{"id":181160,"date":"2017-03-13T06:18:15","date_gmt":"2017-03-13T09:18:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=181160"},"modified":"2017-03-13T06:18:15","modified_gmt":"2017-03-13T09:18:15","slug":"plano-de-saude-e-obrigado-cobrir-tratamento-de-fertilizacao-vitro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/plano-de-saude-e-obrigado-cobrir-tratamento-de-fertilizacao-vitro\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade \u00e9 obrigado a cobrir tratamento de fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentar ter um filho faz parte do planejamento familiar, tanto quanto tratamentos anticoncepcionais. Assim, uma vez que a Lei\u00a09.656\/98 prev\u00ea expressamente que planos de sa\u00fade s\u00e3o obrigados a cobrir atendimentos nos casos de planejamento familiar, cabe aos planos custear tamb\u00e9m tratamentos de fertiliza\u00e7\u00e3o <em>in vitro<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/plano-de-saude-e-obrigado-cobrir-tratamento-de-fertilizacao-vitro\/parto-in-vidro\/\" rel=\"attachment wp-att-181161\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-181161\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/parto-in-vidro-300x145.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"145\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/parto-in-vidro-300x145.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/parto-in-vidro.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/parto-in-vidro-160x77.jpeg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, pouco importa que o tratamento n\u00e3o seja previsto no contrato com o segurado, ou que esteja fora do rol de procedimentos previstos em\u00a0resolu\u00e7\u00e3o normativa da\u00a0Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo esse entendimento, o desembargador Josaph\u00e1 Francisco dos Santos, do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal, obrigou um plano de sa\u00fade\u00a0custear procedimentos de fertiliza\u00e7\u00e3o <em>in vitro<\/em> para um casal com infertilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O casal recorreu ao Judici\u00e1rio ap\u00f3s o plano de sa\u00fade se recusar a custear o tratamento. Em primeira inst\u00e2ncia, o pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela foi negado. Representado pela advogada\u00a0advogada <strong>Nath\u00e1lia Monici<\/strong>, do\u00a0Roberto Caldas, Mauro Menezes &amp; Advogados, o casal recorreu ao TJ-DF, que deferiu a liminar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua decis\u00e3o, o Josaph\u00e1\u00a0dos Santos concedeu o pedido de tutela de urg\u00eancia ao reconhecer a necessidade imediata para o in\u00edcio do tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desembargador observou\u00a0que\u00a0o contrato firmado entre as partes, com base em resolu\u00e7\u00e3o da ANS, prev\u00ea de forma taxativa a exclus\u00e3o da cobertura do tratamento de infertilidade. No entanto, explicou que\u00a0o artigo 35-C da\u00a0Lei\u00a09.656\/98 prev\u00ea expressamente que \u00e9 obrigat\u00f3ria a cobertura do atendimento nos casos de planejamento familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ora, se a\u00a0Lei\u00a09.656\/98 estabelece como obrigat\u00f3ria a cobertura para o planejamento familiar e esse, por sua vez, deriva de lei que regulamenta dispositivo constitucional e inclui como uma das formas de planejamento a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de concep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como prevalecer a exclus\u00e3o imposta por resolu\u00e7\u00e3o normativa da ANS&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desembargador considerou ainda que a urg\u00eancia da medida \u00e9 necess\u00e1ria\u00a0dada a idade avan\u00e7ada da esposa (35 anos),\u00a0que pode agravar a doen\u00e7a e tornar a infertilidade do casal permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a advogada Nath\u00e1lia Monici<strong>,\u00a0<\/strong>o Poder Judici\u00e1rio reconheceu o direito n\u00e3o somente ao tratamento da doen\u00e7a, mas tamb\u00e9m ao planejamento familiar, previsto no C\u00f3digo Civil, na Constitui\u00e7\u00e3o Federal e tamb\u00e9m na legisla\u00e7\u00e3o que rege as operadoras de planos de sa\u00fade (Lei 9.656\/98). \u201cA infertilidade \u00e9 doen\u00e7a reconhecida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), raz\u00e3o pela qual entendemos que seu tratamento faz jus \u00e0 cobertura. Caso n\u00e3o fosse reconhecido judicialmente o direito \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o assistida, o casal seria punido\u00a0ao n\u00e3o poder concretizar o sonho de gerar um filho\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desembargador observou que o contrato firmado entre as partes, com base em resolu\u00e7\u00e3o da ANS, prev\u00ea de forma taxativa a exclus\u00e3o da cobertura do tratamento de infertilidade. 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