f3pia de seu contrato de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vulnerabilidade ainda \u00e9 refor\u00e7ada pela alta taxa de jogadores que afirmam ter sido alvos de algum tipo de amea\u00e7a. Segundo a pesquisa, 29% dos que atuam no futebol brasileiro disseram que foram v\u00edtimas de amea\u00e7as f\u00edsicas por parte de torcedores e mesmo treinadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados nacionais, em muitas ocasi\u00f5es, s\u00e3o ainda mais dram\u00e1ticos que a m\u00e9dia mundial. Segundo o estudo, mais da metade dos jogadores brasileiros registrou atrasos em seus pagamentos &#8211; a taxa internacional \u00e9 de 40%. As amea\u00e7as contra os brasileiros ainda seriam quase tr\u00eas vezes superiores \u00e0 m\u00e9dia mundial, de apenas 10%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lado B do futebol mundial tamb\u00e9m preocupa o sindicato. &#8220;N\u00e3o podemos aceitar esta situa\u00e7\u00e3o&#8221;, comentou o secret\u00e1rio-geral da FIFPro, Theo van Seggelen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, a m\u00e9dia de sal\u00e1rios no esporte oscila entre US$ 1 mil (R$ 3,5 mil) e US$ 2 mil (R$ 7 mil) por m\u00eas. &#8220;Nem todos os jogadores t\u00eam tr\u00eas carros de cores diferentes. S\u00e3o seres humanos normais, que merecem ser pagos a tempo e hora, porque tamb\u00e9m t\u00eam filhos e contas para pagar&#8221;, alerta Van Seggelen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas 2% dos jogadores t\u00eam vencimentos acima de US$ 750 mil (R$ 2,6 milh\u00f5es) por ano, patamar considerado como a fronteira entre os atletas da pequena elite mundial do esporte o restante dos milhares de profissionais. &#8220;Essa \u00e9 a realidade de nossa ind\u00fastria do futebol, que \u00e9 completamente diferente do que a maioria dos torcedores pensam&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio-geral da FIFPro. (AE)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Jamil Chade O Relat\u00f3rio Global de Emprego da FIFPro convidou os jogadores a responderem a 23 perguntasRomain Lafabregue | AFP Distante das principais estrelas, a grande maioria dos jogadores de futebol no Brasil vive uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, sal\u00e1rios baixos e at\u00e9 amea\u00e7as. 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