{"id":178047,"date":"2017-02-23T00:58:36","date_gmt":"2017-02-23T03:58:36","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=178047"},"modified":"2017-02-23T06:42:48","modified_gmt":"2017-02-23T09:42:48","slug":"oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land\/","title":{"rendered":"Oscar 2017: Da profundidade de \u2018A Malvada\u2019 \u00e0 ligeireza de \u2018La La Land\u2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>As 14 indica\u00e7\u00f5es do filme de Mankiewicz representavam um cinema que hoje talvez seja irreproduz\u00edvel, enquanto o musical de Chazelle \u00e9 uma festa cinematogr\u00e1fica<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_178048\" aria-describedby=\"caption-attachment-178048\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land\/oscar1\/\" rel=\"attachment wp-att-178048\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-178048 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-620x451.jpg\" width=\"620\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-620x451.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-300x218.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-768x559.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-70x50.jpg 70w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-160x116.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-200x145.jpg 200w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1-640x466.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1.jpg 1960w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-178048\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8216;A Malvada&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<p>MATEO SANCHO CARDIEL<\/p>\n<p>Durante 47 anos, A Malvada (1950) foi inalcan\u00e7\u00e1vel como o filme mais indicado a pr\u00eamios na hist\u00f3ria do Oscar. Suas 14 candidaturas representavam um cinema que hoje talvez seja irreproduz\u00edvel: a solenidade dos grandes est\u00fadios, a densidade intelectual no roteiro, a dire\u00e7\u00e3o de Joseph L. Mankiewicz e um elenco delicioso, que sozinho rendeu cinco indica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 em 1997 Titanic viria a igualar esse recorde. Deu baile nas bilheterias e nos pr\u00eamios, pois acabou empatando com Ben Hur (1959) em seu teto de 11 estatuetas. Mas, apesar do feito estat\u00edstico, as compara\u00e7\u00f5es qualitativas com A Malvada foram consideradas odiosas pelos puristas, mais interessados em salientar que foi o primeiro filme desde A Novi\u00e7a Rebelde (1965) a receber o Oscar de melhor filme sem disputar o de roteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, 19 anos mais tarde, La La Land \u2013 Cantando Esta\u00e7\u00f5es completa o trio de recordistas com uma aposta diferente, pois sua suposta ligeireza \u00e9 seu trunfo e tamb\u00e9m seu calcanhar de Aquiles. Mas qual foi o contexto que favoreceu essa chuva de indica\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Oscar n\u00e3o \u00e9 o voto do pa\u00eds, nem \u00e9 a bilheteria, nem uma an\u00e1lise social ou cultural. \u00c9 Hollywood aplaudindo a si mesma, votando e premiando seus pr\u00f3prios feitos\u201d, diz o professor de cinema Dana Polan, da Universidade de Nova York (NYU).<\/p>\n<figure id=\"attachment_178049\" aria-describedby=\"caption-attachment-178049\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land\/oscar2\/\" rel=\"attachment wp-att-178049\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-178049 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-620x270.jpg\" width=\"620\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-620x270.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-300x130.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-768x334.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-160x70.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2-640x278.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar2.jpg 1960w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-178049\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8216;Titanic&#8217;.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, mesmo A Malvada teve seu papel para uma ind\u00fastria t\u00e3o vaidosa. \u201cCom a chegada da televis\u00e3o, havia a necessidade de demonstrar a superioridade do cinema sobre outras artes. Hollywood investiu contra os palcos, com um retrato de intrigas e trai\u00e7\u00f5es, e ao mesmo tempo demonstrou que podia escrever dramas t\u00e3o bons ou melhores que o teatro\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cr\u00edtica do The New York Times, n\u00e3o por acaso, come\u00e7ava dizendo: \u201cO velho e leg\u00edtimo bom teatro, o templo de Tespis e da Arte, o mesmo que um dia atirou dardos envenenados contra Hollywood, pode se preparar para receb\u00ea-los de volta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O curador-chefe do Museu da Imagem em Movimento de Nova York, David Schwartz, considera que roteiros como os de A Malvada \u201cagora se deslocaram para o cinema independente. Nesta edi\u00e7\u00e3o est\u00e3o a\u00ed Manchester \u00e0 Beira-Mar e Moonlight\u201d. Tamb\u00e9m recorda que A Malvada representava, tamb\u00e9m, a vit\u00f3ria de uma atriz, Bette Davis, depois de romper por via judicial o contrato com a Warner, que a manteve atada durante anos a roteiros med\u00edocres. \u201cNos anos cinquenta, muitos atores come\u00e7aram a criar suas pr\u00f3prias produtoras, como Burt Lancaster e James Cagney, e tentaram n\u00e3o depender de um est\u00fadio\u201d, conta Schwartz. E A Malvada era, portanto, um festim de atores para comemorar o princ\u00edpio do fim desse sistema escravista para muitas estrelas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_178050\" aria-describedby=\"caption-attachment-178050\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land\/oscar3\/\" rel=\"attachment wp-att-178050\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-178050 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-620x412.jpg\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-620x412.