{"id":181908,"date":"2017-03-17T07:00:24","date_gmt":"2017-03-17T10:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=181908"},"modified":"2017-03-16T20:45:55","modified_gmt":"2017-03-16T23:45:55","slug":"defesa-de-dilma-no-tse-volta-pedir-acesso-delacoes-da-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/defesa-de-dilma-no-tse-volta-pedir-acesso-delacoes-da-odebrecht\/","title":{"rendered":"Defesa de Dilma no TSE volta a pedir acesso \u00e0s dela\u00e7\u00f5es da Odebrecht"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff enviou um pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ter acesso \u00e0 dela\u00e7\u00e3o premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Benjamin \u00e9 relator da a\u00e7\u00e3o que investiga eventual abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico da chapa Dilma-Temer na campanha presidencial de 2014. Ontem (16), o ministro negou o primeiro pedido feito pela defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para embasar o requerimento desta quinta-feira (16), o advogado Flavio Caetano apontou contradi\u00e7\u00f5es nos depoimentos prestados por Hilberto Silva e Fernando Migliaccio, dois ex-funcion\u00e1rios da Odebrecht, em rela\u00e7\u00e3o a pagamentos que supostamente teriam sido feitos pela empresa a Jo\u00e3o Santana, marqueteiro de Dilma em 2014, e a sua mulher, Monica Moura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa pede que Benjamin solicite \u00e0 Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) autoriza\u00e7\u00e3o para o compartilhamento dos depoimentos prestados na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato pelos 10 ex-executivos da Odebrecht que prestaram depoimento perante o TSE desde o in\u00edcio deste m\u00eas. O material ainda se encontra sob sigilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro requerimento, Caetano havia solicitado tamb\u00e9m que Benjamin colhesse o depoimento dos presidentes dos nove partidos que compunham a coliga\u00e7\u00e3o da chapa Dilma-Temer em 2014. O ministro deferiu o pedido, mas determinou que as declara\u00e7\u00f5es fossem dadas por escrito. A defesa de Dilma insistiu hoje (16) para que sejam realizadas oitivas presenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo no TSE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 2014, as contas da campanha da ent\u00e3o presidenta Dilma Rousseff e de seu companheiro de chapa Michel Temer foram aprovadas pelo TSE por unanimidade, mas com ressalvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprova\u00e7\u00e3o, por entender que h\u00e1 irregularidades nas presta\u00e7\u00f5es de contas apresentadas por Dilma, que teria recebido recursos do esquema de corrup\u00e7\u00e3o investigado na Lava Jato. Segundo entendimento do TSE, a presta\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da presidente e do vice-presidente \u00e9 julgada em conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Documenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contrata\u00e7\u00e3o das empresas e de distribui\u00e7\u00e3o dos produtos foi documentado e monitorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do m\u00eas, a defesa do presidente Michel Temer sustentou no TSE que a campanha eleitoral do PMDB n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, n\u00e3o se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos servi\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff enviou um pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ter acesso \u00e0 dela\u00e7\u00e3o premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Benjamin \u00e9 relator da a\u00e7\u00e3o que investiga eventual abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico da chapa Dilma-Temer na campanha presidencial de 2014. 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