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-300x199.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-768x510.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-450x300.jpg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3-640x425.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar3.jpg 1960w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-178050\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8216;A A Land&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Polan observa que naquele mesmo ano, com as mesmas virtudes que o filme de Mankiewicz, Billy Wilder rodou O Crep\u00fasculo dos Deuses, s\u00e1tira sobre Hollywood que precisou se conformar com tr\u00eas Oscars, metade da colheita do longa an\u00e1logo sobre os tablados, e provocou a ira do produtor Louis B. Mayer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 at\u00e9 a chegada de Titanic, de James Cameron, muita coisa mudou, mas n\u00e3o houve d\u00e9cada em que o g\u00eanero \u00e9pico n\u00e3o impusesse o esp\u00edrito bigger than life (maior que a vida) de Hollywood no Oscar. \u201cO sucesso de Titanic representa duas quest\u00f5es simultaneamente. O enredo, o roteiro e a maneira de realiz\u00e1-lo evocavam o jeito antigo de fazer melodramas. Mas teve tamb\u00e9m a tecnologia mais avan\u00e7ada. Era o primeiro triunfo da era digital, dois anos depois de John Lasseter fazer Toy Story\u201d, diz o curador Schwartz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos tr\u00eas filmes indicados a 14 pr\u00eamios, Titanic \u00e9 o \u00fanico a ser finalista em 14 categorias, pois A Malvada fez dobradinha nas indica\u00e7\u00f5es a melhor atriz (Bette Davis e Anne Baxter) e melhor atriz coadjuvante (Celeste Holm e Thelma Ritter), e La La Land no quesito melhor can\u00e7\u00e3o. \u201cHollywood gosta de filmes dos quais muita gente participa, em que todos os sindicatos estejam envolvidos. Titanic era \u00e9pica, havia custado milh\u00f5es, tinha efeitos especiais, era hist\u00f3rica, bem interpretada e com uma tem\u00e1tica social vaga sobre a luta de classes. Tinha tudo\u201d, afirma o professor Polan, embora recorde que at\u00e9 a vaidosa ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica ficou um pouco superada pela megalomania de Cameron e seu \u201cEu sou o rei do mundo\u201d ao receber o Oscar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim chegamos a La La Land, numa Hollywood \u201cque enfrenta o desafio de levar as pessoas \u00e0 sala de cinema em detrimento de outros suportes. H\u00e1 algo neste filme que faz voc\u00ea querer v\u00ea-lo na tela grande e que recupera o programa de ir ao cinema num s\u00e1bado \u00e0 noite\u201d, argumenta Schwartz.<\/p>\n<figure id=\"attachment_178051\" aria-describedby=\"caption-attachment-178051\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oscar-2017-da-profundidade-de-malvada-ligeireza-de-la-la-land\/oscar4\/\" rel=\"attachment wp-att-178051\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-178051 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-620x349.jpg\" width=\"620\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-620x349.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-768x433.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4-640x360.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar4.jpg 1960w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-178051\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8216;O Artista&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do resumo de Hollywood ilustrado por Mankiewicz e do del\u00edrio de grandeza de Cameron, o esp\u00edrito informal e claramente millennial de Damien Chazelle, de 32 anos, sobe ao mesmo palco. Mas sua proposta n\u00e3o \u00e9 de ruptura, segundo Schwartz, e sim algo irresist\u00edvel para os acad\u00eamicos. \u201c\u00c9 algu\u00e9m que ama os velhos filmes, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma voz nova.\u201d Michel Hazanavizius jogou a mesma cartada h\u00e1 seis anos com O Artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Polan insiste que \u201cLa La Land \u00e9 um exemplo dessa Hollywood que foge da realidade e se autocelebra. \u00c9 ambientada no presente, mas tudo nela tem o sabor dos momentos passados: a homenagem ao musical cl\u00e1ssico, o carro antigo do protagonista, o jazz\u2026 Mas tem de atual, isso sim, o seu conceito de sucesso, que \u00e9 mais empresarial do que art\u00edstico\u201d. Schwartz acrescenta que parte do seu segredo est\u00e1 nessa viagem dicot\u00f4mica entre o sentimental e o profissional, entre o retrospectivo e o presente, pois \u201cisso torna o filme, apesar da nostalgia, emocionalmente moderno e realista\u201d. Porque La La Land \u00e9, definitivamente, uma festa cinematogr\u00e1fica que acaricia e esbofeteia. Talvez, finalmente, uma mensagem ao mundo de uma Hollywood que se de alguma coisa entende \u00e9 do tenebroso reverso do sucesso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As 14 indica\u00e7\u00f5es do filme de Mankiewicz representavam um cinema que hoje talvez seja irreproduz\u00edvel, enquanto o musical de Chazelle \u00e9 uma festa cinematogr\u00e1fica<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":178048,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-178047","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oscar1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=178047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178047\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/178048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=178047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=178047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=178047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}